Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Respeito todas as religiões mas discordo culturalmente da Umbanda, como ela é uma religião brasileira de matriz africana, indígena, cigana e cristã que prega a caridade, a evolução espiritual e a comunicação. Os dois pontos de minha critica cultural é quanto a abrangência indígena e cigana. Nossos povos originários, os indígenas brasileiros possuem uma espiritualidade e cosmovisão própria e rica, que deveriam ser respeitada. Assim como o povo Rom, que chamam de ciganos em suas giras, que chegaram no Brasil via Península Ibérica principalmente em três grandes etnias: Calon, Rom e Sinti, que lutam internacionalmente pelo reconhecimento de sua etnia e tem no Brasil uma população de quase 1 milhão de descendentes.
Quanto mais escrevo
Mais dependente fico
Me perco nas letras
Escorrego nas frases
Mas como é saboroso
Ser seduzido por esse verbo
Que habitou entre nós
CHEGAMOS
Como folhas de papel em branco
Experiências
Em algum cantinho do Nosso universo
Alguns saem coloridos,Outros opacos
Cinzas, muitos poucos
Porém, o onisciente aprende com todos
Uma Inteligência Real, Natural
Onde a IA não o passa de um grão de areia comparada a sabedoria
De todos nós: da consciência universal
Amém
Como todos os lutadores quero tudo simples, claro e prático, já sei o que é a verdade e o erro...mas no meio de tudo isso, ainda gosto de poesia, acredito em promessas e no amor.
Fui forjada no fogo como um pedaço de ferro que transforma na mão do ferreiro;
As duras pancadas, o fogo foram me moldando conforme o trabalho do ferreiro;
Hoje sou o que sou só porque resisti ao processo;
Já nada mais me surpreende, quando vivemos o processo de forma intensa, dura, mas confiante na minha força interior.
A biologia do amor
Olhamos para as relações modernas como quem olha para o guarda-roupa. Diante do primeiro sinal de desgaste, de um fio puxado ou de uma costura que cedeu, a resposta imediata tem sido o descarte. Trata-se o amor como matéria inanimada, uma peça de vestuário que se usa até gastar e, depois, joga-se fora para abrir espaço para a próxima novidade.
Mas o casamento não é feito de tecido.
O casamento é como uma célula que pode ser restaurada por tempo indeterminado. Ele é um organismo vivo, dinâmico, dotado de uma biologia própria. Onde muitos enxergam o fim pelo desgaste, quem compreende a natureza do laço enxerga a necessidade de regeneração. Uma célula não se joga fora quando adoece; ela se nutre, se adapta e se reconstrói do zero se receber os estímulos certos.
Em um mundo que escolheu a facilidade do descarte, insistir na restauração contínua dessa célula é o verdadeiro ato de coragem e amor.
— Kathleen Soares
Então, antes de perguntar:
“Como posso mudar o mundo?”
Pergunte a si mesmo:
“O que estou cultivando dentro de mim todos os dias?”
Busque-me, discípulo
acha-me naquela estação
entre inverno e verão
Ama-me como uma noiva
recém casada; aonde foi
o teu amor?
Enxerga-me outra vez, como
pôde se esquecer? Com os
teus olhos, jamais irá me ver.
Enxerga-me, pois, de olhos fechados.
Procura-me ver, com o teu coração
e me verás novamente, sentirás outra
vez.
Em sua nudez eu não aponto para a tua vergonha exposta, mas cubro-a com novas vestes, vestesde linho branco. Duvide de reis, questione governos, não acredite em tudo que se ouve
Mas como podes duvidar do meu perdão? Como podes questionar meu amor? Como pôde, se esquecer da cruz que tornou do órfão, mais uma vez, filho?
Permita-me cativar-te, não te escondas de mim.
Revele-se, confesse... pois sou o amor restaurador, e desde que encontrou meus pés, esse meu amor
Te encontrou.
44
Hoje faço 44 anos.
Lá fora, a chuva bate no vidro como quem tenta entrar.
O vento passa forte, assobiando entre as frestas, e por alguns segundos parece ser a única coisa fazendo companhia.
Estou aqui, olhando pela janela.
Os pés frios.
O quarto escuro.
O céu sem cor.
E dentro de mim, coisas que também não encontraram luz.
Conversas que ficaram pela metade.
Palavras que não chegaram.
Respostas que talvez nunca venham.
Pessoas que estão longe mesmo quando deveriam estar perto.
E caminhos que, por enquanto, parecem não levar a lugar algum.
Engraçado… aniversário deveria ser um dia cheio de presença.
Mas hoje o que mais consigo perceber são as ausências.
Ausência de algumas pessoas.
De alguns abraços.
De algumas certezas.
De algumas versões de mim que ficaram perdidas em algum lugar desses 44 anos.
Hoje não quero festa.
Não quero fingir que está tudo bem.
Não quero transformar tristeza em gratidão só porque o calendário diz que eu deveria estar feliz.
Hoje eu só quero permitir que este dia seja o que ele é.
Cinza.
Frio.
Silencioso.
Talvez a chuva lá fora esteja apenas acontecendo.
Mas daqui de dentro parece que ela entende.
E enquanto o vento bate contra a janela, penso em quantas tempestades uma pessoa atravessa sem que ninguém perceba.
Hoje são 44 anos.
Quarenta e quatro anos de histórias que deram certo e outras que ainda doem quando lembro.
De encontros e despedidas.
De sonhos realizados e outros que ficaram pelo caminho.
De pessoas que chegaram, pessoas que partiram e pessoas que, de alguma forma, ficaram inacabadas dentro de mim.
Talvez envelhecer seja também isso:
carregar um pouco de tudo aquilo que não conseguimos resolver.
E hoje, no meu aniversário, não tenho nenhuma grande conclusão.
Só esta janela.
A chuva.
O vento.
O frio nos pés.
Algumas coisas sem resposta.
E uma estranha sensação de estar comemorando mais um ano de vida justamente em um dos dias em que a vida parece mais silenciosa.
Hoje faço 44.
E talvez ninguém consiga perceber pela fotografia,
mas naquele quarto escuro existe alguém tentando, em silêncio, encontrar um pouco de calor no meio de um dia completamente frio.
Olhos castanhos
Por céus como eu queria que seus olhos encontrassem os meus,
Olhos doces e castanhos...
Mas seus olhos não possuem mais o mesmo brilho por mim,
Quem dera você quisesse ser meu sol,
Para cessar esses dias de escuridão,
Isso foi em vão,
Estaria mentindo se dissesse que
te quero como sempre quis,
Sinto cada vez mais que estou te esquecendo,
Como se a névoa estivesse se espalhando em minhas memórias.
Quem dera você pudesse provar seu amor,
Até mesmo lutando contra tropas inimigas por mim,
Viajar até a China para me presentear com a mais bela Jade...
Isso foi em vão,
Estaria mentindo se dissesse que
te quero como sempre quis,
Que aceitaria esses presentes e a sua vitória sobre as tropas inimigas...
Me arrependo da primeira troca de olhares que tive com seus olhos...
Doces olhos castanhos
Por trás da porta
Por trás da porta
A rua segue seu curso
Como um rio,
Pessoas descem
A água é o vento
Que as move
Passos distintos,
Caminhos iguais
São moléculas
Sem destinos
Poeiras outonais.
E eu atrás da porta
Sem coragem
De ir à rua
Penso no futuro
Mas o passado me espreita
Quem dera fosse largar
A rua que me espera
Mas a porta é estreita.
“A esperança sempre nos visita de manhã, mas logo nos abandona ao anoitecer.” Como Sísifo, todos os dias voltamos ao recomeço.
―Evan Do Carmo
“Somos como espelhos, ninguém está imune à luz ou às trevas que recebe, haveremos de refletir perfeitamente o que nos for oferecido. O que for além disso é doutrina falível.”
Os homens são como os animais, cada homem ou grupo se identifica e é atraído pelo cheiro que lhe é peculiar.
A que animal te assemelhas, a que grupo pertences?
Aos abutres, às hienas, "políticos e religiosos," sindicalistas, associações, agremiação e grupos afins, que vivem a comer carne podre de animais mortos?
Ou pertences ao grupo de espíritos criadores: Arquitetos, professores, construtores, artistas de toda sorte, poetas, escritores, fazedores do amanhã, às abelhas laboriosas da esperança?
Evan do Carmo
O casamento feliz, o ideal, o almejado por muitos, segundo Nietzsche, seria como uma prisão perpétua, mesmo assim poderia dar certo; desde que prisioneiro e carcereiro se amem a ponto de tornar a convivência possível e harmoniosa.
Todo escritor que leva a sério seu ofício mais que sagrado, deve se comportar no mundo como um grão de areia. Não deve esperar que pessoas comuns reconheçam seu gênio criativo. Outra coisa é saber que sua obra sempre ficará inacabada, nunca seremos completos ou ficaremos satisfeitos com o que já produzimos.
