Efemeridade do Tempo
Talvez o Tempo, por sua irrevogável efemeridade, seja tal qual um rio que não podemos domar; sempre impermanente, recente, irresoluto, enfim, jovem demais para assumir qualquer forma definitiva. É justamente por isso que nós, sujeitos a esse mesmo Tempo, devemos nos tornar parte de seu fluxo: não tentar resistir contra ele, que mesmo assim ele persistiria; tampouco se alienar dele, porque sua extensão é ubíqua às nossas vidas; em vez disso, tornar-se em sua inefável sintonia. A correnteza tem a água do rio em si mesma; o que acontece com a água do rio quando a correnteza é apaziguada? Em verdade, somos cada um o infinito instante sintonizado do todo eterno.
Nós somos o tempo.
O som lá fora
faz tudo aqui dentro
parecer silêncio.
Tudo o que eu construí
parece durar
até o fim desse barulho
que não é meu.
Fadado a sobreviver
aos escombros,
minha covardia reza
para que da próxima vez,
façam barulho por muito mais tempo.
A efemeridade da vida nos induz ao antagonismo do lapso temporal, quando somos novos queremos apressar os passos e avançar no sobrenatural, já na maturidade, desejosos estamos em nos livrar da fúria cronológica, dos desgastes naturais dos efeitos do tempo, e aí já não há nada que possa ser feito. A variante temporal é uma constante.
O tempo é indeterminado, o clima duradouro, por isso que mediante o tempo, tão somente previsão, tudo pode mudar repentinamente.
O seu humor pode ser igual ao tempo, mas seu amor não. Seja o seu amor igual ao clima, duradouro, o máximo possível.
É difícil, mas não impossível,
Se eu morrer durante uma forte tempestade. Com chuvas relâmpagos e trovões; terei uma morte regida pela mais bela Orquestra Sinfônica.
Algo menos; será somente um momento fúnebre cotidiano.
(Nepom Ridna)
O maior segredo da vida é entender a sua durabilidade, algumas resistem o tempo e tudo o que nele se propõe... Entretanto, outras assim como estrela cadente, surgem com um brilho intenso, mas desaparece no mesmo instante em medimos o tamanho do horizonte que a cerca.
Na escola da vida, compreendi que todo atraso é um desperdício do tempo, e que, por mais dura que seja a lição, ela educa mais do que castiga.
Valorizar a família é o melhor investimento de tempo que podemos fazer durante nossa breve e passageira vida.
Quão breve é o Agora?
Somente o Agora é Agora; o Agora é Fundamento contínuo (dada a efemeridade do Presente, que cadaveriza-se em Passado em relativa questão de minutos, horas, quiçá): está a eternamente construir-se.
Somente o Agora é Agora. Somente o Agora presentifica o Tempo (do) Presente.
Somente o Agora é Agora. Tão somente e, até agora, Sempre.
Somente – e por ora.
+Q Ctrl + C
Somos únicos a cada novo instante e o melhor backup é mesmo nos outros, dura mais que a memória RAM e é lembrada sem pedidos. Penso que a morte eterna sem dúvidas é mesmo o esquecimento, então, lembre-se de eu, pois, lembrarei de você enquanto houver tempo.
Hoje acordei e durante quase duas horas, fiquei olhando para o teto branco do meu quarto, e não era um olhar de admiração, não era. Era um olhar para o nada ou para tudo. Faltava-me força para levantar. As dores eram horríveis. Não sentia firmeza nas pernas, meu coração batia descompassado e num ritmo tal qual a bateria da Mocidade Independente. Meus olhos ardiam. Calafrios sequenciais. Sentia minha boca seca e meu corpo queimando em brasas. Resolvi consultar um médico, e lá fui eu sentar em frente ao computador, porque, afinal de contas, quem tem Google, não precisa de um médico real, ou precisa? Então, sentada com meu “médico”, disparei as pesquisas na página de busca, coloquei todos os sintomas, e ele, o Google, ou meu doutor, em segundos me deu inúmeras possibilidades: Chikungunya, dengue, zika, malária, pneumonia e tantas outras. Acreditei ser meu fim. Voltei para a cama e achei que chamar um padre para a extrema-unção seria o melhor a fazer, não custa nada estar preparada, mas, não o fiz. Por alguns instantes parei para pensar na vida, na minha vida, vida essa que não me deixa viver. Que me faz refém da rotina que eu mesma criei. Rotina essa que me consome dia após dia; falta de tempo ou de uma organização que não me deixe tempo hábil para fazer coisas prazerosas das quais preciso tanto: dançar, ir ao parque, cinema, teatro, rever amigos. Coisas que, por conta da correria, acabo deixando para depois, só que esse depois nunca se torna agora. Após essa breve análise, descobri que não tinha doença nenhuma para aquela imensa fadiga, desânimo, dores da alma. Realmente não era nenhuma patologia. Eu não estava doente: o que eu tinha era vida. Ou não tinha! Esse é o meu mal: não viver, só sobreviver. Esse é o mal desse século, temos tempo para tudo, menos para VIVER
Viva cada momento o tempo que tiver que durar e depois deixe que as lembranças te acompanhe por onde você andar.
O tempo é uma ilusão que foi traduzido como sendo uma duração, um período ou uma sensação de duração ou de movimento psicológico.
Era um momento que podia ter durado para sempre. Mas foi apenas um eterno curto momento. Um que não volta, não muda e não se repete.
Se o destino me levasse mais uma vez até lá, se me deixasse parar o tempo e ficar ali por mais alguns minutos.
Ah, quem me dera, só mais uma vez!
A vida e o tempo
Quando se busca algo com pretexto que é o melhor, surpresas acontecem, e durante um certo tempo a certeza que havia desaparece e outros fatos mostram através do tempo, que a vida é controlada pelo tempo.
Durante toda a vida achamos que nos conhecemos enquanto seres humanos. Quando de depende surge uma pessoa, e de forma simples e natural faz com que encontremos sentimentos até então desconhecidos ou congelados pelo tempo.
