Encontro entre Amigos
Dança o Alabá
entre o Céu e a Terra
mandando o seu
recado para quem sabe ler,
Que agora é hora
de baixar a guarda,
elevar a paz e colocar
as coisas certas no seu lugar
para a gente não andar prá trás.
Entre Lembranças e Novos Caminhos: Uma Homenagem a Camila Furtado
De Volta Redonda aos campos do sul,
Você veio, amiga, buscar outro azul.
Foi um começo estranho, de clima e de chão,
Como se fosse em terras de outra nação.
"Foi foda" no início, assim você diz,
Mas, aos poucos, achou seu país.
Hoje, Joinville é teu paraíso,
O melhor lugar pra viver e sorrir preciso.
No Glória, o clube, teu lar de verdade,
Entre amigos, risadas e saudades,
No padel, em quadras de um mundo novo,
Você fez sua casa, dia a dia, de novo.
Um filho crescendo, já quase um gigante,
Na paixão pelo esporte, no sonho distante.
.
Teu marido ao lado, fiel companheiro,
Todos juntos, em laços, num elo inteiro.
Você passa os dias no ritmo da bola,
No jogo que une, consola e embala,
Dos treinos noturnos às manhãs de torcer,
Pois entre querer e ser, há tanto a fazer.
Hoje, depois de tantos caminhos,
A gente se encontra em novos cantinhos,
Entre amigos, quadras e histórias guardadas,
Em Joinville, cidade que é nossa morada.
Alma Inquieta
Quem és, alma inquieta, que se revela em versos?
Aquele que vagueia por entre os mundos dispersos,
Com rebeldia e submissão, traços d'alma dual,
Timidez que se quebra, em palavras, um ritual.
És a voz oculta, que se expressa com tinta,
Transbordando em silêncio, tua alma não se extingue.
Nas letras que traças, encontramos tua dor,
Mas também esperança, que o amor traga o fulgor.
Um ser errante, em busca da sua metade,
Alma sedenta, em viagens de eterna saudade.
Com olhos atentos, lendo as almas alheias,
Encontras inspiração, nas poesias e nas veias.
És especial, alma que encontra o seu lugar,
No tumulto da vida, tua essência a se revelar.
Um suspiro ao vento, um beijo na imensidão,
Amar, rir, chorar, em cada pulsar do coração.
Não és apenas palavras, mas um universo a florescer,
Desabafos e sonhos, que te fazem renascer.
Ainda que desconhecidos, percebemos tua luz,
Alma livre, poetisa sem o saber, és tu.
Assim, te convido a trilhar teu caminho sem fim,
Em cada poema escrito, encontras quem és enfim.
Siga adiante, alma solitária e brilhante,
Teu verso ecoa pelo tempo, eternamente constante.
Entre Medicamentos e Imagens: A Arte do Olhar de Um Irmão Protetor
Volta Redonda é sua cidade,
Lá você vive e cria suas artes,
Com amor e dedicação,
Você transforma o mundo em abstração
Farmacêutico e fotógrafo,
Um artista que capta a essência,
Em cada clique, uma poesia,
Que transcende a realidade em sua presença.
Antônio, meu irmão,
Sua arte é um bálsamo para a alma,
E mesmo quando as sombras nos rondam,
Sua luz nos guia rumo à calma.
Seu coração é um oásis,
Que acolhe a todos com gentileza,
E mesmo quando o mundo parece cruel, Você nos lembra da beleza.
Antônio, você é um presente divino,
Que a vida me concedeu,
E mesmo que as palavras sejam poucas, Saiba que te amo, meu irmão, e agradeço tudo que você fez e faz por mim.
O tempo se curva, a eternidade acena,
a criação geme por vida plena.
E entre lutas, e dores,
um grito sobe e alcança os céus:
“Vem, Senhor Jesus!”
Não é um clamor de desespero,
mas de amor sincero e verdadeiro.
É saudade do lar que não se vê,
é a voz da fé que diz: “Eu criei!”
Sou o menor, não tenho valor,
Me vejo perdido entre o caos e a dor.
Mas o Senhor, com Seus olhos de amor,
Me escolheu para ser Seu, e me fez vencedor.
Eu era o pior entre tantos caídos,
Coração duro, olhos perdidos.
Mas o Céu desceu na forma de um Homem,
E me chamou pelo nome.
Cristo Jesus — veio não para acusar,
Mas para amar, perdoar, levantar.
E fez da minha culpa uma ponte,
Da minha queda, um monte.
Açoitado sobre as ondas, e os vendavais, no meio do mar, revolto e bravio, entre as altas e fortes ondas se batendo, o meu barco vai... com o risco de naufragar!
A Santa ceia é um dos momentos mas sagrados do Cristianismo de intimidade e fortalecimento entre Deus e o ser humano mais muito cristão ainda não entendem a seriedade dessa cerimônia.
Dizem que somos um só corpo,
Um só povo, uma só luz,
Mas por que entre nós há trevas,
Se seguimos a mesma cruz?
No silêncio do sepulcro,
entre rochas frias e sombra,
ficou dobrado, com cuidado,
um lenço... mensagem que não se apaga.
Oh, que eu viva para esse dia,
Com olhos fitos na eternidade,
Com o nome gravado entre os salvos,
Marcado pela verdade.
Senhor, grava meu nome no Teu livro com o Teu sangue, e guarda minha alma no Teu amor. Que eu nunca perca de vista a eternidade, e que a minha vida aqui Te glorifique. Em nome de Jesus, amém.
ALMA QUE FALA
Vi o holocausto e a natureza morta entre pedregulhos
nasceram erva daninhas e me alimentei do ar, da água, da terra…
Sombras do tempo envoltas num mistério obscuro, sem presente, passado ou futuro
Fui rastejando nesse filete de luz letal que vai delineando os córregos como lanterna que clareia a minha escuridão… Mergulhei em lágrimas e naufraguei no fundo do estuário e nesse cenário inglório onde me sinto fraca e fugidia, pálida e sem vida ouço anjos tocando harpa num inferno sem calvário, completamente atordoada, louca e sem noção, vejo minha alma levitando no espaço e meu corpo decompondo-se no chão nessa caótica alucinação… Me liberto e falo com você então!
ECOS DO TEU NOME...
Grito à ti que existo mas no abismo desse silêncio entre nós dois só escuto os ecos ensurdecedor do teu nome…
ENQUANTO ISSO...
Às vezes a alma que habita dentro de nós, tem preguiça de acordar…
e entre um bocejo e outro a gente vai vendo a vida passar….
