Encontro entre Amigos
"A política desaparece entre a burocracia, a representação parlamentar corrompida e os interesses econômicos e financeiros".
A diferença entre o esperto e o inteligente, é que o esperto pensa que é inteligente porque acha o ingênuo um burro. Já o inteligente, sabe disso tudo.
O CORVO
Vago por entre os túmulos que me fitam com seus olhos de mármore
Sentindo a chuva que perfura a carne e sangra a alma
Tornando o dia cinza
Reflito assim sobre a morte
Transformo todo vão pensamento ou cada tétrica palavra em sonetos sombrios
E as escrevo com imagens em minha mente
Os homens de outrora vagavam como sonâmbulos
Desprovidos da leveza do espírito
Reclamões, céticos e agnósticos.
Cuspindo discursos doentios nos ouvidos mecânicos da laica classe operária
Agora jazem em silêncio sepultados
Não mais desejam, não mais sussurram, não mais amam, não mais sangram
Silêncio
Consegue ouvir?
Um corvo me olha imóvel sobre as pedras
Olho para as lápides e procuro por homens
Não os vejo
Penso em mim quando eu já não mais existir
Outro alguém procurará por meus olhos?
Desejará ouvir minha voz procurando respostas?
E assim como eu agora só ouvirá uma resposta
Morreu...
a insanidade parece real
entre esses até a cálida
dessa existência seria...
irreal num mergulho,
sobre o infinito.
Entre canções inusitadas
E poesias prensadas
Sigo escrevendo meu presente
Esperando do meu futuro
Mas do que um mundo
Escrevendo em cada traço
Um alguém de vivência
Que busca no caminho experiência
Com pessoas diferentes
Se distrai com inocentes
Compõe histórias é ilusão
De um alguém com depressão
Não é tão feliz quanto queria
Mas entende o sinal de ironia
Segue muitas vezes sem trilha
No fundo quer apenas compreender
Pois sabe que entender não é aprender
Buscando ensinamento de verdade
Encontra amores em lojas e bares
Mas esse não é o fim pois um dia encontro lares
Estou caminhando entre uma multidão
E um vazio faz morada dentro de mim
A saudade maltrata esse meu coração
Nada consegue me fazer sorrir
Sem você minha vida é solidão
Só ao teu lado me sinto feliz
Hoje em minha cama só resta recordação
O teu cheiro ainda está grudado aqui
Agora sinto que o frio mais frio fica
Se não há você em minha vida
Minha primavera perdeu suas flores
E em meu arco-íris acinzentaram as cores
Não existe outro alguém
Que meu coração consiga amar
Não existe outra mão
Que minha mão queira segurar
Não existe outro corpo
Onde meu corpo queira se abrigar
Não há ninguém
Que ocupe o teu lugar.
Como seria bom viver entre somente verdades , porém infelizmente nem todos então preparados pra isso!!!
TRISTEZA
A tristeza existe para indicar o limite entre o equilíbrio emocional e a desarmonia física.
Ser triste é abrir as porta para acolher o que desagrada e deixa infeliz,
Temos muito apego as coisas materiais,
objetivos determinados
e a pessoas em quem espelhamos,
e temos profunda consideração ou dependência,
não que isso seja errado,
mas pode cobrar preço muito alto
que nem sempre conseguimos suportar sem passar pelo purgatório da depressão
A tristeza é o remédio amargo para nos ensinar:
Caminhar com confiança utilizando nossos próprios pés (com o próprio chão),
Seguir com confiança os objetivos,
até a própria exaustão e se ainda força restar...
se arrastar até a chegada final
Amar e cultivar a presença de pessoas que amamos até o momento da separação,
depois, se o destino separar,
deixe-a seguir seu caminho,
seja em vida ou morte.
Ninguém barra a evolução de outro ser,
que embora tenha ajudado,
ou recebido ajuda,
continue seu caminho de evolução.
Neste caminho não existe escuridão,
se faltar luz só lembrar de abrir os olhos.
à medida que dispomos a doar mais do que receber,
percebemos que nossa fraqueza não passava de alíbi
e que a vontade de construir é maior do que a de destruir,
Os olhos que então habituado às mesmas paisagens,
começam a enxergar mais longe
e perceber que ao longo da curva o caminho oferece novas e lindas paisagens,
que eram sonhos no passado e no presente realidade
Que diferença existe entre não ter liberdade de expressão e ter liberdade de expressão, sem ter quem ouça?
O Sudoeste e a Casuarina
Entre a fuga do vento Nordeste e o primeiro sopro frio do Sudoeste, há um instante vazio e ansioso: as cigarras calam, se eriçam as águas da lagoa e as casuarinas, que se balançavam indolentes, imobilizam-se na rigidez morta e reta dos ciprestes. Os urubus debandam das palmeiras, os pescadores recolhem as velas, e daqui da varanda vejo os lagartos procurarem medrosos os seus esconderijos. “É o sudoeste”, penso, e logo ele chega carpindo penas e desgraças que não são suas.
“Estou vindo do mar alto, trago histórias”, diz ele com a sua voz agourenta. Ao que responde, enfastiada, a Casuarina:
“Detesto as tuas histórias”.
Também eu, porque sei o que significa pra mim o pranto desatado e frio. Logo esta varanda, que o Nordeste amornara para o meu sono, estará tomada por tudo o que o vento ruim traz consigo: a baba do oceano doente, a escuma amarela e pútrida, o calhau sangrento, o grito derradeiro dos náufragos, os olhos esbugalhados das crianças afogadas que não entenderam o último instante, o hálito pesado do marinheiro que morreu bêbado e blasfemo, o lamento do grumete que o mastaréu partido matou e atirou ao mar.
Assim são as histórias do Sudoeste. Ouvindo-as (e tenho de ouvi-las, como se elas viessem de dentro de mim, como se por dentro eu tivesse mil frinchas por entre as quais o Sudoeste passa e geme) ressuscito os meus mortos e minhas tristezas e a eles incorporo a amargura dos incertos e a angústia sobressaltada dos que têm medo – tão minhas agora. E vejo, destacada na escuridão como uma medusa no mar, a mão lívida do meu pai morto, imobilizada no gesto, talvez amigo, que não chegou a ser feito; e os pequenos dentes do meu irmão Francisco, que morreu sorrindo; e escuto, nos soluços do vento, aquele terrível convulso regougar de Maria que a morte levou num mar de sangue e vômito; e tremo e me apavoro, não por receio de não ter enterrado para sempre meus mortos, mas por medo de tê-los enterrado antes de ter pago tudo o que lhes devia.
Viver vai muito além do que muitos pensam. Viver é um equilíbrio constante, entre o físico, o emocional, o mental e o espiritual. Isso sim é viver...
E me perco num abraço ! Entre rodas, caminhos...faço valer a vida em qualquer canto, faço viver meus sonhos !
Amo os momentos vividos entre o sério e o riso, o sabor de um café fumegante, amendoins e carinho, abraços espontâneos que se dão e corações imensos que vibram com a vida e com o mundo.
Isso pra mim é mais que liberdade é como ser uma ave de rapina sobrevoando o azul do céu entre os límpidos raios do Sol.
Frase do dia 04/05/2017
Já não existe um verdadeiro calor humano entre as pessoas, a maior parte tornou-se um jogo de interesses.
