Duas
... o seu refúgio continuava a ser a poesia. Duas ou três pessoas dão pela sua presença, enquanto os outros, os mesmos que no futuro farão dele um vulto universal, passam, ignorando-o simplesmente. Mais uma vez o rótulo da loucura serviria para denegrir a imagem de um ser vivo, que renegando a inserção na sociedade preconceituosa e hipócrita, soube imprimir uma mudança, um modernismo conotado com a loucura.
Uma conversa de uma hora sobre literatura entre duas mentes ardentes com uma devoção comum a um poeta negligenciado é um caminho milagroso para a intimidade.
Porquê Há Curas e Milagres Em Varias Igrejas,Acredite é Porquê Duas Ou Três Pessoas Estão Ali Com o Coração Voltado Como Verdadeiros Adoradores De Cristo.
Duas espadas, uma de prata, uma de ferro, uma para monstros e outra para homens. Ambas são para monstros.
Os monoteístas afirmam que criação e Deus são duas coisas distintas. Isso levou a teologia da separação. É óbvio e lógico que tudo que emana de Deus é parte Dele e tudo que vem Dele é Ele mesmo enquanto parte de si. O monoteísmo coloca Deus como um sujeito dentro do espaço tempo, como um outro ser dentro da realidade. Prefiro a visão panteísta, que coloca Deus como o Todo, cujas partes são parte Dele, as quais nomeamos bem e mal por conveniência de nosso anseio por ordem, que não passa de criações subjetivas da mente, conferindo mais valor ao ouro que a um galho de árvore. A tal ordem humana é uma mera representação de valores dualistas e desintegrados da mente. O Deus do monoteísmo é mental, onírico e sentimental, baseado na percepção fragmentada dos homens. Vemos apenas partes, mas é o Todo que integra todas as coisas e o Deus do monoteísmo se lhe escapa as partes, que precisa juntar e eliminar, dependendo das ações humanas, todo o lixo caótico de sua tal criação. Se Deus não é autogerado. Se ele não es encontra abrangendo sua criação, é apenas produto do meio e não fonte, pois a Fonte emana as correntes de água, sendo o rio um todo. Os monoteístas criaram um Deus à sua própria imagem, que usam para reprovar ou aceitar aquilo que lhes fere ou lhes orgulha e esse tipo de Deus personificado vive a guerrear com tudo que ele mesmo criou.
Na vida duas coisas são definições para o cidadão,sua paciência e esperança quando não tem nada e sua atitude quando se tem tudo
Sempre reflito sobre as duas mulheres que levaram a Salomão uma criança, pleiteando a sua maternidade e uma delas declarou o seu instinto quando concordou da decisão do sábio Rei em cortar a criança ao meio.
A maternidade é uma doença incurável. Em alguns casos, a paternidade...
As redes sociais têm duas vantagens: expõem um pouco de nossa sabedoria e desnudam a nossa ignorância.
A diferença pode até ser zombada,e quem nasceu diferente,sobre ele existe duas escolhas:ou continua sendo diferente ou tenta mudar a sua natureza.Digo uma coisa,quem muda pelos outros em breve será novamente zombado,porque aquele a qual desrespeitou antes o fará de novo,por ser ele a má qualidade que em outros reflete.
A era das redes sociais nos apresenta duas verdades incontestáveis: a primeira, um pouco de nossa sabedoria; a segunda, expõe desmedidamente a nossa estupidez.
O pior de ter duas alternativas boas é que sabemos que cada uma dará bons resultados, mas só podemos ter uma, isso é muito chato pois não conseguimos ver como será, porque nossa imaginação não condiz com a realidade.
DUAS FACES DA POESIA
Ontem vi a poesia. E era vestida de chita fina,
enfeitada com colares. Ia por caminhos de flores,
onde se viam os amores encantados,
jovens enamorados, vestidos, alguns de linhos...
E tinha risos no rosto a poesia.
De mãos dadas por entre os pátios,
entre os parques da cidade, até nas pontes se viam!
E era a poesia tão jovem, pele de pêssego rosado,
cheirando a jasmineiro em flor...
Seu nome era amor.
Hoje pelo mesmo caminho, ia novamente a poesia,
tão linda, mas desencantada! Seu rosto triste
e com lágrimas, faltavam-lhe flores nas mãos
e também pelos caminhos.
Usava um vestido surrado, não era mais um brocado,
nem lhe compunham babados! Colares? Quebraram todos.
Até as pérolas morreram ao virem a poesia tão triste!
Faces já enrugadas... O corpo meio curvado!
E ia a poesia de hoje, que era a poesia de ontem.
Não mais na mesma euforia.
Ser jovem! Oh, quem lhe dera!
Naquele viver tão triste, acabara a primavera!
OS OLHOS DE MINHA MÃE
Eram duas pérolas cravadas em um triste rosto.
Havia algo marcado, a beleza e o desgosto.
De dentro da água salgado, saltou-se a ostra
à maresia, e suas partes separadas, banhou-se
no sêmen d’areia molhada.
E seu ventre carregou-se de encanto ou desencanto,
a cada vez que amanhecia, por tantos e tantos dias,
ouvindo a noite gemer para cobrir seu sofrer.
Aflito o grito da alma, de uma alma sem calma...
E aqueles olhos? Nunca lhes vira tão de perto!
Nem sabia dos desertos que seu mundo oferecia,
mas em seu rosto, desenhadas, duas pérolas, sim, havia!
Se clonam veículos, não iriam clonar dinheiro, que é muito mais difícil das duas, ou mais notas se encontrarem?
Duas coisas nos regem nesta vida: a incerteza e a esperança. Incerteza, pois não temos a garantia se voltaremos para casa ao final do dia; esperança, pois mesmo assim nos aprontamos e saímos de casa.
" Tenha o ocaso em uma das mãos e o sol na outra. Junte as duas e deixe que brote vida no seu coração."
Os olhos é rodovia de duas mãos,
que levam ao coração.
Nesta Rodovia são transportadas,
as verdades e as mentiras...
