Dúvidas
Meio sem graça
Quando a beleza sair de mim
O que vai ser?
Conteúdo eu não vou ter?
Sinto-me tão angustiada em pensar que esse conteúdo não vale de nada.
Estar presa a algo passageiro,
torna tudo um tremendo vazio sem jeito.
Nessa sociedade em que o bonito e magro tem destaque.
Mas que tolice pensar que seu estereótipo vale mais que seu caráter…
Pois é,
um mundo em que padrões são formados, tendo um preconceito enraizado.
Ah se todos soubessem que o colorido que torna tudo mais bonito, que a diferença é a chave para uma boa convivência.
Imagine aí, se todos fôssemos iguais, que graça teria?
O mundo não ia ter essa energia tão cheia de cores e estilos.
Seria só algo assim, meio sem graça.
Foram nos momentos que questionei minhas escolhas do passado que tropecei no agora e perdi o trem do futuro.
“A diferença entre o bem e o mal são as consequências em praticá-los, mas existe uma linha tênue entre eles, você é quem escolhe quais as consequências que quer ter, mas, lembre-se: você não terá nenhum controle sobre elas.”
Você estava certo, diz Tupi.
Então, Tupã pergunta: "Estava certo, em quais dos meus erros?"
(Rodrigo Gael)
Tempo ao Tempo.
Talvez.
Entre o sim e o não reside o talvez, tendo como cúmplices a dúvida e a postergação.
A decisão consciente resolve a questão.
Parece simples...talvez...
Nós achamos que somos livres, mas não somos. O que somos é escravo enjaulados nas nossas certezas em busca de uma liberdade que justifique as nossas escolhas erradas.
A vida é muito curta pra ficar pensando no "mais ou menos, quem sabe, talvez".
Helda Almeida
22/04/2024
Será que amo porque espero ser amado,
Ou será que amo, mesmo sem ser esperado?
Será que odeio porque espero ser odiado,
Ou será que o ódio é só um reflexo apressado?
Será que estudo porque busco ser estudado,
Ou será que estudo, apenas para ser encontrado?
Será que sonho porque busco um sonhador,
Ou será que o sonho é a alma em seu clamor?
Entre esperas e buscas, o coração se perde,
Na dúvida que cresce e que nunca cede.
O que somos, afinal, senão ecos vazios,
Que procuramos nos outros, e não em nossos fios?
Um dos grandes dilemas que o ser humano pode vivenciar é encontrar-se entre lutar por um determinado objetivo ou cultivar o amor-próprio, aceitando o risco de que seus sentimentos autênticos sejam interpretados como um mero desejo trivial, ao compreender que o mais sensato é não persistir diante de uma negativa enfática.
Eu vejo como se todas as pessoas tivessem algum valor, vejo esperança.
Mas não consigo as alcançar, porque sou fraca demais.
Vejo que minhas palavras são desvalorizadas e a minha imagem embaçada, como se não pudessem me ver pelo que sou.
O mundo se esvai enquanto tenho a esperança de um dia conseguir chegar ao peito de cada um que me cerca, mas, sou imatura demais para compreender a vastidão que é o sentimento e as esperanças de cada um.
Talvez, eu me veja perdida dentro dos meus próprios pensamentos, que não são poucos.
Tenho pensado de que algum modo, em algum momento, as pessoas possam despertar para a realidade. Mas, pensando mais profundamente, não é o dever de ninguém despertar na realidade que eu mesma criei baseado em todas as estruturas que foram impostas por mim.
Quem sou eu?
Quando eu me pergunto quem sou eu, sou o que pergunta ou o que não sabe a resposta?
Ficar acordado a madrugada em desespero sem saber o que fazer por uma simples pergunta que soa em sua cabeça.
Quem sou eu além daquele que aqui está?
Quem sou além de ser eu?
Quem sou?
Porque estou aqui?
Quem realmente sou eu?
Sei lá quem sou.
Sou uma pintura? Uma miragem?
Sou um reflexo… talvez uma sombra?
Há muitos anos me pergunto quem sou. Quanto mais me pergunto, menos sei quem sou. Assim o tempo passa e novamente me vejo fazer sempre a mesma pergunta… “quem sou eu?”
Quando uma pessoa estiver mal, não dê conselhos, dê ouvidos. Quem fala não escuta, e quem não sabe escutar, não consegue acolher.
O tempo, este amontoador de peças, segue agitado criando, reconstruindo, remendando e ensinando.
O que fazer com esse eterno mestre companheiro confuso?
Seria ele o montador dos quebra-cabeças ou o criador deles? Não sei. Sei que com o tempo, aprendo a respeitar mais e mais o tempo; sem contar com o resultado de sua fluidez e mais com a beleza do seus movimentos, com a doçura da sua trajetória e as nuances que ele nos exibe durante o tempo que ele nos permite aproveitar do tempo de estar aqui.
Na sua singularidade, ele provoca dúvidas, mas só ele pode mostrar as melhores e mais verdadeiras respostas. Só ele pode provar que não precisamos de provas pra saber que estamos vivendo. Só, e somente ele, pode acalentar e fazer entender, no tempo que melhor ele o quiser, o quanto o que mais vale é a própria caminhada.
O mal também vem disfarçado de bênção. Não confunda. Procure sempre confirmar com Aquele que tem o melhor para sua vida. As respostas vêm como um foguete e, se mesmo assim, a dúvida persistir, pergunte de novo.
Na vasta possibilidade de escolha,
luz e escuridão.
Na caminhada sinuosa,
tropeços e perdão.
Dentro de cada um,
dúvidas e desejos.
Todos sustentando nossa ingratidão.
E quando eu não consigo existir tranquilamente lembro que eu sou igual a toda essa gente. Olho no espelho, não consigo enxergar, vou catando segredos e respostas no ar.
