Entenda como Quiser So Nao me Julgue

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⁠As palavras, vem como vento e com o vento vão-se as palavras.

O poeta escreve como quem chora — palavras em lágrimas que mergulham nas raízes do mundo, florescendo no jardim silencioso d’alma: sua essência, a existência de seu eu indizível.

Cada passo teu ressoa como feitiço, dissolvendo as margens do que sou.
Tento manter-me na escrita — mas as letras tremem, hesitam, falham.
O balanço hipnótico dos teus quadris desarma meu verbo, dispersa minhas rimas.
É um balé blasfemo que me despe da razão.

És como uma valsa, uma dança do acasalamento — um jogo perigoso que, majestosamente, sabes jogar.
Mas tua presença é um golpe baixo — e acerta onde o fogo habita.
Minha mão ainda segura a caneta, mas minha escrita já traça versos por entre tuas coxas.

Escorregas para o meu colo, sentando-te como quem reclama um trono.
— “Fale algo bonito para mim...” — sussurras.
— “Tu és o poema que me arranca a lucidez,” — digo, arfando.Sorris, remexendo devagar.
— “Então, declama-me...” — diz mordendo o lábio.
Uma métrica perfeita, libidinosamente obedecida, sílaba por sílaba, tercetos e quartetos das tuas rimas.

As palavras atravessam a rotina como vento leve que sopra entre becos sujos; recolhem sentidos e sentimentos, sem pressa, em meio à vida comum e seus ruídos. Algo simples transforma instantes em pensamento — aquilo que chamamos de ideia.

Me ame como o alvorecer ou o cair do dia, como a brisa ou como o vento.
Me ame como as gotas de um sereno breve ou derrame-se feito tempestade violenta.
Me ame feito o canto dos pássaros, leve, suave, mas que se perde no firmamento.

Olinda no coração

Como poderia esquecer
tuas ruas rumo ao céu,
tua brisa em carrossel,
patrimônio em cordel.

Fostes caminho para holandeses,
abrigo para os portugueses,
e para todos, muitas vezes,
lugar de belos prazeres.

Com palavras te lembrar:
praia, orla, sol e mar,
praças, casas, se hospedar,
ladeiras, igrejas, passear.

Bonecos gigantes de montão
no carnaval de tradição,
Olinda tu és o meu pendão,
também estás no meu coração.

"Fazer TURISMO é como entrar num PORTAL DO TEMPO e
eleger o local desejado, no momento certo"

Ah, meu amor… Como é bom sonhar com você.
Mas essa noite foi diferente.
Essa noite sonhei que te perdia…
Sonhei que você estava perto, tão perto que quase podia sentir o calor do seu corpo, mas uma distância infinita nos separava. Eu não conseguia te ver, ouvir sua voz ou alcançar sua mão. Ainda assim, sentia sua presença: o aconchego do seu abraço, o perfume suave da sua pele e até o ritmo tranquilo das batidas do seu coração.
Era estranho perceber como alguém podia estar tão ausente aos meus olhos e, ao mesmo tempo, tão presente dentro de mim. Eu sabia que você estava ali, como se sua presença deixasse uma marca no ar, mas tinha a sensação de que estava te perdendo.
E doía imaginar meus dias sem você.
Eu queria apenas ouvir um áudio seu, daqueles simples, gravados talvez sem pensar muito, mas que para mim carregam tanto significado. Queria escutar sua voz doce, com suas pausas, seu jeito de falar e até os pequenos ruídos ao redor. Podia ser qualquer coisa, porque, quando se trata de você, até os detalhes mais comuns ganham um lugar especial em mim.
Naquele sonho, percebi algo que talvez nunca tenha conseguido explicar…
Sua voz não chega apenas aos meus ouvidos. Ela toca minha alma.
Seu carinho atravessa minha pele e encontra meu coração. Seu abraço é o lugar onde meus medos diminuem, minha respiração se acalma e o mundo parece, por alguns instantes, fazer sentido.
Eu sentia sua presença com tanta intensidade que quase podia reconhecer seu toque: a delicadeza da sua pele, a ternura do seu beijo e a segurança que existe quando você está perto, mesmo sem você estar realmente ali.
Quanto mais eu tentava me aproximar, mais parecia que você estava indo embora. Eu queria pedir que ficasse e dizer que ainda tínhamos muito para viver: abraços demorados, conversas sem pressa, risadas inesperadas, lugares para conhecer e sonhos para realizar.
Acima de tudo, ainda tínhamos muitos dias para escolher um ao outro.
Nós sabemos que não somos iguais. Temos nossas diferenças, nossos jeitos e maneiras distintas de enxergar a vida. Mas talvez seja justamente isso que torne nossa história tão especial.
Você não chegou para ser uma cópia de mim, e sim para me mostrar que o amor verdadeiro não precisa de duas pessoas iguais, mas de dois corações dispostos a se compreender.
Com você, descobri que amar é amizade, cuidado, cumplicidade, respeito, entrega e paz. É permanecer mesmo quando faltam palavras bonitas. É olhar para alguém e pensar: se a vida me permitir escolher, é com essa pessoa que quero continuar.
Então me lembrei de uma frase…
“Você pula e eu pulo.”
Talvez você nem imagine o que essas palavras representam, mais, elas significam que quero caminhar ao seu lado, dividir os dias bons e enfrentar as dificuldades com você. Significam que, diante do medo, quero encontrar coragem na sua presença e que você também possa encontrar a sua na minha.
Não quero prometer uma vida sem problemas ou tempestades. Quero oferecer algo mais verdadeiro, a vontade de permanecer, conversar, compreender e cuidar do que estamos construindo.
Porque eu não quero um amor perfeito.
Eu quero o nosso amor.
Com nossas diferenças, nossos sorrisos, nossas imperfeições e tudo aquilo que faz essa história ser somente nossa.
Quando acordei, ainda senti por alguns segundos o peso daquele sonho. O quarto estava silencioso, meu coração parecia continuar procurando você. Por um instante, quase esperei ouvir sua voz ao meu lado.
Mas logo percebi que tudo não passava de uma imaginação, e o medo deu lugar a uma profunda gratidão.
Gratidão por você existir, por nossos caminhos terem se cruzado e por eu poder viver algo tão verdadeiro ao seu lado.
A vida é breve, meu amor. Às vezes, preocupamo-nos tanto com o amanhã que esquecemos de agradecer pelas pessoas que tornam o presente especial.
Quero demonstrar meu amor enquanto posso, dizer o quanto você importa e valorizar cada momento que temos, cada conversa, cada silêncio confortável, cada toque, cada sorriso e até aqueles instantes simples que parecem pequenos, mas que depois se tornam saudade.
Porque, mesmo em sonho, compreendi ainda mais o espaço que você ocupa dentro de mim.
Eu sonhei que te perdia… e acordei entendendo ainda mais por que quero tanto cuidar do nosso amor.
Não sei o que o futuro guarda para nós, mas sei que ainda quero viver muitas histórias, realizar sonhos e guardar momentos ao seu lado. Quero continuar reconhecendo você nos detalhes: na sua voz, no seu abraço, no jeito como me olha e na paz que sinto quando estamos juntos.
Se um dia você me perguntar o que aquele sonho significou, minha resposta será simples:
Foi a vida me lembrando, através de um sonho triste, da beleza de um amor que tenho a felicidade de viver acordado.
Porque, sonhar com você é maravilhoso… mas nada se compara à felicidade de abrir os olhos, ouvir sua voz e saber que você faz parte da minha realidade.
E, se pudesse escolher novamente entre todas as pessoas e caminhos possíveis, eu escolheria encontrar você, conhecer sua voz, descobrir seu abraço e viver nossas diferenças.
E, principalmente, eu escolheria amar você outra vez.
Porque existem pessoas que passam por nossa vida…
E existem aquelas que passam a viver dentro da nossa alma.
Por isso, mesmo quando não consigo te ver ou ouvir sua voz, algo dentro de mim continua reconhecendo você.
É o meu coração.
E talvez seja essa a forma mais bonita de saber o quanto eu te amo, mesmo no silêncio, mesmo na distância e até durante o sono, alguma parte de nós continua encontrando essa pessoa.
O meu coração, até dormindo, sabe encontrar você...

Ser diferente na terra de iguais é como ter visão na terra de cegos. Com sorte, é coroado rei; por azar, é condenado à morte!

Ah, como eu queria que tudo isso passasse e que a dor que sinto em meu coração finalmente encontrasse cura. Que não houvesse a necessidade de me fazer forte quando forte eu não estou. Que eu pudesse, ao menos por um instante, descansar dessa força que tantas vezes me sustenta, mas que também me custa tanto.


Mesmo que em minha fraqueza existam forças que ultrapassam limites, forças que talvez outro não suportasse, isso não significa que eu não sinta o peso de tudo. Há uma diferença entre conseguir carregar e não sentir o peso. E, às vezes, tudo o que fazemos é continuar, mesmo quando por dentro desejamos apenas repousar.


A vida também é sobre isso. Aquilo que parece fraqueza em um pode ser uma fortaleza inigualável em outro. Talvez por isso nem todos consigam carregar o peso que alguém carrega, até que, um dia, esse mesmo peso seja colocado sobre suas próprias costas. Não há quem esteja completamente ileso da dor. Não existe medida justa, cálculo ou comparação capaz de determinar quanto alguém deveria suportar. Cada dor é uma dor. Cada profundidade tem o seu abismo. E cada pessoa conhece, por dentro, aquilo que o mundo tantas vezes só consegue enxergar por fora.


Mas eu só queria que tudo passasse.


Às vezes, silenciar para não aumentar o peso de quem já está sofrendo, esconder a própria dor para ajudar o outro a carregar a sua, é um esforço que ninguém vê. E esse silêncio, que tantas vezes parece cuidado, também pode se tornar um lugar pesado demais para permanecer.


Eu não queria precisar ser forte o tempo todo. Queria que, em algum momento, alguém percebesse que até quem sustenta também precisa de amparo. Que até quem acolhe também precisa ser acolhido. Que até quem continua, mesmo cansado, merece encontrar um lugar onde não precise provar que consegue.


Porque, hoje, eu não queria ser fortaleza.


Eu só queria que a dor passasse. E que, enquanto ela não passa, eu também pudesse ser cuidada.

“Pensamentos como: Vou reinar, Vou ganhar, Vou conquistar, são importantes para torná-lo um vencedor, mas só as atitudes irão balizar as suas ações, para transformá-lo em um gigante.”

"Quando falamos com o coração puro e a alma cheia de paz, as palavras que ecoam são como um bálsamo que alivia a dor e quietude que consola o espírito."

"A dor pode ser suportável ou insuportável. O diferencial está na aceitação da dor como realidade e não no inconformismo, capaz de impor a dura realidade, mais dor ainda."

Acredita em tudo, sem desconfianças, é como caminhar no escuro, sem direção e sem um farol. Eventualmente acerta-se o caminho, mas as chances de errá-lo são bem grandes.

⁠Tem abraços que são como um porto seguro.
Abraços que deveríamos passar o resto da vida, abraços que são tão apertados que conseguimos sentir o bater do coração da outra pessoa, e por um momento tudo parece tão calmo e seguro como se nada pudesse nos atingir.

E se, antes do "eu sinto muito", viesse: "se fosse ao contrário, como eu me sentiria?"

Ironicamente, Bebelle jamais fizera seu dinheiro trabalhar por ela. E, como todas as coisas que são adiadas indefinidamente, o inverno chegou.


Um dia ele chegaria, ela sabia. Chegaria sem anúncio, sem piedade, sem a cortesia de bater à porta. Gelado e vazio. Solitário e inóspito, trazendo consigo aquela espécie de silêncio que só existe quando o mundo já não se impressiona com quem um dia acreditou dominá-lo.


Ao fim de seu infame reinado, Bebelle estava quebrada. Não apenas financeiramente, mas também daquilo que durante tanto tempo sustentara sua pequena mitologia pessoal: já não havia dinheiro, já não havia poder, já não havia a juventude que imaginara eterna, nem a beleza que, na verdade, jamais possuíra.


Restava apenas o tempo.


E o tempo, ao contrário do dinheiro, não negocia.


Quando as luzes se apagaram, quando os aplausos cessaram e quando o último vestígio de sua corte se dissolveu, Bebelle descobriu aquilo que talvez sempre tivesse temido: não havia uma rainha sob a coroa, apenas uma mulher que durante algum tempo acreditara sê-lo.


O inverno não a transformou.


Apenas retirou dela tudo aquilo que a fazia parecer diferente.


E então, finalmente, Bebelle voltou a ser o que sempre fora.


Plebe.

Música é semelhante ao vento: às vezes forte, outras vezes leve como uma brisa e irrelevante se não pudermos senti-la.