E mais Facil Mudar a Estrutura de um Atomo
Ainda Não é o Fim
Escondo o medo e avanço. Devagar.
Ainda não é o fim. É bom andar,
mesmo de pernas bambas. Entre os álamos,
no vento anoitecido, ouço de novo
(com os mesmos ouvidos que escutaram
“Mata aqui mesmo?”) um riso de menina.
Estou quase canção, não vou morrer
agora, de mim mesmo, mal livrado
de recente e total morte de fogo.
A vida me reclama: a moça nua
me chama da janela, e nunca mais
e lembrarei sequer dos olhos dela.
Posso seguir andando como um homem
entre rosas e pombos e cabelos
que em prazo certo me devolverão
ao sonho que me queima o coração.
Muito perdi, mas amo o que sobrou.
Alguma dor, pungindo cristalina,
alguma estrela, um rosto de campina.
Com o que sobrou, avanço, devagar.
Se avançar é saber, lâmina ardendo
na flor do cerebelo, porque foi
que a alegria, a alegria começando
a se abrir, de repente teve fim.
Mas que avançar no chão ferido seja
também saber o que fazer de mim.
"E se o dia acabar, não quero que seja a meia noite,mas sim na hora que eu adormecer ao teu lado.Quando estou junto de ti,sei lá,o mundo não para como todos dizem,mas sinto q algo em mim surge,algo que não sei explicar,não sei se és amor,ou a simples vontade de estar junto a ti,só sei q quando não te vejo ou no ouço sua voz,sinto que meu dia não esta completo,que falta algo para completa-lo.Escrevo poemas porque não tenho coragem de dizer oque sinto,não por vergonha,mas por medo de ser rejeitado,ou por medo de ser mais um idiota no mundo.Só sei que gosto de você muito,mais que paçoca.As vezes paro de fazer oque estou fazendo e sento a sombra e fico imaginando o futuro,vendo nos dois felizes,mas logo volto ao mundo e percebo que tudo não passa de uma simples fantasia,porque é impossível amar alguém que já se foi a muito tempo,não de morte,mas de abandono,pois tu me abandonou,mas oque sinto por ti permanece aqui,junto a mim,como uma sombra,mas sem problemas,assim como a sombra,sempre vem a noite para afasta-la,mas como a sombra,sempre retorna no outro dia..."
Ai, essa louca paixão, que insiste em confrontar a razão.
Que me faz perder dentro de mim. Que tira o caminho, a certeza.
Me aconchega e me maltrata, me expõe e me delata.
Um frenesi, o êxtase, a saudade.
Me poe do avesso, me arrebata, me estilhaça.
Me tira a sanidade.
Me faz ser mulher, menina, amante, amiga.
Mas sem você, não há parte alguma.
Trazia estrelas no cabelo, labaredas no olhar. Ardia na noite escura, transformando-se na própria lua e um esplendoroso luar.
O Haver
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.
Foi o tempo que dedicaste a tua rosa que fez a tua rosa tão importante.
(Trecho de "O Pequeno Príncipe)
Eu não me afasto de pessoas que entram em minha vida, apenas deixo espaço, pra observa-las melhor. As que ficam, são as que realmente, valem a pena!
Lei de Direito Autoral (nº 9610/98)
Devemos para a nossa consciencia a introspecção. Chegando a respostas concisas, cada vez menos deveremos desculpas aos outros e principalmente a nós mesmos...
“A tua atitude emerge do que costumas dizer: ‘Ainda sou capaz de utilizar quem é por mim. Mas prefiro, por comodidade, mandar o meu adversário para o outro campo e abster-me de agir sobre ele, a não ser pela guerra’.
Ao proceder assim, não fazes mais que endurecer e forjar o teu adversário.
E eu cá digo que amigo e inimigo são palavras da tua lavra. É certo que especificam qualquer coisa, como definir o que se passará se vos encontrardes num campo de batalha, mas um homem não se rege só por uma palavra. Sei de inimigos que estão mais perto de mim ou que me são mais úteis ou que me respeitam mais do que os amigos. As minhas faculdades de ação sobre o homem não estão ligadas à sua posição verbal. Direi mesmo que atuo melhor sobre o meu inimigo do que sobre o amigo: quem caminha na mesma direção que eu, oferece-me menos oportunidades de encontro e de troca do que aquele que vem contra mim, disposto a não deixar escapar a mínima palavra ou gestos meus, que lhe podem sair caros.”
Antoine de Saint-Exupéry, in Cidadela
A felicidade que se pode alcançar neste mundo é modesta e inconstante, mas real. Uma das chaves para obtê-la é: Que as alegrias dos outros não te entristeçam, nem suas tristezas te alegrem.
Eu poderia ter ajudado você a se lapidar com a minha predisposição para o amor. Mas você, acostumado a viver na escuridão, não soube suportar a minha luz.
A Grécia me deu a sabedoria, a Itália a honra, o Japão a disciplina e os Estados Unidos a inteligência. E o Brasil? Ah o Brasil me deu a vergonha.
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