Encontro entre Amigos

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Os rios correm para os seus amores nos mares… e os lagos tornam-se a ligação invisível entre destinos

“Existe uma diferença fundamental entre evitar o que incomoda e aprender a lidar com o que incomoda. No primeiro caso, a experiência é interrompida. No segundo, ela se desenvolve e se integra. É nesse segundo movimento que se forma uma base mais sólida para lidar com a complexidade da vida.“

- Trecho do livro Ser Humano: uma escolha na era da tecnologia

“Quem confia sem ver, descobre que a fé é a ponte entre a dúvida e o milagre, entre a incerteza e a promessa cumprida.”

- Trecho do livro Antes de tudo, Deus: porque Ele é suficiente

Entendo que a vida
Escapa entre os dedos
Como água, bebo
Como carne, sangro
Em ciclo me concebo
Elétricamente autônomo
Geneticamente indivíduo
Lá se vai mais uma parte
Parte pra longe vida de
Sóis que brilham distante
Brilham ambos de vididos
Mesmo sol será
Na será denovo
Talvez gema de âmbar
Talvez gema de ovo...

“Longe vai o tempo
que entre mim e os rios
a chuva e as matas
o céu e os bichos
só habitava o nós."

Em tempos de extremos, a justa medida é o farol que orienta. A virtude nasce do equilíbrio entre a escassez e o excesso.

“Entre incontáveis possibilidades de extinção, a vida surge como graça improvável. Se existimos, é porque há sentido; se há sentido, é para vivermos o melhor de nós.” – Leonardo Azevedo.

“Entre o que foi vivido e o que virá, há um intervalo sagrado: reconhecer o que deve morrer para que algo mais verdadeiro possa nascer.” - Leonardo Azevedo.

“Nem a paz é eterna, nem a guerra. O amadurecimento se forja na travessia entre a dor e a bonança.” - Leonardo Azevedo.

“O mais rico e sábio entre os homens pagou com sangue e levou consigo os pecados da humanidade. Existe, sim, um valor inestimável nos erros quando aprendemos com eles e valorizamos o sangue que corre em nossas veias.”

⁠“Converse longa e sinceramente consigo mesmo. Cultive uma amizade genuína entre o Id, o Ego e o Superego. Forje sua personalidade e molde conscientemente seus comportamentos.”

⁠“Entre os extremos da infância e da senescência, ergue-se um risco: a senilidade. Não é destino inevitável, mas, muitas vezes, o reflexo silencioso de escolhas negligentes ao longo da vida.”

⁠“Quem navega entre a luz e as sombras conhece a desolação de se perder em pensamentos insólitos e no vazio de sentido frente a um mundo que é ao mesmo tempo concreto e ilusório.”

⁠“A chuva desperta uma melancolia saudosista que não distingue entre dor e alegria: ambas são marcas do tempo. E, paradoxalmente, recordar é também aliviar.”

O homem que vive entre ovelhas esperando tornar-se lobo não percebe que já aprendeu a aceitar o matadouro. Porque a ignorância cria presas; o conhecimento cria predadores.

Há uma linha tênue entre a mentira e a verdade.

Muitas das situações da vida exigem saber que existe um tempo, entre o plantar e o colher!
No mundo corporativo esse saber é muito e, intencionalmente, esquecido!
Isso vem gerando grandes desequilíbrios nas pessoas e, consequentemente, nas próprias organizações.
Incrível notar que mesmo com a imensa quantidade de novos conhecimentos humanos, e novos conhecimentos sobre o ser humano, a utilização prática desses conhecimentos ainda seja mínima!

"A inteligência ficou "cega" de tanta informação!"

O conflito entre a consciência e o tempo psicológico está na impermanência entre os dois, que não coincidem no tempo e no espaço. A consciência abarca tudo aquilo que emerge do subconsciente, memória selecionada na medida do que suporta racionalmente, sem fragmentar a psiquê que suporta o que a consciência fissura. O tempo psicológico não é linear, já que o tempo é a projeção das emoções que muito mais se marcam em lembranças que não se podem esquecer. As árvores cochicham números azuis para o espelho do vento que se camufla em tudo que reflete, tal como as estrelas das galáxias que nos tornam ínfimos na imensurável dimensão do universo. E somos um grão de areia a comer e a beber e lamentar frustrações, que muito mais são minúsculas na proporção da existência e as panteras nas florestas ignoram proporções em sua pele a dourar o preto. Se o inconsciente pudesse criar uma cidade, nada mudaria de fato, haja vista que em nove bilhões de consciências, a terra gira conforme gira. E muitos guardam o vazio que excede de milionários excêntricos que desconhecem o frio da madrugada e o peso da fome. E somos tantos, e somos vários e a terra vaga com a mesma estrutura das consciências que pesam o agora, das ruas escuras de prostituição e droga. E são ingênuas todas as comemorações se o planeta corrompe os mais puros corações. Frases ilógicas provocam mais impacto do que descrições realistas, porque na teatralidade as questões se tensionam e é mais fácil ver no teatro atores e seus figurinos a enxergar nas esquinas nosso fracasso como humanidade. Comamos e bebamos. Raiou o mês de maio e é só um calendário. O surrealismo não destrói a lógica. Ele descortina a lógica com imagens novas e inesperadas e tenta burlar a palavra rígida que obedece a hierarquia dos substantivos e da sintaxe, presos na gramática padronizada que desconhece um campo de girassol dourado da cor do mar sagrado. E caminham estradas se um um único homem é inocente a pescar tranquilo no rio, mas a coletividade se denuncia e mostra a face dos totalitarismos, que desmancham a pele das minorias, que fazem a terra impura em seu suposto estado de degradação moral. Deus proteja os soldados e as ciganas que nas linhas digitais leem passados remotos, condenam o presente e não ousam encarar o futuro. Tocam flautas renitentes e pianos brilhantes e as crianças brincam. Pois que brinquem. Um dia serão adultas e conhecerão a terra que arde em ouro nos bolsos dos perspicases, já que os demais são tolos e beberão vento quando faltar o alimento. Os santos morreram em vão, mas um dia esse planeta vai ter solução. Assim sonhamos em um momento de exaltação. Mundo caduco, que não vale minhas palavras que não assistem caladas. Fazei com que eu procure mais amar do que ser amada. Mas que cilada.

Existe sempre uma concorrência, entre o ódio e o amor.

Dia das crianças


Na festa das crianças,
num dia leve e luminoso,
lá estava eu, entre risos pequenos,
emprestando cuidado aos meus sobrinhos.


Senti três toques no ombro;
meu irmão tocava-me,
apontando,
como quem revela um segredo.


Ali estava ela
a mesma personificação do acaso,
surgindo outra vez diante de mim,
a poucos metros, próxima tal
como só esteve em meus pensamentos


Mais uma vez fiquei a observar:
estava com o cabelos soltos,
livre do icônico boné claro;
um vestido verde que parecia conversar
com a tarde que nos envolvia.


Havia no olhar
uma calma suave, quase tímida,
um silêncio que dizia mais
do que qualquer palavra ousaria.


Até então, o sarau
que era só para meus sobrinhos
virou uma festa para mim.


Não houve palavra trocada,
apenas o silêncio caminhando
entre balões, risos e canções infantis.