Encontro entre Amigos

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O conflito entre a consciência e o tempo psicológico está na impermanência entre os dois, que não coincidem no tempo e no espaço. A consciência abarca tudo aquilo que emerge do subconsciente, memória selecionada na medida do que suporta racionalmente, sem fragmentar a psiquê que suporta o que a consciência fissura. O tempo psicológico não é linear, já que o tempo é a projeção das emoções que muito mais se marcam em lembranças que não se podem esquecer. As árvores cochicham números azuis para o espelho do vento que se camufla em tudo que reflete, tal como as estrelas das galáxias que nos tornam ínfimos na imensurável dimensão do universo. E somos um grão de areia a comer e a beber e lamentar frustrações, que muito mais são minúsculas na proporção da existência e as panteras nas florestas ignoram proporções em sua pele a dourar o preto. Se o inconsciente pudesse criar uma cidade, nada mudaria de fato, haja vista que em nove bilhões de consciências, a terra gira conforme gira. E muitos guardam o vazio que excede de milionários excêntricos que desconhecem o frio da madrugada e o peso da fome. E somos tantos, e somos vários e a terra vaga com a mesma estrutura das consciências que pesam o agora, das ruas escuras de prostituição e droga. E são ingênuas todas as comemorações se o planeta corrompe os mais puros corações. Frases ilógicas provocam mais impacto do que descrições realistas, porque na teatralidade as questões se tensionam e é mais fácil ver no teatro atores e seus figurinos a enxergar nas esquinas nosso fracasso como humanidade. Comamos e bebamos. Raiou o mês de maio e é só um calendário. O surrealismo não destrói a lógica. Ele descortina a lógica com imagens novas e inesperadas e tenta burlar a palavra rígida que obedece a hierarquia dos substantivos e da sintaxe, presos na gramática padronizada que desconhece um campo de girassol dourado da cor do mar sagrado. E caminham estradas se um um único homem é inocente a pescar tranquilo no rio, mas a coletividade se denuncia e mostra a face dos totalitarismos, que desmancham a pele das minorias, que fazem a terra impura em seu suposto estado de degradação moral. Deus proteja os soldados e as ciganas que nas linhas digitais leem passados remotos, condenam o presente e não ousam encarar o futuro. Tocam flautas renitentes e pianos brilhantes e as crianças brincam. Pois que brinquem. Um dia serão adultas e conhecerão a terra que arde em ouro nos bolsos dos perspicases, já que os demais são tolos e beberão vento quando faltar o alimento. Os santos morreram em vão, mas um dia esse planeta vai ter solução. Assim sonhamos em um momento de exaltação. Mundo caduco, que não vale minhas palavras que não assistem caladas. Fazei com que eu procure mais amar do que ser amada. Mas que cilada.

⁠Amar
é mesmo assim:
Ás vezes
pede vazão
para andar
entre os "loucos"
de maneira tal
sonolenta.

Existe sempre uma concorrência, entre o ódio e o amor.

Dia das crianças


Na festa das crianças,
num dia leve e luminoso,
lá estava eu, entre risos pequenos,
emprestando cuidado aos meus sobrinhos.


Senti três toques no ombro;
meu irmão tocava-me,
apontando,
como quem revela um segredo.


Ali estava ela
a mesma personificação do acaso,
surgindo outra vez diante de mim,
a poucos metros, próxima tal
como só esteve em meus pensamentos


Mais uma vez fiquei a observar:
estava com o cabelos soltos,
livre do icônico boné claro;
um vestido verde que parecia conversar
com a tarde que nos envolvia.


Havia no olhar
uma calma suave, quase tímida,
um silêncio que dizia mais
do que qualquer palavra ousaria.


Até então, o sarau
que era só para meus sobrinhos
virou uma festa para mim.


Não houve palavra trocada,
apenas o silêncio caminhando
entre balões, risos e canções infantis.

Entre as cinzas do que fui, floresceu o que me tornei.
Deus não reergue ruínas — Ele cria templos onde o desespero achou que havia fim.

Que Entre.


Quando o ser se torna ter
E quando o ter se torna ser
Jamais tentamos, mas, por mais que entre
Somos mais.
E lutar no trabalho no estudo
Nunca é
Pois, por mais que desejemos não
Sempre ter.

Desperte do 'depois' e liberte-se do 'antes'. A vida acontece no intervalo entre um suspiro e outro.


O único tempo que te pertence é este exato momento.


By Evans

Temos que ser feliz, mesmo com um nó na garganta ou mesmo com uma lágrima presa entre as pálpebras.
Porque, a felicidade é uma estado de espírito e não algo que se ache em algum lugar.

"Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra".


De tantas coisas que eu teria pra escrever, eu deixo esse versículo que traduz o que eu creio , vivo e sinto.


Hoje quero dizer mais uma vez...
Obrigada, Deus!!!
🔥❤️🔥

A engenharia constrói pontes sobre rios, mas a poesia constrói pontes entre corações.

Entre as serras imponentes que emolduram o vale, onde o sol tarda a chegar e o sereno desenha a paisagem, repousa o distrito de Brejaúba. É neste cenário de frio intenso e beleza rústica, no coração de Conceição do Mato Dentro, que minha história encontra raízes e inspiração.

A diferença entre o sucesso e o fracasso é a perseverança

A ação é o único caminho entre o sonho e a realidade

A diferença entre um sonho e um objetivo está na ação diária

Ação é a ponte entre onde você está e onde você quer chegar

Criminais


Vivi,vivo e sempre viverei entre o real e o irreal.
Porque muito mais posso num mundo irracional
onde nada temo,nada devo.


Quem disse isso uma vez
não foi um poeta
não foi um profeta
também não foi um santo.


Quem um dia ousou dizer
essas palavras, na verdade
foi um assassino
no auge da sua sagacidade.


Mas seu nome ainda dá medo
aos que relembram do seu crime
apesar dos apesares
e de toda a morte morida
ele às vezes ainda fala
coisas que são muito verdade.


Quem disse isso um dia
foi o mais cruel dos assassinos
que,por sua insânica esquisofrenia
viveu,vive e viverá sempre entre o real e o irreal.

O Eco do Coração




​A vida dita o ritmo em sua língua bruta,
Entre o passo no chão e o silêncio da luta.
Mas quando a música toca, o mundo desperta,
E a alma, que era muda, se faz porta aberta.
​O que era cansaço, o verso traduz,
Onde havia sombra, a melodia faz luz.
É o impulso que vibra, o compasso que aquece,
A força que faz o que era dor virar prece.
​A música é o laço, o amor em estado puro,
A ponte que cruza o nosso momento mais duro.
Ela empresta o fôlego, o desejo, o sentido,
E traz de volta ao peito o que estava perdido.
​Somos partitura de uma obra invisível,
Escrevendo o destino de forma sensível.
Pois viver é o rascunho de uma letra sagrada,
Que só vira canção quando a alma é tocada.
​E nesse compasso de quem compõe e quem sente,
O amor se faz som e se planta na gente.
A vida é o palco, a canção é o caminho,
Pois ninguém faz poesia ou ama sozinho.


Com amor ISA SILVA

Entre luz e sombra.




​A noite, em sua essência, mostra escuridão e anseios; em meio ao caos, deslumbra sua beleza à luz da lua e diante do brilho das estrelas que reluzem, fazendo vislumbrar em cada pensamento nuvens que formam seu olhar.
​Em cada anoitecer, ainda que distante, continuo a olhar para o céu antes de me deitar, não ocultando do universo e nem dos céus o amor que eu sinto por ti. Pois nem o tempo, adversidades ou lágrimas serão capazes de apagar o que o coração decidiu eternizar.


Com amor ISA SILVA

A diferença entre uma visão e um sonho é a ousadia de agir e a fé de começar.

Entre Luz e Sombras


Na vida...
às vezes sou mocinha.
Outras vezes... vilã.
E no silêncio entre um papel e outro,
me pergunto:
quem sou eu… afinal?


Nunca sei quem fui
nos olhos de quem me viu partir.
Nunca sei quem sou
no reflexo de quem insiste em me definir.


Se faço o bem...
me julgam mal
Se tropeço no mal...
alguém encontra em mim um bem que nem sei explicar.


Que lógica é essa
que me atravessa
e me desfaz?


Eu erro…
tentando desesperadamente acertar.
E acerto…
quando já não me preocupo mais em errar.


Ironia essa...
Como se a vida risse
da minha tentativa de controle.


Sou luz?
Ou sou escuridão?


E por mais que eu procure respostas,
a verdade me escapa…
como água entre os dedos.


Porque, no fundo,
quem diz quem somos
não somos nós.


É o olhar que nos acolhe,
ou o julgamento que nos corta.
É quem nos vê…
que nos inventa.


E eu?
Eu me desconheço.


Sou verdade?
Ou sou invenção de versões
que criaram de mim?


O que escondo…
até de mim mesma?


Há mistérios no meu peito
que nem minha coragem alcança.
Sentimentos que existem…
mas nunca tiveram permissão para nascer em palavras.


E assim eu sigo…
fragmentada…
contraditória…
humana.


Sendo mil em uma,
e ainda assim… incompleta.


Talvez…
a grande verdade
não seja descobrir quem somos.


Mas aceitar…
que somos feitos de perguntas.
E não de respostas.