Dor Exceto quem as Sente
O Bacalhau: A Alma e o Coração de Portugal
É uma afronta que se sente no peito, uma estranheza que invade as cidades de Portugal. Por todo o lado, vemos os gigantes outdoors: "Bacalhau da Noruega". Nos supermercados, a mesma realidade. Sempre se soube, desde os avós, que o bacalhau era português, entranhado na identidade, e de repente, dizem que o bom vem de terras longínquas. É como se a própria admiração pelo que vem de fora vendesse um pedaço da alma lusitana, fazendo esquecer quem se é. Sabiam que na Noruega, mal se come bacalhau? É uma ironia que fere.
Parece que, por vezes, se esquece a profunda verdade: o bacalhau é a alma de Portugal. Lá, na Noruega, pode até haver peixe, sim, mas jamais, jamais será o bacalhau que se conhece aqui. O verdadeiro bacalhau, aquele que faz vibrar o coração, só se encontra nestas terras. Aquele que chega à mesa com as batatas tenras, o alho perfumado, o azeite farto, acompanhado por um bom vinho português e, acima de tudo, rodeado por pessoas alegres, com os olhos a brilhar de contentamento.
É uma verdade inegável que este é um povo que trabalha e sofre muito, que enfrenta as agruras da vida com uma coragem imensa. Mas à mesa, com o seu bacalhau, essa dor transforma-se em sorriso, em conversa animada, em fado que embala a alma. É uma celebração da vida, da resiliência que se carrega no sangue. O bacalhau é desta terra, é desta gente. Desta gente hospitaleira que acolhe, que ri, que chora e que canta com a alma.
Então, com todo o respeito pelos mestres da comunicação, é preciso dizer, gritar mesmo, que se ouça em todo o lado: o bacalhau não é da Noruega! O bacalhau é de cá! É daqui! É desta gente! É o bacalhau de Portugal! E é assim que ecoa no coração de cada um.
Coloco minha fé inteira em Deus, não como quem entende, mas como quem sente. E às vezes, só isso me basta. É uma entrega. Porque, no fundo, ainda é Ele quem segura a minha mão quando tudo parece ruir. Quem escuta os barulhos do que cala em mim. Quem enxerga os cacos que disfarço com sorrisos. Tem dias que eu simplesmente me sinto abraçado pelas minhas próprias dúvidas, e digo: "Deus, só cuida." Como se dissesse: não precisa explicar nada, só fica perto. E Ele fica. Nos vazios, nos silêncios, na ausência de respostas. Fica em forma de força. De algum jeito, Ele fica. A fé virou o meu idioma mais sincero, e o meu ato de confiar em Deus virou a minha oração mais bonita. Eu não tenho certeza de quase nada, mas até quando o caminho fica difícil, é essa fé que me faz seguir. A confiança não me protege das dores, mas me ampara dentro delas. E de alguma forma, no meio do improvável, entendo: até no processo silencioso, Deus segue cuidando de tudo. Me protegendo das coisas que nem imagino. Tem um cuidado acontecendo. Tem uma proteção nas coisas que não aconteceram. Um livramento no que pareceu atraso. Deus vai ficando, sabe? Mesmo quando tudo dentro de mim parte. Ele fica. E isso, talvez, seja a única coisa que eu realmente precise saber.
Há quem escreva sobre o amor como quem o sente. Eu? Apenas o descrevo.
Falo de afetos sem a ânsia de senti-los, visto a pele do poeta sem me deixar possuir por seus delírios.
O que habita em mim não são promessas sussurradas nem versos floridos são atos, brutos e inteiros.
Minhas palavras? Fragmentos de sombra que dançam no vento. Não busque nelas uma verdade. Elas não confessam, apenas insinuam.
Quanto às músicas… não tente decifrá-las. Sou feita da curva do som, não do peso das letras.
A melodia me embriaga, mas as palavras ah, essas nunca contaram minha história.
E talvez nunca contem.
Seu corpo é como um canal de TV transmitindo 24 horas por dia como você se sente.
O lugar perfeito é aquele onde você estando, não sente vontade de sair, não importa se existem outros que são cobertos de elogios, pois o que te prende a ele é, justamente, o que buscamos quando ficamos mudando de lugares.
A gente sabe e sente quando é pra ficar
Quando o toque marca, não dá pra negar
E a memória roda, roda, roda em loop
Não para até continuar a história
Há dias em que você acorda e sente que carrega o peso de uma história que não escolheu. Como se cada memória difícil fosse uma pedra costurada à sua pele. Você olha para trás e se pergunta: por que isso aconteceu comigo? por que minha vida não foi como a dos outros? E nessas perguntas mora o veneno — porque quanto mais você briga com o que já foi, mais preso você fica ao que não pode mudar.
Você precisa entender uma coisa: nada no seu passado é inútil. Nem as quedas, nem as vergonhas, nem as perdas. Mesmo as dores que você jurava não suportar ensinaram algo que hoje você ainda não conseguiu enxergar.
Para ser grande, você precisa parar de brigar com a tua história e começar a honrar cada detalhe dela — até as partes que doeram mais do que você achava que aguentava. Não tem como vencer a vida querendo que ela tivesse sido outra.
A grandeza não está em apagar as cicatrizes, mas em aprender a vê-las como medalhas de quem atravessou a guerra e sobreviveu. Cada pedaço da tua história é um tijolo no chão que te trouxe até aqui. E se você continuar negando esse chão, vai passar a vida tentando andar sem nunca sair do lugar.
Olha para dentro hoje. Reconhece as sombras e as luzes do caminho que já percorreu. Aceita quem você foi, quem você é — para finalmente se permitir ser quem ainda pode se tornar. Não é sobre esquecer. É sobre transformar. Porque ninguém escreve uma nova história rasgando as páginas antigas. Você só segue em frente quando aprende a agradecer por cada uma delas.
Talvez me sente no chão, encoste as costas na parede e revire antigas lembranças, memórias dessas histórias que a gente vive no agora,
onde seu ombro, abraço e abrigo, são fuga de uma realidade onde nem eu nem você queríamos estar,
pois no fundo o que nos une, é o desejo da fuga de nós mesmos, de criarmos um universo paralelo particular.
Para a minha Maria
No começo tudo dói
A cabeça, a alma, o coração
A cabeça sente o peso do abandono
A alma sente o peso do descaso
O coração sente o peso da ausência
E o corpo parece estar em pedaços
O tempo passa e o coração ainda grita
A alma se perturba
A cabeça gira confusa
Mas a gente sente que algo ali já não é tão intenso
Algo ali já não machuca
Os dias vão, e aquela dor que era companheira de peito vira hóspede
A gente ainda sente o golpe sofrido
Mas escolhe parar de sofrer
Escolhe se reerguer
Escolhe se cuidar, escolhe aceitar e continuar
E depois de várias primaveras a gente percebe
Que aquela dor não era tão doída
Que a alma tá limpa, a aura tá linda
E que o peito tá pronto
Que foi só momento
A gente entende que o sofrer faz parte do viver
E que o se reerguer também é parte da história
Que aquela dor que um dia massacrou
Hoje está decantada no fundo da memória
A vida é luta, minha Maria
E não se esqueça, nem sequer um dia
Que você respira coragem, atrai o amor
E inspira alegria
Então, não desiste de viver
Por mim, por nós
É fato,tato,nato,raso,claro,feito,trato feito,tudo que é de direito,doí no peito,sente só sem o zinho, apenas só, o jeito e como me deito,me esquivo disso ,daquilo, o que me resta, isso tudo,o resto, resto do mundo,o escuro clareia o meu mundo,esconde quem some e acha quem some, sempre dividindo sem subtrair,sempre decidindo onde cair e com quem cair,se for cair caia em pé mesmo que quebre suas pernas, andará com suas próprias mãos.
para você, que sente e transforma palavras em vida
Escrevo.
Escrevo amor, escrevo vida,
em cada linha sentida
o momento vira guarida.
Escrevo seus sentimentos,
como quem colhe no vento
a flor do pensamento
e a planta em um novo alento.
Escrevo sobre o casal no papel,
sobre o bem que floresce, fiel,
quando o toque é natural,
e o sentir, essencial.
Escrevo natureza,
sucesso, amor e sabedoria,
como quem pinta a beleza
da alma com poesia.
Escrevo arte humana,
vida que dança e emana
do coração que se derrama
em palavras de quem ama.
Escrevo, porque viver é poema,
e cada verso acende a chama
de quem vive o sentimento
e transforma dor em alento.
Escrevo seus sentimentos.
Escrevo como se fossem meus.
Porque quem ama e escreve assim,
dá voz aos sonhos de Deus.
Palavras podem não dizer o que o coração sente, mas fazem sentir o que o coração diz. Como diz Gotthold "Quando o coração pode falar, não há necessidade de preparar o discurso." Ele fala bem mais alto, basta ter sensibilidade para ouvir.
A vida é cerca tombada, quando se sente saudade, dói uma barbaridade, ocoração em segredo as vezes marca no peito, tal roseta na virilha,não fica bem pro farroupilha ter saudade de um cavalo,que jeito se vai chorar, são coisas de índio macho,sentimento é um relaxo difícil de aquerencia.
(Da poesia Nunca mais vendo Cavalos)
Renato Jaguarão
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