Efêmero
Arco-íris e felicidade são irmãos gêmeos.
Efêmeros, belos, acalmam após as tempestades.
Talvez, por serem efêmeros, arco-íris e felicidade são tão especiais e bem-vindos.
Inspiração do amor puro, verdadeiro e divino ao meu amor...
Não, eu não vou dizer que te amo
Não vou dizer que te amo porque...
Quero que sinta como eu te amo quando olho pra você, e em como o vejo e admiro o homem que é, e o quanto me orgulho de você.
Que sinta que te eu amo, quando olho no teu olho e te sinto no fundo da minha alma...
Quero que sinta que te amo a cada beijo meu, e que ao tocar dos meus lábios contra os seus, sem falar nada, estou dizendo que amo você com toda minha volúpia, e que a cada abraço apertado que damos, sinto você de um jeito tão especial que não sei explicar, e me emociono de tal forma porque dele não quero nunca mais sair, porque sinto que somos um só, em corpo e alma.
Quero que sinta que eu te amo, quando ao meu toque em seu corpo, escreva nas pontas dos dedos o que sinto, e com o afago de minhas mãos em seu rosto e cabelos, perceba como eu que ali encontrei o meu ninho de amor.
Quero que sinta que a cada respiração e transpiração, no entrelace de nossos corpos e em um desejo sem fim, que sinta que eu te amo, quando estás dentro de mim...
Não direi que eu te amo, porque as palavras são como o vento, voam...
Mas o que sinto não é abstrato e sim muito concreto, e ao perceber e sentir o meu amor, será pra nunca mais esquecer, porque quando te olho, beijo, abraço, acaricio e me entrego, entenda de uma vez por todas e sinta que meu amor é real, e não efêmero.
Quero que sinta que te amo, quando me rendo aos seus caprichos de amor, e me entrego sem pensar nessas loucuras, porque só desejo estar ali naquele momento com você e em amar-te meu amor, meu amante, meu anjo amado.
Quero que sinta que te amo, quando em meu devaneio, não consigo parar de pensar em ti um só instante e minuto do meu dia, porque você é o ar que respiro e preciso dele pra viver.
Quero que sinta que te amo, quando em um fragmento de tempo e espaço que estou com você, sou feliz, e quero que esse momento se eternize e perdure, mesmo que em mundo paralelo só nosso, e nele imagino que sempre estarei contigo e não me deixará nem por um minuto...
Não, não vou dizer “EU TE AMO”
Pois meu coração de tanto amor chega a doer,
E o que sinto, não precisa dizer, pois apenas o amo com todo o meu ser...
Sonhos são legais. Mas eles são apenas sonhos. Fugazes, efêmeros e bonitos. Mas sonhos não se tornam realidade apenas porque você os sonha. É trabalho duro que faz com que as coisas aconteçam. É trabalho duro que cria a mudança.
Já se perguntaram sobre o significado da existência? Eu já, inclusive muitas vezes. Anos de reflexão para simplesmente perceber que o existir em si, é o próprio inexistir, pois tudo que se aprende um dia, vc esquecerá, seja pelo Alzheimer ou pela morte orgânica do seu cérebro. Somos insignificantes seres de vivência efêmera perante a idade e o próprio existir do Cosmos.
Ser tão diferente num mundo tão comum só é maravilhoso com a sábia consciência de que tudo isso a nosso redor é mísero e efêmero diante do começo e do fim.
Enquanto possível respirar,
E houver ainda dia após dia,
Se ocupa Ela em maestrar
Das maravilhas, a sinfonia.
Tudo há de transpassar,
Dentro Dela assim o falo,
O mais longo intervalo
Entre choro e despensar.
Nas mãos do tempo perdura
Pressa em mandá-La embora,
Ou devanesceriam, em nada.
De padecer, é então hora
Sob Sua efêmera jornada.
O fim da minha loucura.
O que realmente importa:
A vida não é uma sonata que, para realizar a sua beleza, tem de ser tocada até o fim. Dei-me conta, ao contrário, de que a vida é um álbum de minissonatas. Cada momento de beleza vivido e amado, por efêmero que seja, é uma experiência completa que está destinada à eternidade. Um único momento de beleza e amor justifica a vida inteira. Tenho terror de ser enganado. Se estiver para morrer, que me digam. Se me disserem que ainda me restam dez anos, continuarei a ser tolo, mosca agitada na teia das medíocres, mesquinhas rotinas do cotidiano. Mas se só me restam seis meses, então tudo se torna repentinamente puro e luminoso. Os não essenciais se despregam do corpo, como escamas inúteis. A Morte me informa sobre o que realmente importa.
(Do universo à jabuticaba)
Tudo é de certo modo impermanente. O café que esfria, o cigarro que apaga, a amizade que termina, o viço da juventude que se esvai. O tempo passa, as pessoas mudam e o ontem não se repete mais. Logo, tanto melhor aprender a surfar se divertindo nas ondas da efemeridade.
Muitas pessoas acreditam que conseguem projeção desqualificando outras. Medíocres criaturas... não sabem que o brilho roubado é efêmero, posto que a mentira é fugaz!
A vida não é uma sonata que, para realizar a sua beleza, tem de ser tocada até o fim. Dei-me conta, ao contrário, de que a vida é um álbum de minissonatas. Cada momento de beleza vivido e amado, por efêmero que seja, é uma experiência completa que está destinada à
Eternidade”.
(Trecho do livro em PDF: do universo à jabuticaba)
Os japoneses apreciam tanto as flores das cerejeiras não apenas porque elas são belíssimas, mas porque são efêmeras como a própria vida e sempre voltam na outra primavera. Isto é o melhor: apreciar a vida enquanto ela existe e saber que ela só termina aqui, mas que muitas e muitas primaveras haverão de fazê-la florescer em outras paragens.
Talvez uma vida feliz não seja necessariamente a mais longa, mas a que tenha "eternidades" suficientes para não fazer-te prisioneiro do efêmero.
DOCE PRESENÇA
Deixei o som me tocar
Despi-me das tantas perguntas,
Indagações que aprisionam
E vi
Tantas e tantas personas caírem
E ao som de cada uma delas
Um novo encontro...
E assim,
Ri de mim, doce criança na ciranda da vida
Das inúmeras certezas,
Planos ou sonhos meramente humanos
Afins e Efêmeros.
E o som adentrando cada espaço humano,
Ao meu entorno e no meu ser espiritual,
Deitei-me sobre os lençóis das melodias.
Que me afinavam,
Que me embalavam
Que me harmonizavam,
Suavidade, encantamento.
E dancei, dancei, respirei, respirei...
Respirei até alcançar,
Meu ponto máximo de alegria e silencio,
Para assim, aqui e agora,
Receber o que é meu.
Na Luz e amor que me presenteia,
Meu ser espiritual,
Da minha essência eterna e bendita,
Que transborda e me alimenta.
Nesse instante luz- clareza,
Permito-me e aceito,
Serena e alegremente,
Toda essa Entrega
E perene Recebimento!
Quem é você?
Tenho certeza que pelo menos alguma vez na vida já fomos intimados a responder tal pergunta, e como era de se esperar a resposta foi precedida por uma breve pausa, e uma tentativa de olhar pra dentro de nós mesmos procurando a resposta, algumas palavras foram proferidas, mas a grande pergunta nunca foi totalmente respondida. É tão difícil falar de si pelo simples motivo de que estamos em constante mudança, o eu de hoje é diferente do eu de ontem e claro que menos completo que o eu do amanhã. Já gostei de novelas e hoje não mais assisto, tive uma quedinha por louras, hoje prefiro as morenas. Adorava futebol e hoje prefiro outros esportes, já tentei até beber, a euforia do álcool me agrada, mas a ressaca é desanimadora. Jurei nunca casar, filhos? Jamais, e veja só onde me encontro, já fui até organizado, hoje sou externamente bagunçeiro, não gostava de ler e hoje leio bastante. A vida nos transforma ou somos nós que transformamos a vida? Seres em constante mudança, em procura de algo que nem mesmo sabemos o que é, se hoje lhe odeio amanhã lhe tenho amor, como já dizia Raul Seixas, eu prefiro ser aquela metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Quem é você? Ninguém possui essa resposta, ou se a tem, precisaria escrever um livro pra respondê-la.
E enquanto as crianças corriam pela praça, e os adolescentes declaravam suas paixões, considerando eterno o que só poderia mesmo existir no efêmero, e que os adultos apressados passavam com as suas compras do mercado, eu ali, tentando enxergar os motivos de um mundo tão cruel e pior, tentando conviver com o fato de ser parte dele.
A maioria das vezes por confiarmos demais nos outros e achar que eles são parecidos com a gente, nos machucamos demasiadamente, tão brutalmente que sangramos em silêncio, esvaindo aos poucos e desacreditando dos sentimentos nobres e serenos. E seguimos, quase num vazio intenso dessa imensidão de falhas e dores da alma. Porque precisamos desse desacreditar se essa passagem é tão efêmera???
Uma hora a gente cansa. Cansa de tudo que é superficial. De sorrisos e abraços que surgem apenas em datas comemorativas, de amigos de festa, das mesmas promessas de mudança que vez após vez aparecem e somem pra surgir novamente no ano seguinte. Tanta efemeridade me cansa, não gosto de ter data marcada pra ser feliz.
Transcendência
A única coisa que separa o bem do mal são os desejos efêmeros, mas que me arrancam o fôlego.
Desejos vorazes que entorpecem meu espírito e alimentam minha carne na busca pela tua, consigo sentir você sem ao menos ter te tragado.
Ouço sua alma fazendo barulho porque o mundo parou.
Vislumbro a guerra entre o céu e o inferno onde sou o campo de batalha e estou sendo arrastada para o inferno por esse desejo platônico, onde me sinto como se estivesse indo para o céu.
Porque estou presa entre a razão e a emoção.
