Encontro entre Amigos

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Mulheres que florescem na presença de Deus não competem entre si... apenas perfumam o caminho umas das outras.💐

Entre quedas e recomeços, Deus vai formando algo novo dentro de você.

Ser forte não é estar intacto, é aprender a sorrir entre ruínas, a caminhar sem certezas e, ainda assim, escolher seguir, mesmo quando tudo dentro parece incompleto.

“A ciência decifra o caminho da luz; Deus é o mistério que a faz existir e entre fótons e fé, a vida aprende a se recriar”

Entre uma Tulipa e Outra


Entre uma tulipa e outra,
o tempo desacelerou.


Eu nem planejava estar ali.
O destino era outro,
mas portas fechadas também ensinam
que nem sempre é sobre onde queremos ir.


Entrei.


E foi ali,
sem pressa,
que tudo aconteceu.


Conversas simples,
risos soltos,
o cuidado presente em cada gesto.


No Tulipa,
não é só o que se serve —
é o modo como se recebe.


E, entre uma tulipa e outra,
veio o detalhe inesperado:
em terras paulistas,
um coração rubro-negro.


Pequeno acaso,
grande proximidade.


Mas havia mais.


Havia algo que não se explica,
apenas se sente —
um lugar feito de tempo,
de história,
de pessoas que permanecem.


Num mundo que passa rápido demais,
ali,
o essencial ainda fica.


E talvez seja isso.


Entre uma tulipa e outra,
a gente entende
o que realmente importa.

O Que Não Se Despede


Entre nós não houve fim —
houve silêncio.


Como quando o mar recua
não por desistência,
mas para respirar mais fundo
em outro tempo.


Te amei além das formas
que o mundo entende,
além dos dias certos,
dos gestos perfeitos
e das versões que tentamos ser.


Te amei onde ninguém vê —
no invisível.


E é lá que ainda te guardo.


Se no plano da vida
nossos caminhos se desencontram,
no plano do espírito
eles jamais se perdem.


Porque o que foi verdadeiro
não se apaga —
apenas muda de lugar dentro da eternidade.


Hoje eu te solto…
não por ausência de amor,
mas por amor suficiente
pra não prender o que precisa seguir.


Levo comigo teu riso,
teu jeito,
teu toque que ainda ecoa
como memória viva no meu peito.


E sigo…
com a certeza tranquila
de que algumas almas
não se despedem —


apenas se afastam no tempo.


Se houver outro começo,
em outra vida,
em outro corpo,
ou no reencontro silencioso dos espíritos…


eu vou te reconhecer.
Porque aquilo que é da alma
não esquece.

Entre o Que Permanece


Não foi em um dia
que dois caminhos se perderam.


Foi aos poucos —
nos detalhes ignorados,
nas palavras não ditas,
no cansaço que foi ficando.


E, ainda assim,
há algo que não se desfaz.


O que foi verdadeiro
não termina —
apenas muda de lugar dentro da gente.


Não se sabe quando foi
que tudo se soltou,
ou em que curva da vida
houve desencontro.


Mas há um tempo de silêncio.
Um tempo de espera.
Um tempo em que a dor
aprende a se transformar.


Se é tempo de recolhimento,
que seja sem culpa.
Se é tempo de reconstrução,
que seja com cuidado.


O que foi vivido permanece
sem necessidade de explicação,
sem a tentativa de reescrever finais,
sem diminuir o que foi real.


Porque algumas histórias
não precisam continuar
para permanecerem inteiras.


E, no que fica,
já não há posse —
apenas o desejo sincero
de que o outro fique bem.


E, quem sabe um dia,
em algum ponto tranquilo do tempo,
os caminhos voltem a se cruzar —
sem dor, sem pressa,
apenas em paz.


Mesmo que de longe.

Entre a Dor e o Gesto


Entre a lâmina invisível das dores que te atravessam
e o peso mudo dos dias que não cessam,
ainda assim… você me escreveu.


E há nisso mais do que palavras —
há travessia.


Porque sei: não foi impulso,
foi escolha.
Não foi leveza,
foi coragem.


Havia silêncio antes,
havia a mágoa — esse território árido
onde quase nada floresce.
E, ainda assim,
você fez brotar um gesto.


E nós…
não fomos pouco,
não fomos rasos,
não fomos passagem.


Fomos chama —
às vezes indomável, é verdade —
mas nunca inexistente.


E talvez, para o mundo, reste apenas
um fio tênue…
mas em mim, ainda é chama inteira.


Não sei o que o tempo fará de nós,
nem se os caminhos voltarão a se tocar,
mas existe algo que em mim não se apaga —
silencioso, maduro, sem pressa —
uma esperança que já não grita,
mas permanece.


E, no fim,
entre a dor que te habita
e o gesto que me alcançou,
eu escolho reconhecer:
foi coragem.

Entre a Dor e o Gesto


Marlene,
não te escrevo pra te convencer de nada,
nem pra pedir que volte —
o amor, quando é de verdade,
não se impõe… se reconhece.


Eu sei onde falhei.
E mais do que isso,
sei o quanto isso te doeu.


Hoje, o que mais pesa
não é a saudade —
é saber que eu poderia ter sido melhor
quando ainda tinha você por perto.


Mas a vida tem dessas ironias:
a gente aprende depois,
quando já não tem mais o agora nas mãos.


Ainda assim…
tem algo em mim que não se perdeu.


Não é insistência,
nem carência —
é só um sentimento calmo,
que continua existindo
mesmo em silêncio.


Se um dia nossos caminhos
se cruzarem de novo,
não quero te prometer o mundo —
quero te mostrar, nos detalhes,
que eu aprendi.


Aprendi que amor
não é só sentir,
é cuidar, é ouvir, é permanecer
quando é mais difícil.


E se esse dia não vier…
você ainda vai ser, pra mim,
a história que não terminou em vão,
mas em aprendizado.


Porque amar você
foi real —
e é isso que fica.

Entre a Essência e o Nada
Existe o ser que é humano.
Existe o ser que é lixo.
E existem aqueles
que vivem com a mente cheia
e a alma vazia.

Entre Órion e a Saudade

Eu o via como um menino,
daqueles que não querem crescer.
Carinhoso, um Peter Pan.

Ele prometeu me mostrar a constelação de Órion,
visível a olho nu — um presente do universo.

Certo dia, disse-me que, quando a saudade chegasse
e a noite estivesse em prantos,
bastaria eu fechar os olhos
para que o manto negro surgisse.

Mas que eu não me preocupasse,
pois logo a claridade apareceria,
com estrelas brilhantes e felizes.

Entre Confetes e Máscaras

Dia de festa nacional.
Confetes e serpentinas também sinalizam que há inimigos ocultos, escondidos entre as alas das ruas largas e os carros alegóricos que atravessam becos estreitos.

Há, ainda, seres sinuosos e aparentemente divertidos, sorridentes, com a malícia oculta por detrás das máscaras.
É como se, em meio à alegoria, uma pandemia invisível também desfilasse.

É um mistério — pois tudo pode acontecer: comigo, contigo, com todos nós.
Há um perigo iminente, onde toda cautela se faz essencial.

Dê as mãos à alegria, mas mantenha os olhos atentos à vigilância.
Brinque, pule, divirta-se — porém, com prudência.

Bom Carnaval a todos.🇧🇷

Entre a Claridade e a Escuridão

Você, com toda a sua graça, não conseguiu subir os degraus do meu olhar para enxugar a tristeza que derretia em mim — de um amor assim dito por ti aos quatro cantos do mundo, e que agora se tornou uma hoste de imensa tristeza.

Sim,
hoje saio da sua vida, até porque a gente não rima mais.

Entre a claridade e a escuridão, existe você — alguém sem memória. Acho que ela se dissipou no ar gélido do seu olhar.

Olhe nos meus olhos.
Se você não reconhece o significado de amar, tampouco reconhecerá o rio que desce as montanhas — intenso, inevitável, verdadeiro.

Sonhei que, a qualquer momento, tudo mudaria.
Mas sei que você não vai chorar.
Você já não sabe mais o que o amor representa.
Você não sabe o que é faltar o ar por um amor contido.

Você me fez morrer várias vezes.
Saiba que a fênix é imortal — mas você não.

Agora vejo você aqui, nu em seus sentimentos, em súplica.
Mas o universo está ao meu lado.

Quanto a você, receba o meu silêncio.
E seja feliz.

Entre o despertar e a espera

Quando o sussurro falar
Quando enxergarmos o mundo com outro olhar,
quando acreditarmos que a Terra
é a energia de um todo e que depende da ação de cada ser humano,
então poderemos acreditar na mudança, no equilíbrio.

Mas será que vale a pena esperar que o ser humano acorde para que o planeta possa mudar?

Enfim, quando tivermos consciência desses e de tantos outros embates,
o planeta já estará em transformação.

Teoria da conspiração, sonho
ou apenas o desejo de um mundo melhor?

Lágrimas de Cerejeira

Entre sofrimento e humilhação, o meu “eu” chama a minha atenção.
Dúvidas martelam o meu mundo torto e imperfeito, e lágrimas de cerejeira caem sobre mim.

Se pudéssemos enxergar o espírito que somos e o daqueles que estão ao nosso redor, provavelmente o mundo seria diferente.

Entre rodas e asas

Eu olho as rodas girarem e atravessarem o tapete negro e me pergunto: o que fazer para me ver voar?
E as rodas continuam a girar, transformando-se agora em asas no ar, levando-me até o continente do outro lado, para que eu veja as nuvens, o sol e o mar.

Chega a ser encantador me ver assim.
Mas e você?

Entre o Sim e o Não

Quando o “não” chega ás nossas vidas, como anunciá-lo ao coração e fazê-lo compreender? Como explicar a quem sempre teve o “sim”, nas mãos que, às vezes, o não é a única opção.

Silenciaram a voz, não a verdade
🇧🇷 Justiça para Yu Menglong 🇧🇷

Entre luzes e brilhos, deixei-me levar pela crença de que no mundo existiam seres humanos e anjos.
Meus olhos foram cegados para a maldade humana. Acreditei na amada e nos amigos que diziam ser.

Meu desejo era apenas viver a felicidade de cantar e atuar, assim como cuidar do bem-estar da minha família.

Cordas invisíveis da maldade mantiveram meu corpo preso em uma rede de perigo e horror que eu não acreditava existir. Meus gritos foram abafados entre risadas e danças maquiavélicas. Quando abri os olhos e tentei mandar sinais, mesmo com os machucados camuflados na pele, já era tarde demais.

Levaram dentes, pele, pedaços de mim e até minha dignidade. Ceifaram minha vida acreditando que eram deuses e que o Deus da justiça não os atingiria.

Agora, sentado no maior pódio que o universo tem e brilhando como uma estrela — pois sou uma — assistirei até que a justiça seja feita.

🇧🇷 Justiça para Yu Menglong 🇧🇷

Entre o só e a mente

Só.
Somente só.
Incrivelmente só.
Só.
Só mente — incrível.
Mente só.
Só.

Não se enxerga o sonho de ninguém, mas, ao acordar, todos têm os seus.
Os seres humanos precisam respeitar uns aos outros.

Entre Luzes e Fragmentos

Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.

Antes, eu me considerava um forasteiro,
sempre só, e minhas lágrimas deitavam ao cair.
Entorpecida por amor, esquecia até onde vou;
meu nome não existia, pouco se ouvia, até porque “querida” era o meu codinome.

Mostrei e provei que somos um só,
apesar de sermos dois.
E, nua de pensamentos,
você possuiu a minha mente,
e este amor não sai mais de mim.

Mas, às vezes, o inesperado acontece:
o cupido atravessa o coração
e tira a magia de uma vida.

Por causa do amor absoluto,
acreditei que ele voltaria.

Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.

Insano…
mas minha prioridade foi silenciar
para apreciar sua face,
mesmo que naquela sala gelada.
E agora, sua natureza invisível me consumiu.

Sou uma ótima atriz no teatro da vida,
mas o final da nossa cena foi triste:
eu meio morri
e meio ainda estou aqui.

Vi, com meus próprios olhos,
que, se eu me esforçasse mais,
o limite se abriria
e a loucura seria certa.
Não faz bem —
é ruim para o bem-estar da minha sanidade.

Aquele que se acha um Deus não teme,
pois se julga o maior
e nem imagina
que, às vezes, os dias estão contados.

Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.

Mesmo sabendo que você se foi,
eu continuo a vagar
na lembrança do seu olhar…
E foi assim
que o vento da morte te levou de mim.