Eles se Acham Santos
Estive refletindo sobre o tempo,
É algo difícil a se pensar,
Sua reflexão leva dias,
Anos e olhe lá.
O tempo é difícil entender,
Complicado interpretar,
Suas vias são confusas
Demais para navegar.
Me aparenta ter começo, meio e fim
Mas isso não posso afirmar
Pode ser apenas um contínuo espaço tempo,
Que eu não soube registrar.
Tem passado, tem presente, tem futuro
Tem constante, tem momento, tem seguro
Tão distante desalento taciturno,
Tão profundo sentimento nesse mundo.
Em um simples movimento,
Vejo que diante desse senhor tempo,
Não somos pontos finais.
FILHOS, AGORA É A VOSSA VEZ
Filhos, agora é a vossa vez:
Cuidai dos vossos pais!
Sejam vocês mais responsáveis
E mostrem o vosso amor
E capacidade de iniciativa
Autonomia e liderança!
Façam as compras
Vigiem os estado de saúde deles
Atentai aos seus sintomas
Sejam corajosos e valentes!
Cantem, dancem com esperança
Protejam os vossos pais
Protejam os que vos amam
Lutem hoje pelo amanhã
Lutem para serem maiores
Lutem para serem melhores
Porque agora é a vossa vez!
Lisboa-me, meu amor. Lisboa-me de Tejo. Lisboa-me de Fado e Mouraria. Lisboa-me na luz e na calçada. Lisboa-me de noite e de dia.
Lisboa-me, amor, Lisboa-me!
Quando chegaste ainda não éramos. Foi preciso começarmos a ser para existirmos. E devagar, bem devagarinho seguimos pela estrada. Estradas diferentes. As existências fazem-se por estradas que fazemos, de alcatrão sujo e brita pontiaguda. Pés exangues, por vezes. De fadiga e esperança, de alma cabisbaixa e bonança, a estrada vai-se ladeando. Colhemos e desapegamos. Avançamos e deixamos para trás. Paramos e andamos, mas parados andamos. E chegamos, um dia. Assim, sem esperar, como se houvesse um terceiro dia. Ainda não éramos e, no entanto, poderíamos então sê-lo. Juntos. Fizemos estradas de iluminação até à madrugada.
E somos. Já somos uma nova estrada de duas vias, indo na mesma direção.
De mão dada, somos a estrada.
Somos raríssimos.
Em toda a história do tempo, jamais existirá alguém igual a outro alguém.
Insubstituíveis.
Porquê então não nos damos valor?
Somos inestimáveis.
“A beleza da criação é despida numa guerra silenciosa entre a ignorância e a truculência da soberba dos maestros do poder.”
Giovane Silva Santos
“Os vírus relâmpagos mudaram, hoje matam se mais, e a ignorância não entende o céu.”
Giovane Silva Santos
“Sou eu um dos homens condutores de casos e caos que contam história que não tem fim, as mazelas de um povo afim.”
Giovane Silva Santos
“O homem é inimigo do homem, porque não sabe contemplar a si mesmo, e quando ignora o semelhante abandona o céu.”
Giovane Silva Santos
“A peleja do homem é eterna, muitos flutuaram sobre as águas que sufocaram a perversidade.”
Giovane Silva Santos
“Muito se vive e muito se aprende, o bastante ainda é distante pela dimensão do muito oculto.”
Giovane Silva Santos
“Muitos conhecem a terra e não se prontifica a plantar, posteriormente reclamam da colheita.”
Giovane Silva Santos
“Servir ao semelhante é como adornar a sua cama, o travesseiro que oferece será a pluma do seu sono.”
Giovane Silva Santos
