Entardecer
Aprecio um sol no crepúsculo...
Porque será que eu canto ao entardecer
Igual aos pássaros...
E fico de alma apertada...Numa nostalgia tão grande...
Quais ondas que gemem sussurrando
Cantigas na areia da praia...
Onde gaivotas observam
As espumas... Extensos véus de noivas
Arrastando rumo ao altar...
Olho o horizonte meu coração inquieto
Queda-se na esperança de ver as estrelas
Pois a lua me esqueceu...
Minha alma de poeta acelera o coração de mil perdões...
Ah como eu queria te ver
Para sentir um infinito arrepio viajando na emoção...!
Ao assistir o entardecer prodigioso...
Escuto os passos do vento em minha varanda...
A saudade trás a lembrança de ternuras antigas...
E penso que morro todos os dias
Enxugo as lágrimas na solidão do crepúsculo
E encanto-me com a canção dos passarinhos...
Sussurrando nos lábios o encanto infindo...
E num longo devaneio misterioso viajo
No voo de poesias não escritas...
E continuo a escutar as canções dos ventos e seus passos
Que me fazem adormecer e sonhar contigo!
Amar no entardecer
Naquele entardecer,
teu olhar pude reconhecer.
Vieste ao meu
encontro, sorrindo.
Tão lindo de se ver!
Abracei teu coração,
fui tomada por
tamanha emoção.
As horas tão nossas,
pudemos nos permitir.
Naquele instante,
àquele pôr do sol,
pudemos nos amar.
Enfim, naquele entardecer
havia só eu e você.
Ao longe,o canto
dos pássaros e
o doce alento
das ondas do mar,
fazia meu corpo
no teu navegar.
Teus lábios
colados aos meus,
por tanto tempo
os desejei.
E por muito tempo,
em teus braços vou
despertar
Meu amanhecer
tem cores por
causa do nosso amor.
O mundo é mais bonito
por causa de ti,
Meu Amor.
No Cais *
"No cais
em meio ao caos
esperança é
companheira.
No cais
ao entardecer
sinto paz,
o sol se vai
lentamente,
a mente
devaneia
desejo por viver.
No cais
noite passageira,
no céu dançam
as estrelas.
No cais
em meio ao caos
floresce amor
em meu ser,
sinto paz.
Em meio
ao caos,
ainda no cais,
sei que
breve irá
amanhecer.
Há muitos caminhos
para flores colher."
TEMPESTADE DO SEGUNDO MEDO XVI
Pink Paradise
“O entardecer é mais violento que o derradeiro movimento.”
“O inferno de carne e ossos, com a paciência da putrefação.”
“As luzes incandescentes daquele universo paralelo entranham o melhor do pecado. Seus poros são sugados enquanto transpiram. Com o pouco do vestígio humano não há quem não venha perder, por algum tempo, o paladar do assassinato. Esse paraíso é dos homens, sejam eles presas fáceis, ou não. Mais uma vez, tudo está no fim, no oculto, na liberdade com suas obscenidades. O inferno de carne e ossos, com a paciência da putrefação.”
TEMPESTADE DO SEGUNDO MEDO XVI
Pink Paradise
Águas escuras com a densidade que paira a cegueira. Não se pode enxergar além das folhas que, no seu fim, levadas pelo vento, dormem com algum tipo de encantamento para quem observa como a vida é mortal. O detalhe mais sutil das águas desse pântano é que elas levam muito tempo para seguirem algum curso. A quase inércia é invisível para o melhor observador. Os movimentos mais lentos pertencem à paciência. A única transparência está no medo que causa calafrios, pelo simples motivo que somos humanos: a escuridão é um lugar habitado. Esse é o mundo e não há como fugir dele. Decisões impensadas podem levar qualquer pessoa para o desfecho trágico, como o precipício esconde o silêncio. Não seria nenhuma novidade, saber que muitos se apressam com a própria fatalidade. Outros, não aceitam a ideia de que qualquer um pode morrer sem dificuldades. Afinal, somos todos semelhantes. Não há para onde fugir. Existe alguma certeza para exemplificar o motivo pelo qual a ilusão é sempre um estado dopante, asfixiando lentamente aqueles que buscam equilibrar suas ansiedades. A ficção do pesadelo está na realidade. Nele você não consegue viver sem algum vício. É o que lhe mantém vivo após uma jornada pela sorte da violência. Todos os dias somos pegos, repentinamente, por fatos que nos cercam, durante o instante do desastre alheio. Essas águas são profundas e espreitam o ar que respiramos. Querem nos arrastar para o fundo onde o fôlego perde qualquer opção. O amanhecer não é para todos e a noite se aproxima.
— Hellen, Hellen, quem sabe poderíamos nos encontrar fora daqui. Você faz trabalhos, por assim dizer, particulares. Você sabe.
— Claro, meu amor. Pagando bem eu o levo para as estrelas.
— Danadinha, você merece todo o fogo.
— Olha querido, você tem algum lugar especial ou mora aqui por perto.
— Não se preocupe com isso. O lugar para onde vou levá-la, nunca mais nessa vida terá outro igual.
— Não sei se fico assustada ou lisonjeada. Você poderia deixar de ser assim tão misterioso.
— Não tenha medo. Eu como quando tenho fome. Simples assim.
Capítulo 4
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Carlos A. Blanc
® Acost Singler
Rascunho
Num Improvável Prelúdio ao Entardecer
Governada pela extrema indagação,
Ela contrapôs e se adaptou,
Crendo nas impressionáveis surpresas,
Atrevendo alto, se aproximou,
Das desconhecidas prendas ofertadas,
No esclarecido afeto se manifestando,
Hipóteses claras de conclusões precipitadas,
Ela suspirou e seguiu inspirando...
Cristalizamo-nos num improvável
Prelúdio ao entardecer,
Acrescentamos nós aos bons discriminados,
Competentes ao enternecer.
Como pérolas e crustáceos,
Criaturas indissociadas de tuas conchas,
Carapaças e costas encrustadas,
Retaguardas protegidas,
Imunes às possíveis apunhaladas,
Governadas pela extrema indignação.
Cristalizamo-nos num improvável
Prelúdio ao entardecer,
Acrescentamos nós aos bons discriminados,
Competentes ao enternecer.
No esclarecido afeto se manifestando,
Ela suspirou e seguiu inspirando...
Cristalizamo-nos num improvável
Prelúdio ao entardecer,
Acrescentamos nós aos bons discriminados,
Competentes ao enternecer.
O entardecer de um dia longo e difícil é uma experiência e fortalecimento do amanhecer de um dia com bons resultados e próspero.
Neste breve momento entre o amanhecer e o entardecer ao qual chamamos de vida, temos uma história por redigir.
Existem regras quê matas até um compreender quando isso é pra você, floreiam no entardecer, então plantando tudo dá pra se colher.
“Ó insensatos, tardios em crer…”
Ele explica as Escrituras até o entardecer.
E algo começa a acender no peito:
um fogo sagrado, antigo e perfeito.
O céu deste
entardecer
parece até
um chiffon
multicor
esvoaçante,
E como um
beijo a noite
no cânion
nos deixou
perto de Órion;
Não sei se
é imaginação
minha ou
se foi a Lua:
Algo vem
me dizendo
que és meu,
e eu sou tua.
Neste peito
que é oásis
e paragem
romântica,
a existência
do teu amor
vem sendo
uma miragem.
Ao entardecer de um dia ensolarado,
fui presenteado, inesperadamente,
por uma bela imagem
bem diante dos meus olhos,
resultantede uma mescla surreal
entre duas artes divinas em contraste,
a tua beleza intensa e natural
e um modesto pôr do sol, obra celestial.
Foram instantes apaixonantes
e inesquecíveis
que irei guardá-losna mente
juntos com outros momentos incríveis.
Tu és linda como um amanhecer,
admirável como um pôr do sol
com suas belas cores ao entardecer,
graciosa como uma noite de luar,
radiante como um céu repleto de estrelas,
então, chega a ser estranho não te apreciar
e não reconhecer a tua beleza,
o teu jeito e a tua essência.
O entardecer multicor
do Médio Vale do Itajaí
aqui em Rodeio dançando
com o luar de antanho,
E eu continuo buscando
continuar rimando
na correnteza com
apenas um par de remos
no rio profundo
da minha mente poética infinitamente: (o)remos.
