Ele
Ele, que me possibilitou experimentar a alegria que é ser amada. E como eu fui. E como eu sorri, gritei, amei, dancei, corri, brinquei na praia e na chuva. Doei-me. Doeu.
Foi no silêncio que ele nos deixou o maior ensinamento.
Foi no silêncio e infelizmente no fim, que eu pude entender o que ele queria nos dizer.
A vida é bela para nos preocuparmos com coisas desnecessárias. Não é preciso ter uma casa bela, um simples cômodo já me acomoda muito bem.
É no silêncio que aprendi que nós enquanto estamos de passagem nesse mundo, não somos nada, e que não sabemos como e nem quando será o nosso último suspiro.
Foi com meu avô que aprendi a dor da perda. A dor de não poder ter dado o meu último adeus, mas também aprendi que devo valorizar cada segundo que tenho com as pessoas que tanto amo. Não preciso de muito para ser feliz, porque o que mais me satisfaz não tem preço. Porque dizer que se a gente soubesse a hora que iríamos partir, faríamos muitas coisas diferentes? Faça de cada momento o que mais lhe agrada, não faça inimigos, dê valor a quem está conosco, porque podemos dormir e acordar já com Deus. Que lindo foi ver meu avô soltando foguetes e dizendo que chegou bem ao seu novo lar. Ficam agora as boas lembranças. Te amo para todo o meu sempre! E mesmo não podendo te ver, sei que está sempre presente comigo, e com todas as pessoas que te ama, e, que agora, você também intercede por nós. Se eu puder escolher, que eu morra no silêncio de um belo sono. Sua benção olhe sempre por nós e descanse em seu novo lar!
"só aquele que permanece inteiramente ele próprio pode, com o tempo, permanecer objeto do amor, porque só ele é capaz de simbolizar para o outro a vida, ser sentido como tal. Assim, nada há de mais inepto em amor do que se adaptar um ao outro, de se polir um contra o outro, e todo esse sistema interminável de concessões mútuas... e, quanto mais os seres chegam ao extremo do refinamento, tanto mais é funesto de se enxertar um sobre o outro, em nome do amor, de se transformar um em parasita do outro, quando cada um deles deve se enraizar robustamente em um solo particular, a fim de se tornar todo um mundo para o outro."
É preciso que a gente seja sempre, um para o outro, duas deliciosas surpresas fecundas. Aquele mundo da fábula de La Fontaine "Os dois pombos", que aconselha aos amantes: "Amantes, felizes amantes, vocês querem viajar? Que seja pelas margens próximas/Sejam um para o outro um mundo sempre belo, sempre diverso, sempre novo./ Sejam um todo um para o outro, contem por nada o resto".
"Pois, nos seio mesmo da paixão, nunca se deve tratar de "conhecer perfeitamente o outro": por mais que progridam neste conhecimento, a paixão restabelece constantemente entre os dois este contato fecundo que não pode se comparar a nenhuma relação de simpatia e os coloca de novo em sua relação original: a violência do espanto que cada um deles produz sobre o outro e que põe limites a toda tentativa de apreender objetivamente este parceiro. É terrível de dizer, mas , no fundo, o amante não está querendo saber "quem é" em realidade seu parceiro. Estouvado em seu egoísmo, ele se contenta de saber que o outro lhe faz um bem incompreensível... os amantes permanecem um para o outro, em última análise, um mistério."
Agradar a um homem pode ser excitante, mas tentar ser de um modo especial para ele, tentar nos RECRIAR em vez de nos REVELAR, é chegar a tal falta de auto-estima que, de certa forma, seria muito difícil manter esse homem interessado. (Marianne Williamson)
"...Foi quando ele fez ar de sábio, olhou fixos no meus olhos e disse: 'Acorde! Ninguém morre de amor, mas morre de escolhas erradas."
Nunca subestime seu oponente, ao contrário, o superestime. Pois quando ele não atingir o esperado a vegonha será dele.
Era amor, ela tinha essa certeza por que mesmo ele fazendo tudo errado ela continuava ali. O fim estava à apenas um passo, e ela se mantinha parada, ao lado dele. Esperando que seu coração não se arrependesse por ter permanecido quando tudo lhe dizia para partir. Era amor, ou melhor, tinha que ser! Por que nada nada mais no mundo justificaria o fato de ela saber que está tudo errado e ainda assim permanecer ali.
O pôr-do-sol não nos conta como foi o dia, mas sabemos que podemos contar com ele para poetizar um dia que se foi
O amor nunca acaba, ele adormece nos braços da solidão.
Ame mesmo que esse amor seja condenado pelo silêncio. Pois haverá um dia em que o silêncio falará mais alto que qualquer palavra
Noite silenciosa; filhos que dormem tranquilos. Observando-os... Imagino o que sonham. Ele, com tecnologias revolucionária. Ela, com o mundo descrito no livro à cabeceira da cama. Beijo-lhes a face num toque gentil de boa noite...
No quarto ao lado, meu companheiro também em sono profundo; provavelmente sonha com novos projetos... Volto pra cama e, ao deitar-me, beijei-lhe os lábios... Penso em tudo que vivi até então. Uma lágrima sorrateira, um sorriso e gratidão. Outrora era como um velho casaco desgastado pelo tempo; esse, se foi. Agora sou leve como peça de seda. Enfim posso dormir...
