Engano
Só cansado...
Já fui louco, até descobrir que foi um engano,
Já estive triste, até entender que era somente uma passagem,
Já fiquei preso, até entender que as chaves estavam nas minhas mãos,
Já corri muito olhando para o espelho sem entender que era o sentido contrário o verdadeiro caminho, então parei e entendi que eu estava simplesmente cansado.
A Iguaria do Abismo
Provei do cálice sem aviso,
como quem aceita um veneno por engano.
Não era morte o que ali estava,
mas uma mutação que não aceita plano.
Fui invadido por essa substância estranha
que agora corre onde antes era apenas sangue.
Dizem ser lenda, chamam de platônico,
falam que o que sinto é fumaça ou ficção.
Mas como pode ser nada, se pesa tanto?
Como pode ser vento, se me aperta a mão?
É real como a lâmina, como o corte vivo,
que se deixado ao relento, faz sangrar o chão.
Carregarei esse gosto para além do tempo,
em bagagens que a carne não pode segurar.
É um nó cego feito de seda e de espinho,
que não me solta, nem me deixa desatar.
Pois na doçura que cura e no amargo que fere,
descobri a verdade que o mundo ignora:
a vida, sem provar desse perigoso banquete,
seria apenas um relógio contando a hora.
Que sabor teria a existência, afinal,
sem essa iguaria que nos devora?
Sentença do Engano
"Sou solteiro", ele indagou e repetiu,
Nas tantas vezes que o questionei.
Prometeu-me a verdade que nunca existiu,
Enquanto em seus braços, enganada, descansei.
Os amigos diziam: "Vejam, ele mudou!"
"Está apaixonado, é um novo homem agora."
Mas era apenas um palco que ele montou,
Para esconder a farsa que viria afora.
Ofereceu companheirismo para a vida inteira,
Sinceridade moldada em falsa jura.
Mas sob o brilho da alegria passageira,
Escondia o ciúme, a mentira e a amargura.
A traição mais amarga veio do silêncio,
Daqueles que viam e preferiam calar.
Negavam o óbvio, guardavam o segredo,
Enquanto eu me perdia sem saber onde pisar.
Você vestiu a máscara de quem não era,
E ao cair o disfarce, o mundo emudeceu.
No meu trabalho, a colheita de uma falsa era,
O prejuízo e a dor que sua sombra me deu.
No fim, você voltou para o próprio desprezo,
Para os braços de quem você mesmo diminuía.
Seu círculo pasmo, diante desse regresso,
Pediu-me desculpas por tamanha hipocrisia.
Que culpa tive eu, se não vi o abismo?
Enfrentei julgamentos e vozes cruéis.
Faltou-lhe a honra, sobrou-lhe o cinismo,
Enquanto eu mantive os meus passos fiéis.
Fui cordial e respeitosa até o derradeiro,
Mas a conta do destino o tempo vai cobrar.
Desejo-lhe sorte em seu mundo de ferreiro,
Pois o meu ponto final acaba de chegar.
(Assinado: Roseli Ribeiro)
"Todos erram, minha gente! Todos! Mas só eu me engano! (E não quero mais falar sobre isso, ohquei?)."
0843 | Criado por Mim | Em 2016
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
“Se não é Verdade (ou Engano) é Mentira. Nem tente, pois não há outra opção!"
Texto Meu No.1048, Criado em 2021
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
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thudocomh.blogspot.com
“Buscar bênção sem conversão é construir sobre areia — o dia da prova revelará o engano.” Mateus 7:24-27.
– miriamleal
Quem não presta contas a Deus vive como servo do engano.
Deus não promove infiéis; Ele revela e remove.
Porque os dias são maus.
Paulo reconhece que vivemos em um mundo caído, com distrações, enganos, pressões e frieza espiritual. Se não formos intencionais, o tempo escorre pelos dedos e o coração se esfria sem perceber. Miriamleal
Não é encantador
o causador
de tanta dor
nem é verdadeira
a máscara
do engano
porém o amor
é a própria comunhão
de quem passou pela dor,pelo engano
e pela paixão...
Abraão mentiu, mas não permaneceu mentindo. Jacó enganou, mas não permaneceu enganando. Davi adulterou, mas não permaneceu adulterando. Pedro negou Jesus, mas não permaneceu negando. Precisamos entender que uma coisa é pecar, e outra coisa é permanecer na prática do pecado. (1º João 3.9 ARA).
A mentira é o engano da mente para vencer qualquer engano tire às coisas ruins para não se tornar vilão do seu próprio fracasso.
Neblinas que são turvas nas curvas de Santos
Se dissipam, se dissolvem por tantos enganos
Dissolver o que há de melhor, do meu pranto
Eu ando tão só, pôr do sol, por tanto expoente
Por baixo dos panos
(Pôr do sol num dia tão quente
Às vezes são anos)
Amar é um cativeiro consentido,
doce engano em peito consumido;
é ver no olhar um mundo que se some
suave erro que aceito por perdido.
É feitiço sutil que a alma tome,
razão rendida ao gesto proibido;
é ter no peito o sonho que me nome
e, em seu silêncio, arder sem ser ouvido.
Deixa que eu ame, ainda que em segredo,
se amar é padecer tão doce pena,
se é delírio mortal e paraíso.
Que seja amor, ainda que com medo,
pois mais vale esta dor que me condena
que a fria paz de um coração sem riso.
Se o mundo é de enganos, se a vida é de ilusões, se na terra a felicidade do homem está nas ilusões dos sentidos, e nos enganos da alma, eu quero iludir-me e enganar-me para ser feliz.
