Encontro entre Amigos

Cerca de 48710 frases e pensamentos: Encontro entre Amigos

⁠Na linha da vida
O desequilíbrio
Derruba a alma
Que anda na corda bamba
Entre o bem e o mal.

Inserida por warleiantunes

Se nossa teologia não tocar o solo da vida e os rios das lágrimas será apenas mais um discurso entre tantos

Inserida por Caioluizetto

Foi Aqui
"Ele tornou-se carne e viveu entre nós".

Foi aqui, justamente aqui, que a divindade se revestiu de humanidade,
Foi aqui, justamente aqui, que mergulhou em nossas realidades,
Foi aqui, justamente aqui, que sentiu nossa precariedade,
Foi aqui, justamente aqui, que participou da nossa miséria, para que pudéssemos participar de sua plenitude,
Foi aqui, justamente aqui, que o autor tornou-se desconhecido,
Foi aqui, justamente aqui, que andou em nossas trevas, para que pudéssemos participar de sua luz,
Foi aqui, justamente aqui, que encontrou-se emudecido,
Mas também foi aqui, justamente aqui, que não se deu por vencido,
Foi aqui, justamente aqui, que foi enobrecido,
Foi aqui, justamente aqui, que o Cristo foi reconhecido.
E foi aqui, justamente aqui, que o Cristo fez sentido.

Inserida por Caioluizetto

⁠Sabe o que fica entre a vida e a morte? Amor. Vid amor te.

Inserida por RubensViannaFilho

A distância entre a visão elevada e o frenesi pecaminoso é muito curta.

Umberto Eco
O nome da rosa. Rio de Janeiro: Record, 2017.

Nota: Frase do personagem Guilherme de Baskerville (ou William de Baskerville).

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Inserida por RubensViannaFilho

⁠Escolha a ponte entre dois caminhos ou duas decisões, você não é obrigado a estar fadado a viver na dualidade imposta por conceitos retrógrados.

Inserida por HeliezerdeSouza

Cela da Alma

Entre concreto e ferro, a mente vaga no fluxo... Liberdade não é bandeira, não é hino é ter a parada certa no peito, mesmo se o mundo te engoliu no trecho. Na cela escura, o coração é o único rolê sem custódia.

Quem tá de consciência limpa não teme a sombra do juízo. “Mano, o sistema pode trancar o corpo, mas o pensamento voa tipo pipa sem linha.” Na quebrada do cárcere, a paz é o traço mais rebelde: não se vende, não se rende.

Enquanto o tempo rasteja na parede, a alma dá um grau... Saber que não deve nada é a única cela que não tem grade.

Inserida por cesar_kaab_muslim

Os segredos de jhúlia

Jhúlia vive entre seus medos
Seus amores, paixões, e segredos
Corajosa, atrevida
Intensa, tão cheia de vida

Nos corredores ela caminha
À procura, na surdina
Ardente, envolvente
Quer entregar-se completamente

Seu constante delírio
Sua insaciável libido
Que grita com sede
Segurando-se nas paredes

Em seu mistério conturbado
Jhúlia vive entre seus laços
Em si mesma afugentada
Querendo voar, ser resgatada.

Inserida por SilviaAureliOliveira

Entre um café e outro
Uma reflexão e outra
Uma dor e outra,
haverá também lacunas
Interrogações,
Feridas
E frustrações

Inserida por SilviaAureliOliveira

⁠Uma luta eterna entre aceitar o que eu era e fazer o que os outros queriam. Ainda hoje essa luta existe. Silenciosa mas voraz, íntima mas reverberante. Vivo um conflito constante, ser o que sou ou ser o que o mundo quer que eu seja.

Inserida por marinarotty

⁠A diferença entre swing por amor e por obrigação é que swing por amor de deixa feliz, swing por obrigação te deixa puto.

Inserida por marinarotty

⁠A nossa missão é descobrir o que nos dá mais felicidade nesse mundão. Escolher, entre as milhares de opções que ele oferece, aquela que nos faz voltar para casa satisfeitos com o que fizemos.
E também com o que não fizemos.

Inserida por marinarotty

LOBOS

Na única doce visão que eu trago na lembrança, ela caminha numa manhã ensolarada, entre rosas, acácias e gardênias, aquela ingenuidade e castidade me seduzira, todavia, isso, foi algo que ficou bem distante, muito longe, quase inalcançável como o horizonte. Caminho hoje sob neblinas frias, ou chuvas torrenciais, sentindo a fúria desta natureza implacável e insaciável, neste inverno que habita em mim; mas só essa lembrança, essa única lembrança, acalma os lobos. Procuro ainda entender o que eu sou nessa alcatéia, o que não se perde nessa vereda, nesse labirinto, o que pode persistir em mim depois das trevas; uivar é próprio dos lobos, dos solitários, mas isso não faz de mim um lupino. Eu sei que a lua me fascina, e lá no meu intimo, lá no côncavo do meu ego, eu sou um predador, nos meus delírios crescem dentes caninos proeminentes, pelos em abundancia e um pântano com árvores altas de copas espessas, mas é um delírio ou um pesadelo, aquele adolescente ainda procura no jardim, aquela candura, a castidade entre as flores; isso é um raio de luz num horizonte cinzento, espantando esta alcatéia, este lobo; o meu temor pelo desconhecido. A luz persiste á escuridão, aliás, há um elo entre ambas, um equilíbrio, e, este equilíbrio traz o alvorecer, trazendo as luzes e campos imensos, deixando o pântano pra trás, então percebo um rio caudaloso com águas cristalinas, ali está ela, à margem do rio, agora uma mulher feita, curvas generosas, adorno à uma natureza profícua e cheia de luz. Sabemos o que queremos, caminhamos juntos, sei que nos conhecemos de outros tempos... muito antes das tranças e das flores. O silencio é cúmplice de algum enigma. Na tarde , afora o barulho da correnteza das águas e seus movimentos graciosos na praia, tudo é muito silente. Ela caminha à margem do rio, altiva como uma princesa, soberana como uma diva, depois de uma manhã cheia de êxtases e prazeres quando ela se entregou como uma loba, na casinha de palha entre os coqueirais, nas proximidades do rio... mas, agora o silencio... e, o silencio é cúmplice de algum enigma. Ela caminha soberba pela praia, imagino um rastro de sangue a cada passada sua; ela não explicou aquela cova cheia de ossos no quintal da cabana. Vejo uma alcatéia ao seu redor; acho que deveria pegar a canoa e descer o rio, aproveitar o crepúsculo e fugir; mas, longe os lobos uivam, a lua se insinua com os primeiros raios, denunciando uma lua cheia; espero, impassível, lembrando momentos de prazer durante a tarde, esqueço fêmures e crânios que eu vi na cova, esqueço evidências incontestáveis; a lua cheia desponta no horizonte com promessas de sangue e muito prazer...



L

Inserida por tadeumemoria

DE NINGUÉM
Porque a lua era bela,
porque a flor era rosa,
porque o céu era azul,
ela se entregava...
porque a noite chegava,
porque a noite se ia,
porque chegava a manhã,
ela se entregava...
porque o mar era imenso,
porque o mundo era penso,
porque o dia era tenso,
ela se entregava...
porque o vento soprava,
porque o sol aquecia,
porque a chuva molhava,
ela se entregava...
porque o coração batia,
porque o pulso pulsava,
porque a alma gemia,
ela se entregava...
e por se entregar a todos,
todos lhe possuiam,
mas não era de ninguém,
porque a todos se entregava,
mas não se dava a ninguém...

Inserida por tadeumemoria

Nem é tão tarde assim,
Preguiçosa, a lua, entre nuvens se esconde,
não sei de onde me vem a nostalgia,
não sei de onde me vem o desencanto,
eu canto assim tanta melancolia...
a noite é madrasta dos solitários
não tenho meta, não tenho itinerário
não é tão tarde assim...e a esperança definha
e o vazio de sala quarto e cozinha
silencia risos e promessas
nem é tão tarde assim... e já é tarde...

Inserida por tadeumemoria

Ela o-olhou pasma, não sei se pelo tamanho; pedi que o beijasse para fomentar intimidade entre sua boca e ele; relutou, havia um certo receio, mas era inegável que havia um magnetismo entre ambos...

Inserida por tadeumemoria

Entre o soluçar e uma lágrima
se fez ruir Pompéia e cair Babilônia...

Inserida por tadeumemoria

Entre um trago e outro no beco, sob os olhares dos tolerantes, dos que acreditam que podem nos salvar, mas ignoram que sobre esses telhados travam-se batalhas apocalíptica; os projeteis sibilam na madrugada como um aviso, até que um ou outro corpo jaz inerte e ensanguentado. O mal está bem armado e equipado; fala suave, manso e sereno em nome da paz.
Sobre os telhados os espíritos vagueiam invisíveis e insaciáveis em busca de vítimas, mas a fumaça delineia seus vultos maquiavélicos arquitetando o mal.. Entre um trago e outro as luzes que pontilham a colina são referencias para os males de uma sociedade injusta. Durante todo dia a turba caminhava como uma manada de búfalos enlouquecida, mas até mesmo a loucura tem seus momentos de temor e lucidez; calaram diante de um batalhão seus gritos de ordem ou de desordem; na verdade são imbecis comandados por uma oposição sequiosa de poder. Pensam que fazem a história. Entre um trago e outro nos becos das favelas, a juventude definha nas suas alucinações; uma fuga louca de uma realidade cruel e implacável, o que não deixa de ser um sinal apocalíptico. A rapaziada “esperta” acende seus cachimbos, cheira seu pó, tem sua alucinação; os projeteis sibilam na madrugada, é uma troca de satisfação de lado à lado; tudo dentro da normalidade. É a normalidade; quem quer saber disso, o que importa é o poder.

Inserida por tadeumemoria

Se eu conduzisse a noite à uma esquina
e entre brilhos e ébrios as estrelas se derramassem
se eu me perdesse no quarto minguante d’alguma cratera
desenterrando as quimeras de um outro passado
ausências, somente ausências são pertinentes às reminiscências,
os ébrios serão poetas e boêmios nas esquinas,
as noites serão lembranças saudosas ou não,
lacônicas ou perenes cheias de brilhos,
esquecidas pelos ébrios declamada pelos poetas
as mulheres serão amadas por seus maridos,
possuídas pelos amantes,
machucadas pelos vagabundos...
e onde estarão agora as mulheres?
Seus corações estarão com seus maridos,
seus corpos com seus amantes
e suas almas alimentando o espírito materno
tentando ser mãe de vagabundos

Inserida por tadeumemoria

ILUSÂO
O que além do azul se perde no verde
Entre o mar e as estrelas,
Entre as vagas e as marolas?
A ilusão é como bolas de sabão
Perdidas na abóboda,
Um arquipélago de ilhas misteriosas
Consome o Japão,
Um Samurai com sua adaga a punir a traição;
Se eu não sonhasse nunca mais ruiria o templo,
O que temos de espírito.
Se eu contemplo esse palácio
A tua vaidade profana os ritos,
O horizonte se abre uma imensidão,
Mas o que é o horizonte
A não ser algo relativo a sua posição
E além do verde e do azul,
Da negritude, do que eu tenho de mestiço;
Caravelas e navio negreiros contribuíram com isso,
Do índio com o negro nasce o mameluco,
O que é mais romântico que nascer em Pernambuco
E pensar que é francês
Ouvir Asa Branca e cantar Ne me quitte pás,
Ilusão me espera com seus arreios
Cravejado de brilhantes e suas ferraduras de ouro
Para um passeio por entre e além do azul e do verde...

Inserida por tadeumemoria