Enquanto
“Silêncio, mistério e paz. Enquanto acham que você sumiu… você só está se tornando alguém que elesnão estão preparados pra conhecer.”
"Tocamos as vestes da divindade através de suas operações no mundo, enquanto seu ser permanece guardado em um mistério inacessível."
Constância é a forma mais silenciosa da coragem: enquanto muitos desistem no meio do caminho, ela continua pequena aos olhos do mundo, imensa diante do destino.”
“Ela teimava em ser diferente. Enquanto o mundo insistia em moldá-la ao comum, ela escolhia permanecer inteira em sua essência. E foi justamente no fim que todos entenderam: ela nunca foi estranha… era rara.” ✨
Dói descobrir que, enquanto eu te entregava a exclusividade dos meus amanheceres,havia em teu coração uma janela entreaberta, guardando a sombra de alguém que o tempo nunca levou embora.
De todo jeito, você vai seguir assim.
Vivendo do jeito que dá. E enquanto for possível.
Tentando fazer durar mais os momentos bons e encurtar os momentos ruins.
E a vida que vale a pena? Só pode ser uma: a sua.
Essa mesma que você vive desde que nasceu.
Mas com tudo o que ela tem: seus encontros, com certeza.
E também seus sonhos, suas ilusões, seus medos e esperanças.
E, por que não, até suas filosofias de vida.
Coisa de Gente...
Alexandre Sefardi
Enquanto meus colegas brigavam com seus pais na saudável busca de identidade, à noite, eu colocava os chinelos do meu pai para andar no escuro da casa. Fisicamente não nos parecíamos, mas o som dos chinelos caminhando era igual. Matava um pouco da saudade.
Enquanto um conquistador triunfa, enquanto avança, pode permitir-se qualquer delito; a opinião pública o absolve; mas quando a fortuna o abandona, o menor erro se volta contra ele.
Estar ao lado dos pais enquanto eles envelhecem é descobrir novas formas de vida, aprender novas formas de manifestar um amor que pede reverência por sua magnitude.
O Retorno ao Essencial
No meio de tanto barulho moderno, algo curioso tem acontecido.
Enquanto o mundo corre, apita, notifica e exige respostas imediatas, há gente fazendo o caminho inverso.
Desliga o excesso.
Desacelera o passo.
E volta.
Volta para o campo.
Volta para o simples.
Volta para aquilo que não precisa de explicação sofisticada para fazer sentido.
O campo não tem pressa.
Ele não compete com ninguém.
Não disputa audiência.
Não busca curtidas.
Não precisa provar nada a ninguém.
Ali, o dia nasce devagar, como quem respeita o tempo das coisas.
O sol não acelera.
A chuva não pede licença.
O vento apenas passa, como sempre passou.
E a vida segue um ritmo antigo, quase esquecido pelos que vivem entre telas e notificações.
Curiosamente, muitos que viveram anos na correria das cidades estão começando a perceber algo que sempre esteve diante deles, mas nunca foi ouvido com calma:
a paz não está na velocidade, mas na ausência de pressa.
E assim, aos poucos, surgem histórias de pessoas que trocam o excesso pela essência.
Trocam o trânsito pelo silêncio.
Trocam a disputa pela convivência.
Trocam a necessidade de estar certo pela vontade de apenas estar em paz.
No campo, ninguém pergunta se você está vencendo ou perdendo na vida.
Pergunta-se se você dormiu bem.
Se a chuva veio na hora certa.
Se o milho nasceu.
Se o café está bom.
Se a tarde está tranquila.
A modernidade, por outro lado, parece ter transformado tudo em competição invisível.
Quem sabe mais.
Quem fala melhor.
Quem aparece mais.
Quem se destaca mais.
Quem responde mais rápido.
Quem produz mais.
Quem vive menos.
E no meio disso tudo, o ser humano vai se desgastando tentando acompanhar um ritmo que não foi feito para ele.
Talvez por isso o campo esteja chamando novamente.
Não com gritos.
Mas com silêncio.
Um silêncio que não cobra desempenho.
Um silêncio que não exige explicação.
Um silêncio que simplesmente acolhe.
Há algo profundamente libertador em não precisar estar certo o tempo todo.
Em não disputar cada opinião.
Em não transformar cada conversa em batalha.
No campo, a vida ensina outra lógica.
A terra não discute.
A semente não questiona.
A chuva não negocia.
Tudo apenas acontece no tempo certo.
E isso, por si só, já basta.
Enquanto isso, lá fora, a inteligência artificial responde perguntas, organiza ideias, escreve textos e resolve problemas em segundos.
Mas não conhece o cheiro da terra molhada depois da chuva.
Não conhece o som de um galho estalando no silêncio da manhã.
Não conhece o descanso de olhar o horizonte sem pensar em produtividade.
E talvez por isso, mesmo cercado de tecnologia, o ser humano comece a sentir falta de algo que nenhuma máquina consegue simular:
a simplicidade de existir sem ser avaliado o tempo inteiro.
No campo, as pessoas estão voltando a valorizar o que não se mede.
O café feito devagar.
A conversa na varanda.
O pôr do sol sem fotografia obrigatória.
O trabalho que cansa o corpo, mas alivia a alma.
A presença sem pressa.
A paz sem explicação.
Não se trata de fugir do mundo moderno.
Mas de não ser engolido por ele.
De usar a tecnologia sem ser usado por ela.
De viver conectado ao mundo, sem se desconectar de si mesmo.
Talvez o maior luxo da atualidade não seja ter mais.
Mas precisar de menos.
Menos barulho.
Menos disputa.
Menos aparência.
Menos urgência.
E mais vida de verdade.
Aqueles que voltam ao campo não estão necessariamente desistindo da modernidade.
Estão apenas escolhendo o que ela não conseguiu oferecer:
tranquilidade.
Equilíbrio.
Presença.
E uma forma mais leve de existir.
No fim, não importa tanto estar certo ou errado.
Nem vencer ou perder.
Nem aparecer ou desaparecer.
Importa apenas viver com o coração em paz.
E talvez seja isso que o campo, com sua simplicidade silenciosa, ainda ensina melhor do que qualquer outro lugar:
a vida não precisa ser uma disputa constante.
Ela pode ser apenas um lugar de descanso para a alma.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
Quatrocentos Quadros por Segundo
[Move-te e Viverás]
Enquanto eles lutam
Para manter seu trono,
Nós lutamos para destroná-los.
Portamos as Armas
Mais poderosas do Mundo,
O Amor e o Conhecimento.
É que eu nunca fui bom em nada,
Então continuo tentando de tudo.
Só há vida, em movimento.
Move-te e viverás.
A mais grandiosa
De todas as conquistas,
É a superação de si mesmo.
Lembre-se,
Que foram os Filósofos
Que venceram os Mitos.
Combatendo brutalidade
Com pensamentos críticos,
Reflexões sinceras
Em meio aos gritos,
Lembrem-se,
Que foram os Filósofos
Que acabaram com os Mitos.
Nestes quatrocentos
Quadros por segundo,
Só há vida, em movimento.
Portanto, move-te,
Move-te e Viverás.
(Michel F.M. - Altas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
[DRY, que seja enquanto Flor ou as Fábulas do Rei da Selva e a Princesa Pernambucana]
Contigo, sempre aprendo,
Mais do que ensino.
Contigo, sempre aprendo mais,
Do que ensino.
A poesia jamais será
Tão extraordinária,
Quanto a pessoa que a inspirou.
Onde o sol se esconda tarde
E as estrelas brilhem cedo,
Na paisagem sem igual.
Parece incrível, né ?!
Mas é muito melhor
Do que parece.
Sendo este meu parecer final.
O mundo vale a pena,
A vida vale a luta,
Que seja enquanto flor.
Quem precisa de sonhos ?!
Quando temos a vida diante de nós.
E nessa peça você me inclui;
Hoje, eu só tenho o que sou.
Amanhã, não terei nada além do que fui.
A insistência nos liberta,
A existência não se engana,
Nas Fábulas do Rei da Selva
E a Princesa Pernambucana.
Sorrindo, sorrindo,
Que seja enquanto flor,
Assim seguimos, florindo.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
Queremos sentir algo
Que seja o amor e
Que dure
Queremos ser notados
Enquanto estamos vivos
Enquanto podemos querer
Queremos poder dizer
Tudo que somos
Tudo que podemos ser
Queremos não dizer adeus
A quem amamos
A quem somos
Os dias parecem comuns enquanto são vividos, mas são eles que constroem nosso destino. A repetição das ações de hoje é a semente da pessoa que seremos amanhã.
A brasa acesa consome a noite fria, enquanto o teu silêncio me devora por inteiro. O amor que ontem nos aquecia hoje é apenas fumaça no cinzeiro.
Resta o filtro marcado pelo teu beijo, o gosto amargo que ficou na minha boca. Sufoco em tragos o que ainda desejo, nesta moldura de solidão tão louca.
A fumaça desenha o teu contorno no ar, mas se desfaz antes que eu possa tocar. És o vício que insiste em me queimar, a ferida aberta que não quer fechar.
Viro a cinza da nossa história no chão, enlatado no peito um adeus que não consolo. Apago o cigarro com a palma da mão, e no escuro do quarto, sozinho, desabo.
"Enquanto os preços das coisas estiverem subindo, é menos mal. O pior é quando começar a faltar as coisas."
