Doce
Os Rios encantam
O Mar é inspirador
A água doce dos Rios acalma
A água salgada do Mar renova, e aquela areia monazítica de Guarapari é saúde.
No amanhecer, a luz se faz canção,
o canto das aves, doce despertar,
desperta em mim a ardente emoção,
você, especial, me ensina a amar.
O perfume da flor traz paz à alma,
gentileza que brota, sutil fervor,
cada riso, um remanso, uma calma,
reflete no olhar o puro amor.
Lutar por cada dia, um novo passo,
é ver no sorriso alheio a sorte,
com você, aprendi a ser mais forte.
Que a vida te traga um eterno laço,
o prazer de ver a felicidade,
como flores que dançam na brisa em liberdade.
Ontem, Hoje e Amanhã.
Ontem, no vulto de um doce olhar,
teu sorriso, um sol a iluminar,
hoje, nas sombras da saudade,
te levo comigo, em cada caminhada..
As vezes procuro
Motivos e expiração
Para escrever
Do nada vem você
Com seu jeito doce de ser
Me entregando um combo
De sentimentos
Tudo que venho escrevendo
Você está lendo
E oprimindo o sentimento
Que sente por dentro.
Tu és a inocência incompreendida, a doce magia que assombra, e mesmo assim tatua no coração do homem o teu DNA para toda a vida vivida.
O teu beijo é doce alegria envolvido de felicidade, é bálsamo, acalanto carinho aconchego, energia verdadeira curou a minha solidão, teu beijo é um milagre salvou a minha tristeza do cativeiro, o teu beijo é doce felicidade.
Sonhar teus sonhos é magia que me encanta, um feitiço doce tecido pelo amor que vive em mim por ti.
O doce mel é alegria de palavras conceituada meiga educada, foge do fel assim ninguém vá provar a ignorância antes do mel.
Envolva-me com teu sacasmo bruxa maravilhosa envolvente doce felicidade, engana-me em teus feitiços mentirisos para que ninguém vá saber que tua magia extravagante adornou mim.
Doce amada linda meiga fascinante e ao mesmo estado desconhecida de mim, tudo continua camuflado até eu entender que sou eu o verdadeiro propósito confiável.
LAR DOCE LAR
Nas ruas,
o barulho tardio.
Pessoas atônitas,
andando de um lado para o outro.
Há crianças perdidas.
Observa-se penumbras.
Pássaros voando sob telhados...
Tudo à céu aberto,
cheiros triviais,
desses sentidos no aconchego do lar.
Em flash back,
as feridas vão se abrindo,
uma a uma...
A percurso será longo,
como a acre canção que não finda.
A chegada cortante,
como o rio e seus talha-mares.
Lentamente,
tudo fica longínquo...
Ventos formam alusões,
e o infinito distorcido aparece.
A metrópole dá lugar a paisagens exuberantes.
A cidade vai encolhendo com seus arranha-céus.
O coração distante,
bate descompassado...
Os olhos molhados agradecem,
na esperança que as telas se reiterem,
e os quebra-cabeças regressem um a um como antes.
A saudade vai sendo esquecida.
E o doce lar vai abraçando seu tirano,
serenamente...
Poema do amor impossível
Quisera fosses sonho, pra sonhar-te
Literalmente doce, devorar-te
Se fosses um poema, declamar-te
Talvez fosses problema, resolver-te
Quisera fosses morte, pra morrer-te
Se feita pro consumo, consumir-te
E se eu te visse triste, divertir-te
Mas eu existo apenas pra querer-te
Quisera fosses fumo, incinerar-te
E se você sumisse, procurar-te
Quem sabe então; eu nunca te encontrasse
E Deus me desse a sorte de esquecer-te
Um sono suave
Pode ser até
Que algum sonho tenha havido
Mas aquela doce vida
Era tão boa
Que a gente nem pensava
Em perder tempo à toa, sonhando
Lá em casa
A gente até quase ria, de vez em quando
Uma voz mais grave
Invariavelmente
Nenhum de nós tinha feito nada
Nas asas do tempo
Um avião de papel ... um brinquedo
Uma luz acesa lá fora
Pode ser que fosse a Lua
Eu não sei quem foi que guardou
As chaves do lugar
Onde se põe para sempre
A lembrança sem par
Do som dos teus passos no portão
Que hora bonita tinha o dia
Silhueta distante
Um vulto no final daquela rua
Uma festa calada
Era muda a alegria, mas era
Essa vida que voa nas asas do tempo
Quando menos se espera
O suave, a voz grave, a alegria
os teus passos.
Até mesmo a própria Lua, tão brilhante
Ainda brilha
Porém hoje brilha menos
Brilha bem menos
Que no tempo bonito e distante
Ninguém sequer o desenhou
Mas tudo isso vai pra sempre estar escrito
Aqui e ali
Nos pedaços mais simples
da vida da gente
Eternamente
Nos espaços vazios do telhado
Que chovia
No traço da luz da Lua
Que fugia do Céu
E invadia o quarto na escuridão
Na ilusão das asas
de um pequeno avião de papel.
Edson Ricardo Paiva.
Quando a gente almoça algo salgado
A comida é muito boa
Mais tarde você come algo doce
e o que era bom aumenta um tom
Então você bebe água
Ela não tem gosto de nada
Mas a alma fica imensamente agradecida
Pois cada coisa no dia tem seu tempo
E cada dia na vida também tem
Não queira passar na frente de ninguém
Existe ocasião pra tudo
Pra falar e também pra ficar mudo
Há dias de viver sorrindo
e hora de sorrir chorando
Tem gente que desiste da vida
Pra não passar pela desilusão
de desistir de um sonho
Saibamos então sonhar
Porém, sem nunca desgrudar
os pés do chão.
"Vida, doce vida
Que passa tão depressa
Quanto um verso pra lua cheia
O dia vem
Bem pouca gente olhou a lua
E o luar...ninguém."
Edson Ricardo Paiva
