Entender Frio Aconchego
"" Quando o frio tocar tua alma
E o desejo te acariciar
Beijarás a lembrança
E te entregarás ao prazer
Quando tuas mãos a esmo me procurarem
mesmo não estando, estarei
Nem que seja pelo vento
te beijarei
E sussurrarei ao teu ouvido
Tudo que queres ouvir
Se ainda assim não te entregares
Partirei, para nunca mais voltar...""
Lá tinha
pernilongos
noite escura
um certo frio
lá tinha também
vento fresco
estrelas no céu
boa companhia e cobertor
lá tinha
latinhas
e um fogo para esquentar coisas
que só o coração pode explicar...
" O frio aprisiona
dentro de casa
em roupas pesadas
em cobertores
mas o frio é especialmente bom para mergulhar
mergulhar numa garrafa de vinho
e tudo irá melhorar...
Talvez você sinta minha falta ao vagar por essas escuras esquinas da vida. Talvez quando o frio permear a sua pele, meu calor seja lembrado. Talvez ao avistar ipês amarelos lembre-se dos longos minutos que te obriguei a ficar parado de pé em frente ao tal, por tamanha beleza. Talvez por ouvir uma musica, minha voz a cante em sua mente. Talvez seja melhor para mim, pensar que talvez você ainda pense em mim. Mas talvez… Bom, talvez eu deva pensar menos em você!
Eu não quero desistir, o futuro me atrai, penso nos sorrisos que darei, no frio da Europa e dos belos casacos, quase como um filme clichê que vi mais de mil vezes na adolescência.
Gosto de mim, na maior parte das vezes, gosto das minhas musicas e de como me emociono facilmente, embora as vezes odeie também, porque foi um pouco embaraçoso chorar na escola na quinta série vendo o filme 'a vida é bela';
Gosto dos meus olhos que são grandes, mesmo enxergando extremamente mau e das minhas mãos que apesar de pequenas, vez ou outra seguram o mundo de alguém e escrevem o que eu tenho dificuldade de dizer.
Mas as vezes eu sofro sem entender e a solidão me convence que ela sou eu, que o que gosto em mim não é bem o que os outros veem, que insistir em mim não é algo inteligente ou prudente.
Tem certos momentos que no meio de uma festa ou rodeada de amigos, bem no meio de uma piada engraçada, saio de órbita, perco o brilho no olhar e não sei aonde estou, sinto vontade de fugir imediatamente dali, ir pra onde eu me sinta confortável, mas não sei aonde fica este lugar.
As vezes acho que este lugar pode ser uma pessoa, um amor talvez, mas se perde-lo vou me perder, e logo eu que sou péssima em geografia, que mal consigo me localizar no bairro que moro a 6 anos, o fato é que este lugar não pode ser algo que me escape. E é claro que qualquer psicologo, sábio, coach, velho bêbado... diria o que bem sei, que este lugar sou eu mesma.
Mas estou cansada, de saber, de me decepcionar, de me arrepender, de correr e de não sair do lugar... Mas este não é um privilegio exclusivamente meu, não estamos todos assim?
Desculpe se chegou até aqui esperando um final brilhante ou conclusivo, mas não, este texto é um espasmo, um movimento involuntário da minha confusão.
Enquanto isso, Vou devagar, vou esperando ate entender o equilibro entre a liberdade e o pertencer, talvez daqui a alguns anos eu responda este pensamento meu com um olhar de quem entendeu, ou de quem percebeu que nada disso importa, que eu era apenas uma jovem com seus vinte e poucos anos.
O frio que passou permanece na memória,
tardinha que se instala suave no sul silencioso.
As galinhas, quietas, empoleiradas no terreiro,
guardam o segredo do silêncio profundo.
Ao longe, as rodinhas de chimarrão desenham círculos de histórias,
enrolado até o pescoço, me perco em lembranças que sussurram.
Saudade dos tempos de ciranda, de pique-esconde,
onde o mundo era feito de risos e sonhos simples.
Na distância do tempo, só o doce permanece,
o sabor da esperança que ainda repousa no peito.
Vejo, nas crianças, a alegria que não se apaga,
juntas, cantando, rodando, tecendo futuros invisíveis.
Sinto uma leveza, o perfume das rosas.
Sinta o vento que alivia o calor;
se tiveres frio, eu te abraço agora.
Quero estudar o amor.
Sinto leveza nas palavras que nascem.
Me inscrevo em grupos de confissões:
estou estudando o amor,
os riscos de vida dessas situações,
o não poupar de si em busca do prazer,
a disposição para o dar e o receber.
No meio do não pensar, apenas ser —
ser o que tem de ser,
segundo a disciplina que segue a cartilha do amor.
Descubro que a vida só é boa
quando se conhece o amor:
gratuito, insensato, ponderado.
Estou estudando as ciências naturais
que emanam das leis, das leis do amor.
E então, o tempo de frio chegou
Enquanto eu derretia, eu pensava em palavras certas
Enfim, qual o meu propósito?
Sinceramente, nem sei o que pensar
Se o deleite é a resposta?
Se o silêncio é a resposta?
Se...
É muito mais difícil pensar
Quando se está perdido em pensamentos
Ainda assim... espero uma resposta.
Felicidade é um dia frio iluminado pelo céu azul! Vem agosto, vem com gosto em seu farfalhar de sua saia azul!
"Enquanto eu tava tão frio, teu abraço me aqueceu
lugar que tava vazio,
você com seu amor preencheu" [...]
"...Jamais duvide
Ainda que pareça impossível
Quando o frio e a tristeza bater
Ultrapasse, supere como sempre fez
Em dias nublados e sombrio
Levante a cabeça, siga em frente
Ilumine a vida de alguém com sorriso teu
Nunca se esqueça de fazer florescer
Encanto no olhar de quem te admirar..."
Você já observou que quase tudo passa?
Passa o tempo, o grão, a flor, a chama, o chão, o frio, a chuva e o calor;
Passa o valor estimado a coisas, o alcançado, a gratidão, o sim e o não;
Passa a vontade, a suposta amizade, a paixão, a certeza, a incerteza, a ira, a mentira e muita verdade;
Passa a fome, o sono, a noite, o dia, o sol, a lua, o rumo, o ciúme, a lembrança, o perfume...
Passa o conceito, o preceito, a opinião, a razão, o orgulho, a vaidade, o inteiro e a metade
Passa a intriga, a disputa, a força, o foco, a juventude, a carência, o reflexo, a inocência e muita luta;
Passa quase tudo, mas só NÃO PASSA o que é “côncavo de alma”; A SABEDORIA, O BEM, O CARÁTER e o AMOR.
Seja qual for seu dilema, ele também vai passar...mas nunca se abstenha de saber aprender, se valer do próprio valor e pra sempre AMAR.
Nara Nubia Alencar Queiroz
O mundo é o chão gelado de uma rua em dias de extremo frio. Não há coberta, não existe alento. O inverno chega para todos!
