P(R)O(B)(L)EMA Este poema encosta‑se a... Joni Baltar
P(R)O(B)(L)EMA
Este poema encosta‑se
a ti devagar,
como quem sabe
a melodia
da tua respiração.
Fica ali, no espaço pequeno
entre o teu peito e o silêncio,
onde guardas o que não dizes.
E quando o lês,
ele abre uma porta
dentro de ti:
toca-te sem tocar,
acende-te sem lume,
e fica a respirar
no lugar onde
a tua alma o guardou.
