Entenda como Quiser So Nao me Julgue
A língua dos sábios é como um pincel nas mãos de um artista. Transforma coisas comuns da vida em raras obras de arte.
sfj,citações
Mas se a mim me permitir, a vida em redemoinho,
Quero me ir levemente sorrindo,
Como se vão aquelas folhas outonais,
Que varrem as ruas centrais da cidade que habito.
E se não for por ventura, que o coração se reparta,
Quero que árdua em fogo árdua,
A pungente alegria, daqueles que se embriagam,
Simplesmente enamorados na claraboia da lua.
VIVA ESSA IDEIA:
A conexão com Deus é constante, eterna e infinita. Funciona como a companhia elétrica, fornecendo energia de maneira igual para todas as casas. Nessa ideia, as pessoas são as casas, cada uma com o seu — ou os seus vários — cômodos, representando as distrações básicas de cada um. Quando você está conectado, sua casa está toda ligada (forte). Mas, a cada distração que você dá importância, mais um cômodo é desligado e, na maioria dos casos, uma distração alimenta a outra, criando um efeito cascata que desliga a casa toda junto com o disjuntor.
A energia continua sendo transmitida, porém a sua casa não consegue mais recebê-la com tantas distrações e a chave geral desligada.
Nesse momento, aparecem “pessoas” iluminadas que dão um toque e falam: “Ei... sua casa está desligada. Você não vai ligar? Parece perigoso.” E algumas pessoas se dão conta de quanto tempo estavam desligadas e religam. A conexão com Deus, diferente da companhia elétrica, é de graça. Para ter contato, basta pegar uma Bíblia; se não tiver, basta olhar para o céu; se não puder, basta fechar os olhos.
Apenas deixe a chave geral ligada, porque a energia vai chegar.
Agora ela é como aquela cicatriz de infância que tu sabe que tá ali, que dói se bater o tempo, mas que já faz parte do teu corpo.
É assustador ver como o mundo digital guarda a nossa felicidade em alta definição, intacta, enquanto na vida real tudo já virou poeira.
O mundo lá fora tá girando no volume máximo. E é engraçado como a gente pode estar no meio de um turbilhão de pessoas e, mesmo assim, se sentir num deserto absoluto.
Fiquei com vergonha de ter ficado bem por um tempo. Como se esquecer, nem que por meia hora, fosse uma espécie de traição — traição à dor, que já virou quase uma companhia velha.
Raiva de ter escolhido o outro. Raiva de continuar linda, continuar tocando a vida pra frente, como se oito anos da gente coubessem numa gaveta fechada.
Como estrelas solitárias no tecido do infinito, cada ser carrega o mistério da própria existência. Assim como as estrelas na imensidão do cosmos, há uma luz em você que ninguém pode apagar
Como posso te amar, se o medo de te machucar me corrói,o medo de quebrar o seu coração me atormenta. Se eu te fazer chorar, vou me odiar. Pois só quero ver você sorrindo.
Pelas frestas do tempo e sob o repouso de dinastias esquecidas, ele permanece como o antigo elo de ouro e areia, a última sentinela a vigiar o portal daqueles que um dia souberam reinar.
Reno Fioraso
Tão lindo quando as coisas acontecem como se tudo já houvesse sido ensaiado pelo destino. Parece uma coisa natural; mas você sabe que não é.
veneno.
Sei como ele desce pela garganta e como parece ficar preso no meio do peito antes de chegar no estômago. No começo é quase nada, só um gosto amargo na boca. Depois vem o calor. A barriga começa a apertar, como se tivesse alguma coisa se espalhando por dentro, queimando devagar.
Eu sei que ele está ali porque começo a pensar diferente.
Qualquer coisa ganha outro peso. Uma coisa pequena fica grande. Um silêncio parece esconder alguma coisa. Uma ausência começa a incomodar. Uma conversa que eu nem ouvi parece ter mil possibilidades dentro dela. E eu fico tentando descobrir o que aconteceu sem ter como saber.
Quanto mais eu penso, mais ele queima. Quanto mais tento entender, mais parece que preciso entender outra coisa antes. Eu volto para os mesmos pensamentos, lembro de coisas que já aconteceram, misturo com coisas que poderiam acontecer e, quando percebo, já estou sentindo no corpo alguma coisa que ainda nem aconteceu de verdade.
Minha boca fica seca. A respiração muda. O estômago fecha. Fica aquela sensação quente e ruim, como se eu tivesse engolido alguma coisa que meu corpo sabe que não deveria estar ali.
E eu não sei exatamente do que tenho medo.
Eu tenho medo do que não conheço, do que não consigo ver, do que acontece quando não estou perto. Tenho medo das coisas que não consigo controlar e das coisas que não consigo perguntar sem parecer que estou procurando um problema onde talvez não exista nenhum.
Mas o corpo não entende muito de talvez.
Ele sente primeiro.
Sinto, eu.
Sinto mesmo quando uma parte de mim sabe que pode não significar nada. Sinto mesmo quando não tenho uma resposta concreta. Sinto porque existem coisas que já vivi, coisas que ficaram em mim de algum jeito, e quando alguma coisa toca nesse lugar o gosto do veneno volta.
Eu não escolho sentir isso.
Queria conseguir simplesmente olhar para alguma coisa e deixar passar. Não ficar imaginando, não procurar significado, não sentir aquela pressão no estômago. Só que eu não consigo mandar a sensação embora só porque sei que ela pode estar errada.
Eu sei o quanto esse veneno pode me fazer mal, mas não sei se vou conseguir impedir que ele entre.
Porque não é só uma coisa que eu penso.
Eu sinto no corpo.
Sinto a garganta fechar um pouco, o peito pesar, a barriga queimar. Sinto vontade de me afastar, de ficar quieto, de não falar enquanto tento entender o que está acontecendo dentro de mim.
Guerra interna e é só dentro que acontece tudo.
Eu não quero viver assim. Não quero transformar tudo que não conheço em alguma coisa que preciso temer. Não quero que o medo faça com que eu enxergue perigo onde talvez exista apenas uma coisa que eu ainda não entendo.
Mas também não consigo fingir que não sinto.
Então acho aue é isso que eu ainda não sei fazer, sentir o gosto do veneno sem deixar que ele me convença de que tudo ao redor está contaminado.
Porque algumas vezes ele vai voltar.
E eu ainda não sei quanto tempo vou levar para aprender a sentir a queimação sem precisar descobrir de onde ela veio.
"Por favor, continuem com as suas belas palavras; elas servem como uma ótima trilha sonora enquanto eu assisto às suas ações destruírem o seu teatro. Guarde o roteiro, pois o mal é óbvio e o seu comportamento já o denunciou na primeira cena. A hipocrisia é uma máscara que sempre cai sozinha."
"É fascinante como algumas pessoas gastam fortunas em discursos de santidade, mas esquecem de avisar o próprio corpo. Não precisa ser um gênio para notar a farsa: o mal é óbvio, pois o comportamento sempre denuncia. A boca prega a paz, mas o passo tropeça na própria maldade."
