Eco
Há dias em que o meu silêncio é eco mais alto
Do grito que a minha alma pode dar
É o meu tempo de reestruturação...
Nesse momento respiro fundo
Não penso...
Desligo-me temporamente
Fico ali, olhar fixo
Olhando para dentro
Do espaço cinzento...
O fulgor já me é passado
A felicidade?
Está em algum lugar onde haja sol.
Com um certo amargor na boca
Vejo que o tempo passou rápido demais.
Restaram-me as lembranças
Um instantâneo para meus dias nublados
Fotografias tão presentes na minha memória
É nesse momento que reescrevo minha história
As imagens vão chegando
De algo ou de alguém que ascendeu as minhas cores
E uma espécie de centelha
Rasga-me o cinza melancólico
Numa paisagem simples
Que me ultrapassa a alma em cores bucólicas
Então ouço o eco do meu silêncio...
Ainda há tempo!
O céu nunca tem as mesmas cores
E as nuvens jamais permanecem num mesmo lugar.
Sua produção deve sempre ser alvo de avaliação exclusivamente tua e não dos demais. As vozes que ecoam no pensamento dos povos, é objeto pessoal. Os que ecoam nas palavras, é objeto do criador, não da criatura. Portanto, não o importa o que você faça, sempre haverá alguém pra depreciar o que tu produziste, pelo simples fato da incompreensão e ausência de separação, do que compete a este, ou aquele.
A saída talvez seja indicada pelo eco de sua voz ativa, que não se cansa de falar, que só ao respirar se cala... tornando então os caminhos da verdade muito estreitos, embora levem a vários lugares.
No silencio me emocionei! Senti que a falta do eco da multião, era um sinal de muito respeito. Senti uma emoção muito forte, senti que Deus estava mais proximo, estava presente e agindo em mim. Fitei os olhos, parei e calei-me.
O EU TE AMO só cumpre seu propósito quando consegue ouvir o eco de suas palavras numa voz totalmente nova.
Podes escutar, na calada da noite,
O eco dos meus gritos de dor que as paredes absorvem?
Ou serão, gemidos de amor desesperados,
Indecifráveis fora do meu coração?
No vácuo, o gongo dispara em sua violência
E o sol tornou-se sombra - os olhos podem permanecer adormecidos
Pois os minutos correm como ratos assustados, e logo tudo volta a ser essa calmaria colérica
Que é o sonífero da minha angústia.
Amigos versadeiros são aqueles que estão com agente em toda e qualquer situação, na procura e no econtro, no almejar e na glória.
Cada pingo na janela
Traduz no eco a voz bela
Do vento a tocar a flor
Cada gota feito lágrima
Cada gesto cada amor
Amanhece e já é dia
De sonhar em euforia
Toda sorte que chegar
Serenatas rotineiras
De pardais nas cantoneiras
Nos levantam trabalhar.
E assim se faz a vida
Como ondas a rondar
Nesse breve calafrio
Ou no lume versejar
Cada curva traz montanha
Onde a alma livre assanha
Querendo encontrar
Um azul que já nem sei
Quem é o céu ou é o mar.
In Out
"" De sua passagem
Apenas um eco
Em sua chegada
Um fervor sem nexo
Na sua estada
Amor pra lá de convexo
De sua partida... Imensidão
Era alma, paixão...
Além do sexo...""
Oscar.
O eco que não veio
por Leonardo Azevedo
Publiquei minha alma,
esperando ao menos um aceno dos que me dizem amor.
Mas o que veio
foi o silêncio mais ensurdecedor que já conheci —
o silêncio dos íntimos,
que preferem calar diante da verdade que os atravessa.
Foram os estranhos
os que primeiro estenderam a mão,
os que leram sem filtros,
os que disseram: “eu vi você.”
E, nesse instante, percebi
que ser lido por um estranho vale mais
do que ser ignorado por quem me conhece.
Eu não escrevi para agradar.
Escrevi para sobreviver.
E, se sobrevivi sem os que deveriam me aplaudir,
então já venci.
Versos da Resistência
No eco da luta, onde o povo se ergue,
A voz de Brecht ressoa, a verdade não se vergê.
"Quem tem fome, tem pressa", grita a multidão,
E a terra clama por justiça, por transformação.
Pablo Neruda canta a beleza da vida,
Mas observa com dor a natureza ferida.
"Se não há amor, que não haja dinheiro", ele diz,
E na avareza do lucro, um futuro se despiz.
Cecília Meireles sussurra ao vento:
"Todo dia é uma chance", em seu lamento.
Mas se o capital reina e o homem é mercadoria,
A essência do ser se perde na agonia.
Maiakóvski sonha com um mundo novo,
Onde a liberdade floresce e o amor é o renovo.
"Não sou um homem de negócios", ele afirma com fervor,
E em cada verso seu, resplandece a dor.
Defender o capitalismo é enterrar a esperança,
É apagar as memórias da luta e da dança.
Mas os versos dos que amam nos ensinam a lutar,
Por um mundo onde a vida possa florescer e brilhar.
Que as vozes dos poetas sejam faróis na escuridão,
Guiando nossos passos em busca de união.
A terra é um poema que precisamos cuidar,
Defender sua vida é nosso maior legado deixar.
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