Entre Tantas Pessoas
São tantas, tantos
No levante, leões, rugidos constantes.
Acusadores.
Sem escrúpulos, sem pudores.
Oh minha alma.
Existe, persiste, insiste.
É que eu, vivo, meu irmão.
Sim, um grande Deus que opera.
Que tudo pode, rege e lidera.
Abate o perverso.
Concreto e virtual.
Metaverso.
Reverso.
Oh Jesus, blinde nos de todo mau.
Embates ferozes.
Tantos algozes.
Investidas, maldades mil.
Atrevidas.
Tantas feridas.
Atrozes.
Meu Deus, meu Altíssimo.
Que frustra toda armadilha.
Quebra laços de engano.
Desata laços profanos.
Esse é o refúgio, é fortaleza.
É poder, sabedoria.
É vida e certeza.
Fé, vida, entoa louvor e cantoria.
Espírito divino.
Desde o ventre de Maria.
Meu Jesus.
Majestosa cruz.
Giovane Silva Santos
Lá vão os mascarados, podem vê-los
de tantas formas, no seu mundo subumano;
levam caraças por debaixo dos cabelos,
mais os embuços que carregam todo o ano.
Vão prá folia, vão alegres, vão perfeitos,
como histriões dos artifícios mais bonitos;
folgam-se normas, repetidos preconceitos,
em prol dos cultos aos assuntos interditos.
São tão felizes, disfarçados e contentes,
pulam e troçam, nesses grupos a granel;
é Carnaval, deixai-os ir que vão contentes
como as estrelas que são feitas de papel.
Tanta alegria, tanta farra neste Entrudo,
tanta folgança, tanta cor, tanto brilhante;
riem-se as almas, as tenções e quase tudo,
das zombarias deste enlevo extravagante.
SAUDADES, TANTAS
Quantas saudades tive? tantas, nem sei
Todas tão suspiradas na esfolada prosa
Cada qual na dor, com sofrência rimei
Rimei também a solidão nua e ramosa
Tive saudades daqueles a quem amei
E nesta nostlagia só situação morosa
Me era companhia, superação tentei
Cantei a lembrança da oferecida rosa
Ah! saudade, de sensação embaciada
Tantas as clamei em noite enluarada
Chorei, mesmo assim contida emoção
Ó Deus, por equivoco, ao me moldar
Colocaste no vão do peito a sussurrar
Só a saudade em lugar de um coração...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
19, outubro de 2021 – Araguari, MG
Já fui tantas vezes amado sem amar.
Já amei tanto sem saber que era amor.
Já vivi tanto sem viver e agora vivo por viver.
"Há tantas coisas erradas nesse mundo que são tão fáceis de fazer, não deixe que o mundo estrague você".
Em meio a tudo isso, e a despeito de tudo isso, Eddie adorava o pai, porque os filhos adoram seus pais, independentemente do mal que eles lhes possam causar. É assim que aprendem a devoção. Antes de se devotar a Deus ou a uma mulher, um menino se devotará ao seu pai, por mais insensato e inexplicável que isto possa ser.
- Que você morreu? - disse a velha senhora, sorrindo. - Faleceu? Partiu? Foi falar com Deus?
- Morri - ele disse, suspirando. - E isso é tudo o que eu lembro. Depois a senhora, os outros, tudo isso. A gente não devia ter paz quando morre?
- Temos paz - disse a mulher - quando estamos em paz com nós mesmos.
As pessoas dizem que "encontram" o amor, como se o amor fosse um objeto escondido atrás de uma pedra. Mas o amor assume muitas formas, e nunca é o mesmo para cada homem e cada mulher. O que as pessoas encontram, então, é um certo tipo de amor. E Eddie achou um certo tipo de amor com Marguerite, um amor agradecido, um amor profundo apesar de silencioso, o amor que ele conhecia, acima de tudo, insubstituível. Depois que ela se foi, seus dias perderam o viço. Ele fez seu coração adormecer...
E nesta fila um velho de suíças, com um boné de pano e um nariz adunco, esperava, num lugar chamado Concha Acústica Chão de Estrelas, para partilhar a sua parte do segredo do céu: que cada vida afeta a outra, e a outra afeta a seguinte, e que o mundo está cheio de histórias, mas todas as histórias são uma só.
Nenhuma historia existe isoladamente. As historias as vezes se justapõem como azulejos numa parede, as vezes se justapõem umas as outras como pedras no leito de um rio.
“Os clientes estão mais poderosos do que nunca e reinam absolutos, conscientes de seus direitos. Quando descontentes com uma empresa, divulgam suas experiências em sites, blogs e redes sociais ou procuram seus direitos nos órgãos de defesa do consumidor. Por isso, precisamos saber o que devemos ou não fazer para que nossa maneira de atender seja única e conquiste a confiança das pessoas que atendemos.”
Pessoas fecham portas, muitas vezes nem chegam a abrir. Viram as costas, somem, fingem que você não existe. Muitas pessoas te dão a mão para fazer de conta que te ajudou a levantar, quando na verdade nem fizeram a força necessária para te puxar. E algumas dessas pessoas fazem uma forcinha para te colocar ainda mais para baixo. Te ligam quando precisam de você. E daí você pensa que é útil. Mas ser útil não necessariamente faz de você especial. Na verdade, faz de você especialmente útil para aquela ocasião. E você se sente sozinho no mundo mesmo estando rodeado de pessoas que, em sua maioria e na maioria das vezes, não passam de habitantes que apenas compartilham o mesmo espaço.
Pior do que você se decepcionar com as pessoas é ter que se conformar com o fato de que vai passar a vida inteira se decepcionando com as pessoas. Isso gera uma certa frieza com uma pitada de indiferença que, misturado a grande porção de tristeza, resulta num bolo embatumado de sabor amargo que desce seco pela garganta; se não tomar cuidado fica entalado e te mata engasgado.
Mas quando você menos espera Deus abre os braços, e no seu afago suave e ao mesmo tempo intenso, lhe mostra que somente nEle podemos esperar o relacionamento sincero, verdadeiramente puro e incondicional. É Ele aquela luz no fim do túnel, o último fio, a esperança que ainda não morreu antes do último suspiro. É Ele que está no vazio da multidão, no silêncio do nosso desespero, na lacuna da nossa existência que ainda não foi preenchida pela essência da vida. É Ele, na verdade, a felicidade que procuramos nos lugares, nas coisas e nas pessoas, quando não O encontramos em nós mesmos.
No fim, é somente Deus que te espera para fazer com você um novo começo. E então você finalmente descobre que o segredo está em simplesmente viver, e não viver simplesmente.
Quanto as pessoas, bem, são simplesmente pessoas...
