Do nada
Eu posso até não ser nada,
mas quero ser tudo no teu viver,
ser o colo que ampara na estrada,
aquela que cuida de você.
Que segura tua mão na dor,
te abraça no frio sem pedir,
te protege dos perigos do mundo
e faz tua alma sorrir.
Mesmo sem nada contigo,
te trato como joia rara,
um diamante que brilha sozinho,
mas que no cuidado dispara.
Porque toda mulher merece colo,
respeito, gentileza e calor,
merece cuidado sem rótulos,
merece sempre o melhor amor.
Respirar,
mesmo quando o mundo não perceber,
mesmo quando o tempo passar
e nada for mais igual,
quando ninguém mais for o mesmo...
ainda assim,
respirar.
A grande crueldade do silêncio é essa: Ele não mostra nada de quem partiu, mas deixa quem ficou com todas as perguntas e nenhuma resposta.
O mar é abrigo
O mar não pergunta nada.
Não exige explicações,
não pede promessas.
Eu chego cansada
e ele continua ali,
aberto, imenso,
sem se negar.
O mar acolhe até
quem chega quebrada,
com os pés feridos
e o peito cheio de nomes.
Não me diz para ficar,
não me diz para ir.
Ele apenas existe.
E às vezes isso basta:
um lugar que não foge,
que não se fecha,
que não me pede para ser outra.
Nada fica no pico o tempo todo.
Emoção não sustenta intensidade máxima por muito tempo. O corpo cansa, a mente cede. Isso não é fraqueza, é fisiologia.
Toque de Abrigo
Foi um gesto pequeno,
quase nada pra quem olha de fora.
Uma mão que encosta,
sem pressa,
sem pedido.
O corpo estranhou primeiro.
Como quem abre uma janela
depois de muito tempo fechada
e esqueceu como o ar entra.
Ela quase dormiu.
Eu quase lembrei
que o toque também pode ser descanso,
não só alerta,
não só defesa.
Não houve promessa,
nem história,
nem nome pra dar ao momento.
Só presença.
E nesse silêncio compartilhado,
meu corpo entendeu antes de mim:
nem todo contato fere,
nem todo afeto cobra.
Às vezes,
tocar alguém
é só isso.
Um intervalo de paz
no meio da resistência.
Eu a vi hoje.
Ela não me viu.
Eu também não senti nada.
Nenhum aperto.
Nenhuma pressa no peito.
Só reconheci.
E guardei.
Como quem salva um arquivo
que já não precisa abrir.
Não é o lugar, nem quem passou,
o tempo mente... Nada levou.
Há algo em mim que insiste em ficar:
não acaba… aprende a morar.
Um dia, quando eu voltar...
Um dia, quando eu voltar, talvez nada esteja no mesmo lugar.
As ruas terão seguido seus caminhos, as pessoas terão contado novas histórias, e o tempo terá feito aquilo que sabe fazer melhor: continuar.
Mas algumas coisas permanecem.
Permanecem os abraços que não demos. As palavras que ficaram guardadas. Os sorrisos que a distância não conseguiu apagar.
Um dia, quando eu voltar, não quero encontrar o que ficou parado me esperando. Quero encontrar o que cresceu, o que floresceu, o que teve coragem de viver.
Porque quem ama de verdade não guarda a vida numa gaveta. Cuida dela até o reencontro.
E, se esse dia chegar, que a gente se reconheça não pelo que perdeu, mas por tudo aquilo que teve força para continuar sendo.
Um dia, quando eu voltar, que o tempo não seja uma desculpa. Que seja apenas a ponte entre duas saudades que sobreviveram.
Lucci Santz ✍️
A lua em minuto,
tão breve quanto um suspiro,
mudou o curso da noite.
No céu, nada parecia diferente,
mas dentro das pessoas
havia um estado alterado de convivência.
Palavras ficaram mais pesadas,
silêncios mais longos,
olhares mais distantes.
Talvez a lua não mova apenas marés.
Talvez ela toque
as correntes invisíveis da alma.
E por um minuto apenas,
o mundo inteiro esqueceu
como era conviver consigo mesmo.
Eu me refaço em silêncio todos os dias.
Enquanto o mundo acredita que nada mudou, por dentro eu reconstruo ruínas, recolho pedaços, costuro feridas e reaprendo a existir.
Meu coração grita em um barulho sem voz.
Ninguém ouve, porque nem toda dor faz som. Algumas apenas ecoam dentro da alma, transformando quem somos antes mesmo que a gente perceba.
E, ainda assim, eu continuo.
Porque sobreviver também é uma forma de renascer. E há batalhas que são vencidas sem aplausos, apenas com a coragem de acordar e recomeçar mais uma vez.
Tudo ou nada , bem ou mal, ódio ou amor, sorte ou azar, por acaso muitas coisas ou nada acontece, pode ser um vazio do próprio acaso.
Nada nasce ou aparece sem que antes seja imaginado. Se para construirmos um simples lápis, é preciso diversos processos para tal feito. Mas pense na matéria-prima desse mesmo lápis, onde veio tantas combinações até encontrarmos o necessário para realizarmos esse objeto. Assim, as nossas vidas tão valiosas não surgem por acaso, pois além de milhares e milhares de combinações, feito com inteligência para coordenação de todo corpo, ainda exalamos do infinito, o espírito, algo que somente em nossos pensamentos, temos a sensação de que bem maior é a nossa missão nessa vida, que a cada instante se faz presente para cumprimento do certo e errado... Isso escolhemos e colhemos do fruto dessas escolhas. Porém o mais incrível se perguntar, ou talvez eu esteja delirando, mas quantas vezes já se perguntou o porquê a capacidade que temos em conversarmos conosco, pois nossos pensamentos transitam em dialogarmos com o nosso puro ser espiritual. Um milagre que somos capazes e que estamos em constantes debates com a nossa própria centelha divina.
Feio e belo aos olhos de quem vê
Tornam-se quase nada
As artes criam a beleza do feio!
Belo e feio não se mostram de forma real
Aquilo que é belo pode ser mal?
O feio pode ser assim tão bom?
Pode se criar o belo através do feio
Ou vice-versa, em diversas formas
Belo e feio numa perfeita contradição.
Do feio pode se contemplar o belo
Numa visão assim distorcida
Por que o belo é bom e o feio ruim?
Ambos não tem aparência existencial!
Nada existe acima de Deus. Nele encontramos a verdadeira paz, encontramos vida. Jesus veio para dar ao mundo o maior exemplo de sacrifício por nossas vidas e a salvação, a eternidade, onde não haverá nem choro, nem dores, pois aos justos e puros de coração, aos que revelam o evangelho de Cristo, a grande vitória é certa no Paraíso.
Um dia maravilhoso e um final de semana ligado sempre em Deus, pois Sua presença nos dá forças e paz para vencer as adversidades do mundo.
