Embriaguez
Me embriago, me perco na embriaguez, me Tomo e bebo, na gana dessa minha pequenez; vivo marimbondo no fim desse mundo, largado e jogado embriagado quase todas às vezes, sendo tarde ou noitinha, embriago-me quase todas às vezes.
Sóbria embriaguez
Coração gelado como uma boa cerveja,
libidinosa como um belo vinho,
conduze-me ao quarto para que eu a veja
comandar-me dentro do seu ninho.
Fico contemplando-a, enlouquecido,
e torno-me desta exuberante ave um passarinho.
Em seus braços encontrei-me iludido
e busco encontrá-la todos os dias em meu caminho.
Antes, fazia outras por mim se apaixonar
e quanto mais me amavam, eu fazia enrolar.
Porém, não teve jeito, chegou a minha vez,
essa mulher que eu vim a me apaixonar,
seduziu-me com um simples olhar,
me usou e me largou nessa sóbria embriaguez.
Troquei as mesas dos bares pela embriaguez de ler.
Troquei os fartos banquetes pela fome de conhecer.
A memória não consegue restaurar fielmente os pesados caprichos da embriaguez e se esgota com o esforço.
somos eternos sóbrios buscando uma embriaguez no amor que dure tempo o suficiente para nos mantermos corajosos
A Embriaguez
Basta uma dose,
Basta um simples gole
Nessa pequena garrafa,
Para que possa embriagar-me;
O que ela contém provoca delírio
Alucinação,solidão,
Pois nos faz querer somente
A companhia de nossa penumbra,
Criada pela luz de vela da lareira
Que nos impele movidos pelo frio
Frio da alma que embaça a janela
E a ressaca ? Ah, a ressaca do amor...
O cansaço, a sede ,
A enxaqueca que corta afiadamente nossa fronte
A exaustão que não decreta liberdade
Tudo por causa do cativo pensamento
Que possui um único dono.
Se a embriaguez ocultasse ou amenizasse a sobriedade alcoólica nestes ser alucinado...
que vaga sem rumo certo, sentindo-se derrotado;
pois seus passos cruzam-se para ambos os lados.
De fato é lamentável e triste;
Pudera eu ser um anjo, para surfar entre as nuvens e locomover-me com os ventos;
mas os acontecimentos nos acontecem repentinamente...
enquanto os nossos sonhos profundamente adormecem.
outros se prevalessem julgando-te e ignorando a verdade
pois não assumem que de sí mesmo esquece
Assim permanecem aprisionados pelo próprio desamor;
Quem dera eu ser normal em meio tantos loucos;
ou louco em meio os normais, como os quais rotulam-se;
depende do ponto de vista há quem um palpite arrisca...
mas o "cego" é quem vê melhor...
Pois enxerga muito mais que eu ou você.
Mas afinal, não sou anjo, então quem sou eu?
Quem é você? Na real.
Quem somos nós?
Seres humanos! tenho minhas dúvidas...
Culpa da própria Histórias que nos criou.
Teorias, crendices temos de sobra...
A Ciência se desdobra para explicar tudo;
mas faltam respostas e sobram perguntas;
Independentemente de nossa crença ou religião;
A verdadeira sabedoria só Um à possuí.
Cuja Seu Nome varia, assim como um todo!
Adonay, Javé, Jeová, Allah, Eloah, Braman...
Mawu, Guaraci, Olorun, Zambi, Jahbulon, Oxalá...
Deus...
Meu Deus, nos perdoe por nossa desavença e seus sinônimos.
E nos ilumine trazendo-nos o antônimo de toda essa nossa estupidez.
e que essa embriaguez universal seja curada por Sua Onisciência e Onipresença.
Nesse meu estado de embriaguez, é onde me sinto mais lúcida de tudo. Consigo enxergar o visível e o invisível.
Ouvir o que meus instintos falam, posso sentir a melancolia da solidão, e bailar ao som do silêncio nessa escuridão.
Aspiro, abocanho, devoro
os sonhos que me chegam
e numa embriaguez acendida por mim,
entrego-me entorpecida aos enganos
.
.
.
"" Bebo na fonte
a embriaguez do teu perfume
intimidade doce
dos teus lábios entregues ao amor
sacio por completo a paixão
e sorvo cada gota do teu prazer
num ímpeto de ser só teu
não creio em abandono
nesse momento
nossa entrega é total...""
