Do nada
Em tempos de grande sofrimento mundial, bondade e generosidades surgem do nada e as maldades, os egoísmos e as torpes vaidades, também. O melhor e o pior de cada afloram rapidamente.
A boa arte nada tem haver com o pano pintado e o arame contorcido. Mas os valores altos nada tem haver com a qualidade, são movimentos autônomos do mercado de arte, segue e acredita quem quer.
O amor finito cobra reciprocidade mas o amor infinito não cobra nada e vive forte generosamente entre o perdão.
Os deserdados, revoltados e amotinados, nunca foram nada e possivelmente nunca serão. Sendo assim, diante de uma infeliz oportunidade passam a ser, mais que fieis seguidores de um errado, um ser desprezível, desqualificado e mentiroso que tão bem os representam. Pois a de convir que em uma sociedade normal, dificilmente seria encontrado um um ser livre que possua tantos erros, tantas maldades e tantas insignificâncias.
Não há nada mais rentável no Brasil que as seitas fundadas pelos Mercadores de Fé. Cada vez mais distantes do original evangelho, promovem a multidão, a união dos desesperados que por interseção do conjunto na mesma vocação, desabrocham incontáveis milagres.
Não sou e nunca serei exemplo de nada, vivo a vida, acredito no bem, desculpo me quando errado e repondo integralmente a minha consciência. Inclino me, oro, submeto me e peço perdão, só a Deus.
O ter abundante, é reconhecer que nada é nosso eternamente. Administrar da melhor forma o que nos foi dado e entender que pela Lei da Vida, tudo vive em constante movimento tendo a oportunidade natural de no próximo momento, tudo perder.
Nada contra a relação homem com homem e nem a relação mulher com mulher, mas é muito importante respeitar suas origens. Todos nasceram frutos de uma relação tradicional de um homem com uma mulher.
Nada na vida tem uma única direção, ela age e reage seguindo seus caprichos e suas predileções em total liberdade. Humanamente, resta nos acatá-las da melhor forma possível.
Sou tão pouco de mim todos os dias, pelo cósmico segredo de não querer ser e nada com certeza, pela afirmativa dizer. Rogo a vida, minha leal e fiel confidente, não tão distante do presente, que um dia há de amanhecer, simplesmente, sob os mil raios de luzes das manhãs e tenha enfim chegado a grande síntese, de perceber que tanto fiz mas nunca serei e eu não sou nada.
A original vida em abundancia é indígena, pois nada guarda e ama toda a natureza do menor ao maior, no ciclo natural da vida. Na certeza inabalável de que quando precisar, a mãe terra lhe provem.
[...] ao entrar na sala, avistei um rosto pálido, com pouco ou quase nada de vida e brilho. Sabia que ali existia uma razão maior, um motivo qualquer, que por curiosidade me fez entrar.
Mesmo fadado ao silencio, me dediquei a sentir, e somente assistindo a brisa passar pelos ouvidos, entendi que já era hora de partir. Não dali, mas de nós. [...]
A vida sem ti seria imperfeita, quase nada.
Forma incompleta, linha reta, maçã mordida.
O mundo sabe que sem você não teria a mesma beleza, posto que faltaria peça principal de seu quebra cabeça.
- “O que que a gente faz agora?” Pergunta ela.
- “Não faço a menor ideia”. Responde ele.
Há amores que duram décadas e não dizem nada. E há amores que, em um único outono, mudam toda a paisagem da alma.
