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E Ruim Nao poder Falar o q Pensa

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Corremos sem preocupação para um precipício, após termos posto uma venda para o não poder ver.

O poder não é prova suficiente da verdade.

Cada cidadão deve ter a convição de poder fazer tudo o que não contraria as leis, sem temer outro inconveniente além daquele que pode resultar da ação da mesma.

Tememos a velhice, à qual não temos a certeza de poder chegar.

Toda esta tagarelice dos homens não constitui uma verdadeira palavra, suporto-a para poder gozar o silêncio que passa através dela.

Alienado é o poder, não o jovem.

O tédio é de certo modo o mais sublime dos sentimentos humanos. O não poder ser satisfeito por nenhuma coisa terrena nem, por assim dizer, pela terra inteira. Por isso o tédio é pouco conhecido dos homens sem importância, e pouquíssimo ou nada dos outros animais.

Não há poder. Há um abuso do poder, nada mais.

Amas ou não uma mulher, mas não sabes porquê. Como hás-de poder saber a razão do bem e do mal?

Vergílio Ferreira
FERREIRA, V., Escrever, Bertrand, 2001

Não poder suportar todos os maus carácteres de que a sociedade está cheia não revela bom carácter: e isso é indispensável no comércio das peças de ouro e da moeda.

O poder repartido por muitos não é eficaz em nenhum.

É mais fácil não dar o poder a certos homens do que impedir que abusem dele.

Contrariamente ao que supõe uma óptica inocente e folhetinesca, o poder não é tanto uma questão de punhos quanto de nádegas.

Você não pode subestimar o poder do medo.

Eu não sei, mas acho que a gente olha e pensa: “Quero pra mim”. Mas dá um frio na barriga, um tremor, um medo de depender de alguém, de sofrer, de escolher errado, de lutar por algo que não vale a pena. Porque o coração nem sempre é mocinho. Foi por isso que corri, tentei fugir, mas quando tem que ser, não adianta, será.

Não se enganem comigo. Estou longe de ser a pessoa boazinha. Pensa em uma mulher brava. Pensou? Então, sou eu. Não sei segurar nó na garganta. Desentalo, falo, grito, esperneio. Bato o pé quando estou com a verdade (e não me venham com esse papo que cada um carrega suas verdades). E confesso; sei ferir. Mas também sei ser justa. Sou sempre a primeira da fila a pedir desculpas, reconhecer meus erros. Pesar. Pensar. Perdoar. Aprendi que nada é pior que a arrogância, e isso minha alma não sabe carregar. Mágoa, ela até carrega um pouco, mas com o tempo elas sempre somem na poeira das estradas que percorro. E agradeço a Deus por isso. Só não sei calar, isso a vida ainda não me ensinou. Mas não dizem que aqui é uma escola? Então. Ainda há tanto a aprender. O bom é saber que estou sempre atenta as próximas lições. Saber que estou a caminho de algum lugar, mais próximo de quem espero me tornar. É vida que segue.

E ainda existe um pessoa que você pensa quando escuta aquela música, não é?

Suponho que este tipo de sensibilidade, uma que não só se comove como por assim dizer pensa sem ser com a cabeça, suponho que seja um dom.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica Sensibilidade inteligente.

...Mais

(...) que tudo quanto contemplas mudará dentro de um instante e não mais existirá. Pensa em quantas mudanças já assististe. O cosmos é mutação; a vida, opinião.
Se suprimires a tua opinião sobre aquilo que te parece causar sofrimento, alcançarás perfeita segurança. Tu, quem? A razão. Mas eu não sou apenas razão. Seja. Então, que a razão não se perturbe a si mesma. Mas se outra parte de ti sofrer, que ela opine sobre si própria.

Eu não sei, mas acho que a gente olha e pensa: “Quero pra mim”. Mas dá um frio na barriga, um tremor, um medo de depender de alguém, de sofrer, de escolher errado, de lutar por algo que não vale a pena. Porque o coração nem sempre é mocinho. Foi por isso que corri, tentei fugir...