Entenda como Quiser So Nao me Julgue
No Alentejo a planície estende-se e
dissolve-se em silêncio: como um sonho que se recusa a terminar.
Há pessoas que irrompem na nossa vida como relâmpagos: rasgam o céu da alma e deixam na pele um clarão que não se apaga. Atravessam-nos por dentro e ficam a arder no lugar onde antes só havia silêncio.
Carrego-te como quem leva pedras e flores no mesmo fôlego.
No peso que me curva, há um rumor teu, uma memória que se acende entre as rochas, como se cada grão de pólen soubesse o teu aroma.
As flores presas à minha mochila interna respiram contigo, frágeis e obstinadas, lembrando que até o que pesa pode ser ternura.
Caminho, e o vento toca o que não ouso dizer, esse quase‑toque que vive entre o ombro e o mundo.
E no silêncio da marcha, o desejo é só isto:a beleza que insiste, mesmo quando dói, e o caminho que se torna pele quando penso em ti.
Setembro-me
Setembro‑me
dentro do teu peito,
e o ar muda de temperatura
como se reconhecesse a tua sede.
Há um lume que se ergue devagar,na pele eno espaço entre nós, onde cada gesto teu
se torna uma força que me puxa
sem nunca me tocar.
Aproximo‑me desse centro quente,
dessa sombra que respira,
e sinto o teu silêncio a abrir‑se
como uma porta que só cede
quando alguém a deseja com verdade.
E é aí, nesse quase‑instante,
que tudo se intensifica:
a luz fica mais densa,
o ar mais vivo,
o mundo mais pequeno.
Fico suspenso no teu peito
não como quem entra,
mas como quem
se dissolve na luz que te percorre
e aprende a respirar
dentro da tua boca.
P(R)O(B)(L)EMA
Este poema encosta‑se
a ti devagar,
como quem sabe
a melodia
da tua respiração.
Fica ali, no espaço pequeno
entre o teu peito e o silêncio,
onde guardas o que não dizes.
E quando o lês,
ele abre uma porta
dentro de ti:
toca-te sem tocar,
acende-te sem lume,
e fica a respirar
no lugar onde
a tua alma o guardou.
Poentiderme
As nossas pernas entrelaçadas,
essa fusão lenta,tépida,
como fim de tarde
que não tem
pressa de escurecer.
Poentes que Regressam
O verão já acabou;
porém, o mar insiste em escrever‑nos, como se na pele ainda ondulassem ondas que não pertencem só ao mar, mas o que fomos aos poentes.
O universo é infinito tanto para o macro como para o micro, assim como nossa habilidade de pensar. O que nos limita, são nossas crenças e os sentidos naturais.
Infelizmente, a alienação faz com que pessoas boas atuem como más, convictas de suas falsas verdades.
O Zonismo nasceu primeiro como uma ideia. A partir dela, Willian incorporou o termo ‘Zon’ ao próprio nome, formando Willian Zon, nome pelo qual passou a ser conhecido como criador do Zonismo.
Lembre-se: se você fosse um animal, as pessoas colocariam uma pistola na sua cabeça, como fazem no abate.
