E o Tempo da Travessia e se Nao Ousamos Faze-La
Sinto uma imensa saudade do tempo
que havia a felicidade perfeita.
Sinto uma imensa saudade do tempo
que não existia sofrimento nenhum.
Entre Nós
Amizade que era tanto,
feito um farol na imensidão,
mas agora o tempo é manto
que cobre o brilho da conexão.
Perdi o riso que me dava,
o calor de tua presença,
e no vazio que restava,
caminha a dor da tua ausência.
Saudade é sombra que grita,
um eco que não quer calar,
percebi, tarde, a ferida
de te querer e não mais te achar.
Eu amei você, e talvez ainda ame,
num silêncio que ninguém vê,
porque há laços que o tempo não desfaz,
mesmo quando a vida nos separa outra vez.
2024
Trezentos e sessenta e seis dias que me mostraram diversas percepções de tempo: alguns dias duravam horas, em outros couberam meses nas mesmas 24. Um ano incomum, que me tirou do centro por alguns longos meses e me obrigou a sentir como é estar fora do controle. Aquele controle que por tantos anos foi a minha base, o meu pilar: o controle das coisas, das situações, do corpo, de si. Aquele controle que, na nossa mais humilde ignorância, a gente acha impossível perder, porque é sempre cômodo pensar que “não temos tempo pra adoecer”.
E como é pesado e confuso receber a visita inesperada da realidade que entra arrombando a porta da alma com os dois pés, em um dia qualquer, sem perguntar se temos tempo pra isso.
Perder o controle é ter vários dias que parecem nunca terminar, é saber que você daria TUDO pra encontrar ele novamente. É sentir que, mesmo se tendo tudo, não se tem mais nada.
Perder o controle é um desastre, mas perder o controle de si é um abismo infinito indescritível. Foi a pior experiência que vivi em 2024 e retomar esse controle foi a maior constatação de vida e presença divina que eu poderia sentir nele.
Um ano que me mostrou mais uma vez como é virar pó e depois asas. Como é ser nada e depois tudo, e vice-versa.
E foi navegando nesse dois mil e vinte e quatro que não morri no mar, que tive oxigênio suficiente, abbastanzza (nem mais, nem menos) e finalmente cheguei na praia. E quando cheguei, apesar de imensamente cansada, pude sentir nos pés aquela areia branquinha, que estava quentinha pelo pôr do sol incrível que pude contemplar. Olhei para o lado e ali estavam as pessoas com quem sempre estive, mas que só no temporal vivi o privilégio de tê-las a fundo, como família.
2024, um ano que me fez entender da forma mais literal possível que, sim, tudo passa. Até a uva.
E por falar em uva, acredita que já passou também o Natal? Chegou o fim de um mês que nunca chegava, de um ano incomum, bissexto, com um dia a mais, que poderia caber uma vida inteira, ou muitas delas — como coube.
Um ano que, se eu pudesse escolher, eu nunca iria querer que ele tivesse existido. E por entender o quão valioso e importante na minha história foi este ano é que o termino muito grata por saber que escolher quais anos viver, sendo bons ou ruins, também não é uma escolha. E também não está no meu, nem no seu controle. E que bom que a gente não escolhe. Que bom que o controle se perde e se acha. Porque, da forma mais dolorosa e bonita possível, este ano valeu a pena. Obrigada por tanto!
Talvez um dia tudo será esquecido
E tudo se tornará apenas lembranças
Daqui um tempo, sem mais nem menos
a gente se lembrará de tudo isso.
Tentaremos buscar cada detalhe de nossas
conversas, de nossos sorrisos e do som de nossas vozes.
Nos pegaremos olhando pro nada, inertes,
sentindo as mesmas sensações de agora e
ficaremos rindo sozinhos, olhando pro vazio.
Talvez pensando onde estaremos naquele instante,
quantas coisas poderiam ter sido diferentes...
Com um suspiro acordaremos desse sonho gostoso
e voltaremos para nossas realidades.
Domingo é um ótimo dia para fazer coisas que estão pendentes há tempo. Por exemplo, pode parecer "besteira", mas há meses que a camisa social estava pedindo ajuda para repor um botão que caiu e o ventilador solicitou auxílio para tirar o pó da grade. Em resumo, aproveite o domingo e foque em resolver tudo aquilo que precisa de um tempo (ainda que pouco) para ser feito.
“O maior presente que podemos dar aos nossos filhos é o nosso tempo. Esteja presente em suas vidas, participe de suas alegrias e desafios.”
Apenas Sinto...
A calmaria que invade minha alma
O calor do teu abraço
O tempo voando quando estamos juntos
Apenas vejo...
O teu lindo sorriso
Sinto algo que não consigo explicar
Teu beijo me ascende
Me torna brasa
Depois chama
Teu corpo me envolve
Me faz refúgio, morada
E então eu sinto esse turbilhão de sentimentos
Que somente a tua presença consegue acalmar.
abrir os olhos sem perder tempo
seguir o caminho
o passado sem volta
o endereço do amanhã
abrir os olhos
e um novo dia começa.
O intervalo de tempo é uma questão estranha e contraditória na mente. Seria sensato supor que um tempo de rotina ou um tempo sem acontecimentos pareceria interminável.
VIDA
Meu ciclo é próximo.
Tenho vivido o suficiente para compreender que tenho
Menos tempo de vida que o que já vivi.
Quando partir
Não me busquem em uma ínfima lápide.
Tampouco na frieza mármorea sepulcral.
Estarão entre vós meus filhos e netos.
E os meus poucos predicados.
Bons ou ruins.
Àqueles bons faça -se minha lembrança
Aos outros, perdem-nos
Assim estarei incólume ao peso da vida.
Só a vaidade é constante em nós; em tudo o mais a firmeza nos molesta: com o tempo e a razão vimos a perder uma grande parte da sensibilidade no exercício das paixões; porém o exercício da vaidade não se perde com a razão nem com o tempo. O nosso gosto debilita-se, altera-se, muda-se, e também se acaba; a vaidade sempre persiste e dura.
Adormecer
Cerro os olhos
e entro em estado de inércia
O cansaço roubou-me o tempo dos vivos
e a consciência do tempo de agora
Quero distanciar-me do meu eu desperto
e adormecer sobre papoulas
Quero distanciar-me da existência
e assombrar os meus sonhos oníricos
Quero distanciar-me das minhas memórias
e mergulhar no abismo do esquecimento
Quero distanciar-me do grito do mundo
e penetrar no vácuo do silêncio
O tempo
Digno de figurar um poema
o relógio recita amiúde
o instante sem pressa
do célere tempo
Tic-tac, tic-tac, tic-tac
repetidamente
laborioso
Pudesse eu,
inverter o sentido destro dos ponteiros
que ascendem para a finitude
da fugaz existência
Pudesse eu,
resvalar pela espiral do tempo
para o abraço carinhoso
da mulher que mais me amou
Pudesse eu,
fazer parar o tempo
o tic-tac do relógio
e a dor da saudade
O silêncio é como as estrelas: quanto mais tempo passamos, mais tentamos contá-las, mas nunca alcançamos um denominador comum.
O medo de estar solto sem vontade ;
Perder a quem acertou ;
A perca do tempo do meu amor por você ;
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