Do nada
A morte é o fim de tudo, ou o começo de nada?
Não há resposta, só silêncio, e o vazio que nos devora.
O vazio é a essência da vida, ou a negação do ser? Não há sentido, só angústia, e o vazio que nos consome
O vazio é o destino final, ou o eterno retorno?
Não há saída, só abismo, e o vazio que nos espera.O existir é um erro?
Não há sentido na vida, por que teria esperança na morte?
Somos apenas sombras errantes em um mundo sem luz, buscando um alívio ilusório em um abismo sem fundo.
Nada nos salva da angústia; nem a fé, nem a razão, nem o amor. Somos condenados ao sofrimento e à insignificância do ser. Alguns contentam-se com verdades que não são mais que sombras, afogando-se na superficialidade de explicações tolas. No fundo, a busca por respostas vazias é uma fuga desesperada da angústia que nos consome. Eles são os cegos da luz e os surdos da paixão. Não conhecem a si mesmos, nem o mundo em que vivem. Eles não sofrem, nem gozam, eles apenas sobrevivem.
A única saída é o silêncio. O silêncio da alma e da mente. O silêncio que precede a morte, e que sucede o vazio.
Sussurros do passado me assombram.
Quando o mundo foi dormir, fico com nada além dos ecos de meus gritos silenciosos, em um anseio por um doce esquecimento.
Ninguém entende a minha dor, nem sabe o que se passa em meu interior. Sou um estranho em um mundo sem amor, e a solidão é o meu único senhor, a solidão se torna minha única amiga.
Despindo-se das amarras e das convenções.
A mente mergulhada em trevas, e o silêncio dos sonhos que se esconde entre os escombros.
Os relógios marcavam o tempo, e o som ecoava por toda a casa, enquanto eu pensava em meu destino, e em como a vida pode ser tão escassa.
Mas não, eu não temo a morte, pois a vida já me matou, e várias vezes.
Colecione memórias, meu amigo. Não bens que se desfazem com o tempo. Não há nada que valha mais a pena do que guardar momentos.
Guardados em caixinhas de madeira, cada lembrança é um tesouro a mais.
Não há nada que traga tanta alegria quanto recordar momentos de paz.
Esqueça as quedas, não há fracasso, apenas aprendizado, a cada tentativa, um novo resultado.
Não tema a incerteza, a mudança, pois é ela que traz a esperança.
Erguer-se com toda a disposição, é o que nos leva à superação.
A vida é um vazio constante
Sem sentido, sem rumo, sem chance
Nada importa, tudo é inútil
Não há esperança, apenas tormento fútil
Os sonhos são apenas ilusões
E as realizações, meras confusões
O amor é uma fraude passageira
E a felicidade, uma mentira esperançosa e vã
Não há verdade, apenas percepção
E a morte é a única libertação
Então por que lutar, por que tentar
Se tudo se resume ao mesmo, ao pesar
E assim eu me perco nesta escuridão
Sem rumo, sem fé, sem coração
Vagando nesta vida sem sentido
Em busca de algo que jamais encontrarei, um fim ao vazio.
A vida é uma viagem sem sentido,
Um caminho que nos leva ao nada.
Nossos esforços são em vão,
E tudo que fazemos é passageiro.
Não há propósito na existência,
Apenas a dor e a solidão.
Não há verdade ou justiça,
E toda a luta é inútil.
Nossos sonhos e ambições,
Desaparecem com o tempo.
Tudo o que resta é a tristeza,
E a esperança de tempos melhores.
Mas mesmo assim, nós seguimos,
Como marionetes controlados pelo destino.
Caminhando sem rumo,
Em busca de algo que nunca encontraremos.
Assim é a vida, cruel e vazia,
Um labirinto sem fim.
Mas não há escapatória,
E nós somos presos aqui para sempre. Ou será que não somos?
Falar e escrever seriam inúteis? Efêmero falar, que nada exprime. Embalo-me na angústia da comunicação. Palavras são como cascas que se desfazem, nada mais que vãos rastros da emoção. Prisioneiras do sentido, as palavras se perdem no mar da insuficiência, a trama da linguagem é sempre tecida em ilusões, aprisiona a verdade em suas limitações.
A boca que se abre, a caneta que desliza, são meros instrumentos de uma busca indecisa, entre o dizer e o calar. O silêncio, em sua vastidão indomável, transcende a palavra e o ego. Não se prende a conceitos, não se aprisiona, é a pausa significante, a verdade que sussurra além do verso e do grito.
Encontro a liberdade de ser, de simplesmente ser, no silêncio, no vácuo, na ausência do dizer. Apenas existir, além do verbo, é o meu querer.
Escrever é apenas um exorcismo das ideias que perpetuam aqui dentro. O papel, meu confessionário mudo, testemunha fria, onde vou destilando mágoas, desvendando traumas. As letras que emergem são pedaços da minha solidão, uma ponte entre o caos e o desejo de renascer, e, ao revelá-la, sinto-me mais perto do amor. Encontro-me em cada verso, escrever é libertar-me também, é o alimento da alma em turbulência.
Contudo, és tu, ó silêncio, a língua que mais compreendo, no vazio de tuas pausas, meu ser se estende. Palavras são fumaça, que se dissipam no ar, enquanto o silêncio, no âmago, faz-se morar.
Ah, inútil é falar, inútil é escrever, quando a verdade se oculta no não dizer. A eloquência dos gestos, a dança do olhar, a palavra que se cala, é o que há de mais raro habitar.
Nas sombras do silêncio, encontro meu personagem. Em cada pausa, um mundo vasto se revela, onde o ser e o nada se fundem.
No abismo das reflexões, o pensamento vagueia, sutilmente capturado pelo desespero. Entre a razão e o caos, a alma se incendeia.
Não gosto nada do que é popular. A escassez de mentes pensantes torna qualquer coisa popular. O rebanho é um forte indicador de caos social. As mentes pensantes representam o motor da evolução. O mundo precisa de seres pensantes e não de copiadoras. O que tem popularidade nunca me atraiu, seja futebol, sertanejo universitário, cerveja, carro, filmes, lugares e novela reprisada. Onde há popularidade, falta criatividade e liberdade.
Jailton Patrício
Acho que estamos ficando especialistas em contatos superficiais, sabe?
Nada de coisas muito profundas...nada que gaste muito tempo...afinal, estamos sempre com pressa, pois estamos indo, indo, indo...pra onde mesmo?
A lógica da pressa tem permeado nossas relações, em um patamar absolutamente preocupante.
Parece que estar apressado virou um item de moda...e assim como um pretinho básico, cai bem em todas as estações.
Os comerciais dizem que não temos tempo pra sentir dor, a novela mostra pessoas apressadas, ricas e sorridentes, os carros correm como se estivessem numa corrida sem fim...as crianças não sabem mais esperar, querem tudo agora e querem tudo rápido e os pais também apressados em continuar “compartilhando” a vida nas redes sociais, sedem logo aos seus pedidos, afinal...ninguém pode com essas crianças de hoje, não é?
Desculpa, mas acho que tem alguma coisa muito errada com a gente...muito mesmo.
Creio que não estamos percebendo que a lógica da pressa está levando partes das nossas essências...estamos perdendo habilidade de fazer contato olho no olho, abraçar e ser abraçado, ouvir com atenção, falar o que sentimos, calar quando for preciso.
Conversar bobagens virou assunto proibido, ficar de bobeira virou perda de tempo.
Onde você pensa que vai chegar assim?
Vale lembrar que também não há tempo pra isso de tristeza... posta uma indireta em quem te deixou assim que tá ótimo, nada de entrar em contato e tentar resolver, isso é coisa do passado.
O que percebo é que a lógica da pressa encontrou nas redes sociais um casamento perfeito, nos mantém na ilusão de que ainda somos seres sociais, que interagimos e compartilhamos a vida, e até fazemos isso...mas cada vez mais superficialmente.
E pra piorar, somos cobrados o tempo todo pela resposta rápida...afinal, por que você passou um dia offline mesmo?? Que absurdo!! Em que mundo uma pessoa vive sem olhar o whatzap? Em que mundo vive alguém que não posta a vida inteira no Instagran? Como assim você não leu a conversa toda do grupo??
É quase uma “obrigação moderna”.
E sinceramente, não creio que o erro está nas redes, nem nos relógios, mas na dose...Viramos vítimas da pressa e estamos esquecendo da nossa obrigação conosco, a de dar alma aos nossos dias, de viver o momento até ele findar, saboreando cada segundo.
Eu me sinto como Padre Fábio falou em uma de suas postagens sobre pressa...estou fazendo pirraça, finjo que vou, mas não vou...rsrs. Sinto que eu ainda gosto de dar alma ao meu corpo, mesmo quando “a vida não para”.
Dani Oliveira
Eu falo que você faz "tudo isso" e você, na verdade, não faz nada, são apenas as minhas Interpretações, meu jeito de permanecer.
Te enfeitiçei,
Te confundi,
Estremeci sua base
Mas a verdade é que
Nada disso foi suficiente para mim
Uma porta entreaberta
De onde contenta-se em me espiar
Nada além, nenhum passo a mais
Nem se tranca, nem se escancara de uma vez
O jeito mais estranho do quase
A mistura mais triste do talvez...
Esse quase do que não foi
Esse talvez do que não aconteceu
Nada além de estranhezas
Ainda mais estranho quando
O que te aproxima de mim só me afasta de você.
Sou essa mistura de rocha com folha ao vento.
Sou assim, metade partindo, metade ficando.
Nada, nem palavra alguma podem me definir, eu sou plural, inconstante e borboleta.
Eu sou isso tudo, essa coisa toda, esse sem fim, essa imensidão.
Eu sou tudo, e nada cabe dentro de mim
sou esse mar invadindo a praia e levando tudo,
Sou intensa e ndecifrável... raramente sou tímida.
Sou esse divisor de águas, o antes e o depois... perto de mim nada permanece igual, porque eu mudo tudo, e mudo junto,
mas somente quando quero, quando me permito essa mistura.
Olhar para o próximo com delicadeza é também perceber que antes de mais nada... Existe uma alegria, ou uma tristeza a ser respeitada e cabe a seu coração... A decisão da melhor escolha!!!! Se manifestar ou não?
