É hoje
... perdoar
é resgatar uma energia
no passado bruscamente
usurpada - algo que, hoje, mais
sensatos; menos ressentidos,
recuperamos!
A NECESSIDADE DE ALLAN KARDEC E DE JOSÉ HERCULANO PIRES HOJE.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Capítulo I
— O esquecimento do método e o surgimento dos corpos estranhos.
A diferença entre Doutrina Espírita e movimento espírita.
Como práticas alheias foram sendo incorporadas.
O abandono do estudo sistemático.
O fenômeno da "igrejificação".
A substituição da investigação pela crença.
Capítulo II
— Allan Kardec: o método acima da personalidade:
O Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos.
O papel da razão.
Ciência, filosofia e consequências morais.
A rejeição do dogmatismo.
Capítulo III
— José Herculano Pires: o defensor da fidelidade kardequiana.
Sua crítica ao misticismo.
A denúncia da burocratização.
O combate ao personalismo.
O conceito de "Espiritismo de base, exemplo de Allan Kardec, porque o que temos visto hoje é um Espiritismo do achismo". Sendo assim surgem os desvios como:
Capítulo IV
— Os corpos estranhos introduzidos no movimento espírita.
Ritualismos.
Sincretismos.
Culto à personalidade.
Fascinação mediúnica.
Mensagens sem controle.
Superstições.
Práticas sem fundamento na Codificação.
Capítulo V
— A mercantilização da palavra.
A questão da cobrança por palestras.
O princípio da gratuidade em Kardec.
Distinção entre remuneração profissional por despesas e comercialização da atividade doutrinária.
Referências em O Livro dos Médiuns e Obras Póstumas.
Capítulo VI
— Quando o centro deixa de ser escola.
O abandono do estudo.
O excesso de eventos.
A superficialidade.
O enfraquecimento da pesquisa.
Capítulo VII
— A fascinação coletiva
A idolatria de médiuns.
A infalibilidade de dirigentes.
Redes sociais.
Influenciadores espíritas.
A crítica kardequiana.
Capítulo VIII
— Como Kardec resolveria os problemas atuais
Aplicação do método.
Crivo da razão.
Universalidade.
Pesquisa permanente.
Atualização sem deformação.
Capítulo IX
— O legado de Herculano para o século XXI.
Filosofia espírita.
Liberdade de pensamento.
Responsabilidade intelectual.
O combate ao fanatismo.
Capítulo X
— Conclusão.
Um chamado ao retorno da Codificação.
Fontes completas.
Todo estudo deve ser fundamentado em:
O Livro dos Espíritos.
O Livro dos Médiuns.
O Evangelho segundo o Espiritismo.
A Gênese.
Obras Póstumas.
Revista Espírita (1858–1869).
Obras de José Herculano Pires.
como O Espírito e o Tempo, Introdução à Filosofia Espírita, O Martírio dos Doutrinadores e Curso Dinâmico de Espiritismo.
A análise distinguirá cuidadosamente a Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec das práticas adotadas por diferentes instituições e grupos ao longo do tempo, evitando generalizações e fundamentando as críticas nos princípios metodológicos da própria Codificação.
#AllanKardec
#JoséHerculanoPires
#Espiritismo
#CodificaçãoEspírita
#FidelidadeDoutrinária
#MétodoKardequiano
#ControleUniversalDosEnsinosDosEspíritos
#CUEE
#RevistaEspírita
#OLivroDosEspíritos
#OLivroDosMédiuns
#OEvangelhoSegundoOEspiritismo
#AGênese
#ObrasPóstumas
#CiênciaFilosofiaEReligião
#RazãoEFé
#EstudoEspírita
#PesquisaEspírita
#FilosofiaEspírita
#HermenêuticaEspírita
#PensamentoCrítico
#LivreExame
#LealdadeAoCodificador
#PurezaDoutrinária
#MovimentoEspírita
#Igrejificação
#FascinaçãoMediúnica
#EstudoSério
#EducaçãoEspírita
#ConhecimentoLiberta
KARDEC HOJE.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A consciência, o apego e a realidade espiritual para além da morte
Há textos que envelhecem.
E há textos que, quanto mais o tempo passa, mais parecem adquirir uma estranha atualidade.
É o caso de Allan Kardec.
Ler hoje a Revista Espírita não deveria significar apenas retornar ao século XIX para contemplar uma curiosidade histórica. Significa reencontrar um método de investigação que procurava aproximar a questão espiritual da observação, da comparação, do raciocínio e da experiência.
Em abril de 1859, ao publicar “Quadro da Vida Espírita”, Kardec enfrentou uma das questões mais antigas da humanidade: o que nos espera depois da morte?
Sua resposta não pretendia repousar exclusivamente em especulações filosóficas.
Ele sustentava que as comunicações espíritas permitiam observar relatos de Espíritos desencarnados e, por meio deles, estudar suas condições, seus sofrimentos, suas percepções e as consequências de sua existência terrena. A preocupação de Kardec era justamente retirar o futuro espiritual do território da mera fantasia e submetê-lo à observação possível dentro dos recursos do Espiritismo de sua época.
É aqui que começa uma reflexão particularmente importante para os dias atuais.
O chamado “Umbral” e a necessidade de precisão
É comum, no vocabulário espírita contemporâneo, utilizar-se a palavra Umbral para designar uma condição ou região espiritual associada a Espíritos ainda profundamente vinculados às paixões, aos conflitos e às impressões da vida material.
Entretanto, se desejamos falar especificamente em nome de Kardec, precisamos estabelecer uma distinção.
Kardec não apresenta, em O Livro dos Espíritos nem na Revista Espírita, uma doutrina sistematizada de um lugar chamado “Umbral” nos moldes em que a expressão posteriormente passou a ser utilizada.
O que encontramos em Kardec é algo talvez ainda mais profundo: o estado espiritual guarda relação com o estado moral do próprio Espírito.
Em outras palavras, não é necessário imaginar imediatamente uma geografia espiritual para compreender a lógica kardeciana.
O primeiro território que o Espírito encontra depois da morte é, em larga medida, ele próprio.
Seus pensamentos, seus hábitos, seus desejos, seus apegos, suas paixões, seus remorsos e sua consciência não são apagados pela desencarnação.
É nesse sentido que a ideia de um “Umbral interior” pode ser utilizada como interpretação filosófica, desde que não seja apresentada como se fosse uma expressão ou uma geografia estabelecida por Kardec.
Essa distinção é essencial.
A consciência como território moral
Quando O Livro dos Espíritos pergunta onde está escrita a lei de Deus, a resposta é direta:
“Na consciência.”
Trata-se da questão 621.
Esse princípio oferece uma chave extraordinariamente fecunda para compreender a vida espiritual.
A consciência não é apenas um tribunal externo que julga o Espírito depois da morte. Ela participa da própria experiência do Espírito.
A morte não transforma moralmente ninguém por decreto.
O desencarne não converte automaticamente o egoísta em altruísta, o odioso em amoroso, o orgulhoso em humilde ou o apegado à matéria em Espírito desprendido.
O indivíduo continua sendo, em essência, aquele que construiu interiormente.
É por isso que a perspectiva kardeciana possui uma consequência psicológica profunda:
não é a morte que produz aquilo que somos; ela retira progressivamente as condições materiais que escondiam aquilo que já éramos.
A morte, nesse sentido, não é uma cirurgia moral.
É uma revelação.
“O Reino de Deus está dentro de vós”
Aqui podemos estabelecer uma aproximação com o ensinamento de Jesus, mas com a necessária cautela textual.
Em Lucas 17:20-21, Jesus responde aos que perguntavam quando viria o Reino de Deus. A Almeida Revista e Corrigida registra: “O Reino de Deus não vem com aparência exterior” e, em seguida, “está entre vós”; outras traduções vertem a passagem como “está dentro de vocês”.
A ideia central é poderosa: o Reino de Deus não deve ser reduzido a uma localização física.
É uma realidade relacionada à condição espiritual.
E isso estabelece uma interessante correspondência filosófica com a questão espírita.
Se o Reino não depende exclusivamente de uma geografia exterior, também o sofrimento espiritual não precisa ser compreendido exclusivamente como uma geografia exterior.
O Espírito leva consigo sua condição moral.
É justamente por isso que a pergunta se torna inevitável:
se o Espírito desencarnado continua sendo ele mesmo, onde poderá realizar sua transformação?
A resposta, dentro da lógica kardeciana, é: na própria dinâmica de seu progresso.
O sofrimento não é uma sentença arbitrária
Em O Livro dos Espíritos, questões 1003 a 1009, Kardec desenvolve uma das teses fundamentais da doutrina espírita sobre as penas futuras.
A duração do sofrimento não é apresentada como capricho divino.
Na questão 1004, encontra-se a ideia de que o sofrimento guarda relação com o tempo necessário à melhoria do Espírito. À medida que ele progride e depura seus sentimentos, seus sofrimentos diminuem e mudam de natureza.
A questão 1007 afirma ainda que existem Espíritos de arrependimento tardio, mas rejeita a ideia de uma criatura eternamente impossibilitada de melhorar.
E a questão 1009 conduz o raciocínio até sua consequência moral: a condenação perpétua seria incompatível com a concepção de Deus como infinitamente justo e bom.
Aqui encontramos algo essencial:
a pena, na concepção espírita kardeciana, não possui como finalidade a vingança.
Ela possui finalidade educativa.
O sofrimento não constitui o objetivo último.
O objetivo é a transformação.
Isso modifica inteiramente a compreensão do além-túmulo.
Não estamos diante de um Deus que simplesmente castiga.
Estamos diante de uma lei moral segundo a qual o Espírito experimenta as consequências de seus próprios atos e, através delas, encontra estímulo para modificar-se.
A “eternidade” e a lógica do progresso
Kardec questiona a ideia de uma eternidade das penas compreendida como condenação individual absoluta e interminável.
O argumento é profundamente racional.
Se Deus é soberanamente justo e bom, seria contraditório admitir uma punição infinita por faltas cometidas durante uma existência limitada.
Por isso, O Livro dos Espíritos vincula a duração dos sofrimentos ao processo de transformação do próprio Espírito.
Não significa ausência de responsabilidade.
Muito pelo contrário.
A responsabilidade torna-se ainda mais profunda porque ninguém pode transferir indefinidamente para terceiros aquilo que pertence à própria consciência.
O Espírito não é salvo por uma simples mudança de endereço espiritual.
Ele precisa mudar a si mesmo.
Sensações dos Espíritos: quando Kardec transforma especulação em investigação
É na Revista Espírita de dezembro de 1858, em “Sensações dos Espíritos”, que encontramos uma das passagens mais expressivas para compreender esse processo.
Kardec declara que não se contentou simplesmente com respostas fornecidas pelos Espíritos. Procurou considerar a sensação como um fato mediante numerosas observações.
Essa afirmação é metodologicamente importantíssima.
Ele não queria apenas uma teoria.
Queria observar.
Comparar.
Interrogar.
Confrontar respostas.
Extrair consequências.
E é justamente nesse contexto que aparece o famoso caso do Espírito do avarento que, depois da morte, dizia sofrer com o frio e pedia para aproximar-se de uma lareira.
O episódio permitiu a Kardec desenvolver uma reflexão sobre a diferença entre a dor física propriamente dita e a experiência espiritual relacionada às impressões, lembranças e condições do Espírito.
A discussão desemboca na teoria do perispírito, apresentado como elemento intermediário entre o Espírito e a matéria e como agente das sensações exteriores.
O corpo morre; a experiência interior não desaparece simplesmente
Essa perspectiva ajuda a compreender por que o apego à matéria ocupa lugar tão importante no pensamento kardeciano.
O indivíduo que viveu exclusivamente para os sentidos não necessariamente abandona seus desejos quando abandona o corpo.
O corpo pode desaparecer.
O desejo permanece.
A mão deixa de possuir.
Mas a vontade de possuir pode continuar.
O objeto deixa de existir como posse física.
Mas o apego psicológico pode permanecer.
A experiência exterior termina; a estrutura interior pode continuar.
É precisamente aqui que o ensinamento de Kardec adquire uma extraordinária dimensão psicológica.
O que nos prende não é apenas aquilo que possuímos; é aquilo que não conseguimos deixar de desejar.
O perispírito e a gradação das percepções
Segundo a exposição de Kardec, quanto mais materializado se encontra o Espírito, maior é a influência das condições relacionadas à matéria; quanto mais depurado, mais se tornam amplas e lúcidas suas percepções.
Não se trata, portanto, de imaginar simplesmente uma escala geográfica.
Existe uma gradação espiritual.
E essa gradação possui dimensão moral.
O Espírito não é colocado arbitrariamente em determinado estado.
Ele participa da construção de sua própria condição.
Essa ideia aparece novamente nas questões 367 e 368 de O Livro dos Espíritos.
Kardec explica que, unido ao corpo, o Espírito conserva sua natureza espiritual, mas o exercício de suas faculdades depende dos órgãos que lhe servem de instrumento; a grosseria da matéria enfraquece sua manifestação. A própria comparação feita por Kardec é eloquente: a matéria grosseira seria como um charco lodoso que restringe os movimentos de um corpo nele mergulhado.
Temos, assim, duas situações complementares:
encarnado: o Espírito manifesta-se através das limitações orgânicas;
desencarnado: encontra-se diante das consequências de sua própria condição espiritual.
A grande questão: sofrimento ou transformação?
É aqui que precisamos abandonar uma leitura meramente punitiva da doutrina.
O sofrimento espiritual, na perspectiva apresentada por Kardec, não é simplesmente uma condenação.
É uma consequência.
E a consequência pode tornar-se instrumento de transformação.
O Espírito sofre porque ainda carrega em si aquilo que produz sofrimento.
A libertação não acontece porque alguém simplesmente o retira de determinado lugar.
Ela acontece à medida que ele se modifica.
Por isso, a doutrina das penas futuras está inseparavelmente ligada à doutrina do progresso.
O sofrimento pode ser longo.
Pode ser profundo.
Pode ser assustador.
Mas não precisa ser definitivo.
Kardec registra que os sofrimentos têm termo e que mesmo aos Espíritos mais inferiores é oferecida a possibilidade de elevação e purificação. A duração pode ser muito longa, mas existe possibilidade de abreviá-la pelo esforço de transformação.
Kardec hoje: o Espiritismo não terminou em Kardec
Talvez esteja aqui uma das maiores atualidades de Kardec.
O próprio codificador não apresentou o Espiritismo como uma doutrina que deveria fechar definitivamente a porta da investigação.
Pelo contrário.
Em “O que ensina o Espiritismo”, publicado na Revista Espírita de agosto de 1865, Kardec advertia contra a pretensão de querer considerar concluída a tarefa do Espiritismo. Ele lembrava que ainda havia muito a compreender, estudar, aplicar e desenvolver.
Essa posição é fundamental.
Kardec não deve ser transformado em ponto final da investigação; deve permanecer como referência metodológica.
A fidelidade ao pensamento kardeciano não consiste em transformar cada hipótese histórica em dogma.
Consiste em preservar o princípio de examinar, comparar, raciocinar e distinguir aquilo que está efetivamente estabelecido daquilo que pertence à interpretação posterior.
Esse é, talvez, o verdadeiro sentido de “Kardec hoje”.
Não basta conhecer o além; é necessário preparar o próprio ser
A grande pergunta deixa então de ser:
“Em que lugar ficarei depois da morte?”
E passa a ser:
“Que espécie de Espírito estou formando enquanto vivo?”
Essa mudança é decisiva.
Porque, se a vida espiritual é consequência do estado moral do Espírito, preparar-se para a morte significa, sobretudo, educar a própria consciência durante a vida.
Combater o orgulho.
Reduzir o egoísmo.
Dominar as paixões.
Desenvolver a caridade.
Modificar hábitos.
Perdoar.
Desapegar-se.
Aprender a amar sem possuir.
Fazer o bem sem esperar recompensa.
E, principalmente, compreender que a reforma moral não é um adorno religioso.
É uma necessidade espiritual.
O verdadeiro “Umbral” talvez seja aquilo de que ainda não conseguimos nos libertar
Nesse sentido, podemos utilizar a expressão “Umbral” como uma poderosa imagem filosófica, desde que não a confundamos com uma localização doutrinariamente estabelecida por Kardec.
O verdadeiro abismo pode estar na consciência.
O verdadeiro cárcere pode ser o apego.
A verdadeira escuridão pode ser a incapacidade de perceber a própria condição.
E talvez a passagem mais importante não seja aquela que ocorre entre a vida e a morte.
Seja aquela que acontece dentro do próprio Espírito, quando ele começa a abandonar aquilo que o mantinha prisioneiro de si mesmo.
É nesse ponto que Kardec encontra Jesus.
Não necessariamente porque ambos empreguem os mesmos conceitos ou a mesma linguagem, mas porque existe uma convergência moral extraordinária: a transformação do homem começa em sua interioridade.
O Reino de Deus não é apenas uma paisagem futura.
A renovação espiritual também não.
Ambas começam no íntimo.
A grande lição permanece
Kardec escreveu no século XIX.
Nós lemos no século XXI.
Mas a questão permanece intacta.
O homem continua perguntando o que existe depois da morte.
Continua temendo o desconhecido.
Continua procurando uma geografia para o destino.
Continua desejando saber onde estarão os bons e onde estarão os maus.
Entretanto, a resposta kardeciana desloca o eixo da pergunta.
Antes de perguntar “onde estarei?”, deveríamos perguntar:
“quem serei?”
Porque a morte não parece resolver magicamente os conflitos que cultivamos.
Ela apenas muda as condições em que esses conflitos serão experimentados.
A vida terrestre, portanto, não é uma sala de espera.
É uma oficina.
Cada pensamento é uma ferramenta.
Cada escolha é uma inscrição na consciência.
Cada sentimento cultivado participa da construção do ser que atravessará a morte.
E talvez seja justamente por isso que a frase de Kardec conserva tamanha atualidade:
o futuro espiritual não deve ser apenas imaginado; deve ser estudado.
Mas estudá-lo exige mais do que curiosidade.
Exige razão.
Exige observação.
Exige prudência.
Exige discernimento.
E, sobretudo, exige transformação moral.
Porque, no fim, a questão não é simplesmente descobrir o que existe do outro lado da morte.
É começar, enquanto ainda estamos deste lado, a construir aquele que encontraremos quando atravessarmos a fronteira.
Ponderemos. Observemos. Meditemos. E, sobretudo, reformemo-nos.
FONTES E REFERÊNCIAS:
ALLAN KARDEC. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos, abril de 1859 — “Quadro da Vida Espírita”. A publicação apresenta o estudo kardeciano sobre a vida após a morte e as condições dos Espíritos desencarnados.
ALLAN KARDEC. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos, dezembro de 1858 — “Sensações dos Espíritos”. Estudo baseado em observações e comunicações acerca das sensações, do desprendimento e do papel atribuído ao perispírito.
ALLAN KARDEC. O Livro dos Espíritos, Parte Segunda, Cap. VII, questões 367–368 — influência do organismo sobre a manifestação das faculdades do Espírito.
ALLAN KARDEC. O Livro dos Espíritos, Parte Quarta, Cap. II, questões 1003–1009 — duração das penas futuras, arrependimento, progresso e rejeição da ideia de penas eternas em sentido absoluto.
ALLAN KARDEC. Revista Espírita, agosto de 1865 — “O que ensina o Espiritismo”. Texto fundamental para compreender a posição de Kardec acerca do progresso do conhecimento espírita, da necessidade de estudo e da impossibilidade de considerar encerrada a investigação.
BÍBLIA SAGRADA. Lucas 17:20–21 — ensinamento de Jesus sobre o Reino de Deus e a ausência de uma manifestação meramente exterior. A passagem apresenta diferenças legítimas de tradução entre “dentro de vós” e “entre vós”.
Nota de fidelidade doutrinária: a expressão “Umbral”, no sentido de uma região espiritual específica popularizado posteriormente na literatura espírita, não deve ser atribuída diretamente a Allan Kardec como se fosse uma formulação de O Livro dos Espíritos ou da Revista Espírita. Em Kardec, encontramos os conceitos de sofrimento espiritual, perturbação, apego à matéria, perispírito, consequências dos atos e progresso moral, que podem servir de base para uma reflexão sobre aquilo que hoje se denomina “Umbral”.
Esse formato deixa o artigo mais rigoroso: não rejeita o conceito contemporâneo de Umbral, mas também não o atribui indevidamente a Kardec. Isso é particularmente importante para o seu propósito de “Kardec hoje”, porque transforma o texto numa investigação sobre a continuidade entre a fonte kardeciana e as interpretações espíritas posteriores.
"VEM HOJE TRABALHAR NA SEARA DO SENHOR."
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
(Mateus 21:28)
O Chamado Silenciado:
“Vem Hoje Trabalhar na Seara do Senhor”
Há uma frase simples e direta nos Evangelhos, esquecida por muitos, mas carregada de um poder moral que atravessa séculos:
“Filho, vai hoje trabalhar na minha vinha.” (Mateus 21:28)
É uma convocação — não para amanhã, não quando for mais conveniente, não quando o mundo estiver mais calmo — mas hoje.
Hoje, apesar das dores. Hoje, apesar das dúvidas. Hoje, apesar da nossa pretensa indignidade.
Contudo, o que fazemos nós, espíritas, quando ouvimos essa voz ecoando do Cristo? Muitas vezes, respondemos como o primeiro filho da parábola:
“Não quero.”
Ou pior: disfarçamos o “não” com justificativas longas e rebuscadas:
“Preciso me preparar melhor.”
“Não tenho tempo agora.”
“Estou passando por dificuldades.”
“Quando eu estiver mais forte, então irei.”
Essa postura é o que Emmanuel chamaria de desculpismo moral, aquela tentativa de encobrir a fuga do dever com capas de racionalização e espiritualidade passiva.
O Chamado Interior e o Labirinto das Desculpas.
A maioria de nós — sejamos sinceros — não diz 'não' com os lábios, mas diz com os atos. Somos especialistas em adiar: empurramos a caridade para depois, o estudo para mais tarde, o perdão para quando a dor passar, o esforço no bem para quando a vida estiver mais fácil.
Kardec nos alerta, em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo 20, item 4, que os trabalhadores do Senhor não são apenas os médiuns ou os que estão nas tribunas *( Saibamos entender ),
mas todo aquele que, tocado pela verdade, a pratica com coragem e perseverança.
E em O Livro dos Espíritos, questão 642, lemos:
“Para agradar a Deus e assegurar sua posição futura, bastará que o homem não pratique o mal?”
E os Espíritos respondem com clareza:
“Não; é necessário que faça o bem no limite de suas forças...”
Ou seja: a omissão também é queda moral.
A "Tragédia" do Pós-Porvir.
O Espiritismo, com sua beleza lógica e sua moral ativa, nos mostra que toda reencarnação é uma convocação. E quem posterga hoje, poderá clamar amanhã, mas sem mais tempo para atender.
Em O Céu e o Inferno, na segunda parte, os depoimentos de espíritos arrependidos nos cortam a alma. Muitos tinham conhecimento do bem e adiaram o serviço. Depois da morte,suplicam:
“Por que não fui quando Ele me chamou?”
A procrastinação do bem é o lamento dos espíritos lúcidos que não ouviram a voz do Mestre enquanto tinham tempo.
Essa é a grande tragédia do “depois”:
o trabalho de agora que nunca foi feito.
A Profundidade Psicológica da Chamada.
Do ponto de vista psicológico, a recusa ao chamado se enraíza no ego:
— medo de falhar,
— desejo de conforto,
— culto à autoimagem de perfeição antes de agir.
Segundo Joanna de Ângelis (O Ser Consciente, cap. 11), o Espírito em processo de despertar sofre com os conflitos do “dever” versus “desejo”. O ego tenta preservar-se, mas o Eu profundo anseia servir.
Jesus, com sua sabedoria transcendente, nos chama pelo coração, não pela conveniência.
E é por isso que a frase é tão direta:
“Vem HOJE.”
Ele sabe que o amanhã é apenas um nome dado à nossa fuga.
Nesta seara vasta de dores humanas, de lutas invisíveis e esperanças exaustas, o chamado do Cristo ainda ressoa:
“Filho, vai hoje trabalhar na minha vinha.” (Mateus 21:28)
Não importa se teus braços estão cansados, se tua alma está em frangalhos, se teu saber ainda engatinha.
Vai mesmo assim.
A seara não exige perfeição, exige coração disposto.
Não exige brilho, exige boa vontade.
A maior honra de um espírito desperto é saber que Jesus não chamou os mais fortes, mas os que tivessem coragem de tentar.
O trabalho no bem é o remédio das dores que carregamos. E quem se dispõe hoje, já está curando o ontem, e semeando luz para o amanhã.
"Espírita! A tua responsabilidade é do tamanho da luz que recebeste."
"A vida presente é apenas um fragmento da longa travessia da consciência. O que hoje se chama destino é, na verdade, a repercussão silenciosa de escolhas feitas em existências que o esquecimento velou."
" VAMOS SORRIR GENTE, PORQUE,
Hoje a arrogância do meu dia me mandou dizer para a apatia do teu dia que hoje, é o nosso dia mais importante para as coisas boas para nós. "
" Todos os dias ao amanhecer o sol me dava um pássaro cantante na minha janela, hoje o sol não veio, mas lá esta já preocupante um pássaro. "
SOBRE: JOANA D'ÁGUA ARC - DE HEREGE À SANTA.
#HojeNaHistória Em um dia como hoje, em 1920, a Igreja Católica canonizava Joana d'Arc, transformando-a oficialmente em santa e padroeira da França. A cerimônia, conduzida pelo Papa Bento XV, aconteceu quase 500 anos após sua morte trágica na fogueira, em 1431, acusada de heresia e bruxaria. A jovem camponesa, que dizia ouvir vozes divinas, liderou tropas francesas durante a Guerra dos Cem Anos contra a Inglaterra, tornando-se um símbolo de coragem, fé e resistência nacional.
Joana nasceu em 1412, no vilarejo de Domrémy, e começou a se destacar aos 17 anos, quando convenceu o delfim Carlos VII a deixá-la comandar o exército francês. Sua liderança foi decisiva na vitória da França em diversas batalhas, incluindo o cerco de Orléans. Mesmo capturada, julgada injustamente e executada aos 19 anos, seu legado resistiu aos séculos. Em 1456, a Igreja reverteu sua condenação e, séculos depois, reconheceu sua santidade. Hoje, Joana d'Arc é símbolo de fé inabalável e heroísmo.
#JoanaDArc #HistóriaDaFrança #santoscatólicos
Cuide-se. A partir de agora, eu preciso cuidar de mim. Hoje, encerro este ciclo na minha vida que já não me fazia bem. Já doeu muito te perder, mas entendi que dói muito mais me perder tentando segurar um grande amor que já não me quer mais. Preciso seguir em frente.
Sei que tive oportunidades de sair antes e acabei insistindo no que não funcionava, mas não vou mais me culpar por ter tido esperança. Agora, o desafio é reconstruir o que restou. Às vezes tento ser feliz, mas ainda me vejo preso nesse vazio profundo. Só que, desta vez, não vou me trancar nele para sempre. Estou saindo para me encontrar.
Podemos afirmar, com segurança, que caso Machado [de Assis] voltasse hoje, ele reconheceria o país em que viveu, ainda que vivamos na era digital e da IA. No Brasil, a história não se move.
(Luiz Felipe Pondé)
Hoje me encontrei pensando na minha versão criança: como aquela menina estaria orgulhosa da mulher que me tornei e dos méritos conquistados. Pois um ser pequeno acreditou em si mesmo, buscou os horizontes da vida e buscou o conhecimento, tendo a dedicação como base e sem esquecer as suas raízes.
Saber que a flecha 🏹 e o arco precisam de foco, disciplina e impulso me fez forte. Caí várias vezes, tirei as pedras do caminho e as carreguei comigo; a cada dia acordo mais sorridente, pois as pedras já estão tomando forma
Nada acontece do dia para a noite. Compreendi que o tempo exige paciência, e hoje o dia amanheceu com rosto de conquista e vitória. Sinto apenas fé, coragem e determinação. Obrigada, meu Deus.
A regra é pegar o que você tem hoje nas mãos e fazer acontecer; o melhor momento sempre será o agora. Sigo evoluindo a cada dia para melhor. Como eu me amo e como amo ser a minha melhor versão!
— Amanda Tamiris da Maia
Poeta de Literatura
Se eu contasse para a minha versão do passado onde estou hoje, ela choraria de orgulho. O milagre que eu tanto pedia agora é a história que eu vivo
Vibe de hoje
O que os outros pensam não muda quem você é. Por isso siga sendo tudo que assusta alguns, e motiva outros.
✨️🌻🙏
Palavra para hoje
PROCESSO
NÃO QUESTIONE O PROCESSO NÃO RECLAME DAS FASES NÃO FUJA DO PROBLEMAS! AQUILO QUE VOCÊ NÃO ENTENDE HOJE, FARÁ SENTIDO AMANHÃ. AS VEZES DEUS NÃO QUER QUE VOCÊ ENTENDA, ELE QUER QUE VOCÊ... CONFIE. AMÉM
🙏✨️
Hoje eu percebi que eu parei de cair. Não que eu esteja de pé, firme e forte, mas eu parei de despencar.
- Relacionados
- Mensagens espíritas do dia de hoje: palavras que elevam e fortalecem a fé
- Viva o hoje: frases para valorizar cada segundo da vida
- Hoje a saudade apertou
- Hoje estou triste, mas vai passar: frases de conforto
- Oração da Manhã para hoje e todos os dias serem abençoados
- Hoje
- Hoje Acordei Pensando em Você
