Do nada
Depois que nascemos não podemos esperar nada bom, pois o melhor que poderia nos acontecer era justamente não ter nascido.
A sabedoria não vem com a idade, o tempo não cura nada e a vida não é uma escola...Se fosse assim, não haveria velhos imaturos, não sentiríamos nossos traumas e nem voltariamos a cometer os mesmos erros...Doces ilusões que consolam mas não são verdade.
Eu não sou o primeiro nem vou ser o último em nada do que eu faço, fiz ou farei. Saber disso me consola e ao mesmo tempo, me aborrece. Sei que há vários que pensam como eu, agem como eu, vivem como eu. Se posso me gabar de algo? Sim, de uma coisa: mesmo que os sentimentos não sejam exclusivamente meus, as palavras são minhas.
Não sintam pena de mim. Em nada! Tudo o que eu mais odiaria é precisar da compaixão alheia. No matadouro, as vacas não se apiedam uma das outras quando estão para serem abatidas.
[Verse]
Tu a mim não me deves nada
Nem gratidão nem tempo nem chance
Comigo você não está em dívida
Porque tudo que eu te dei foi de coração
[Verse 2]
Segura a dor deixa ir embora
O que foi nosso agora é só memória
Cada encontro cada história vivida
Não precisa se prender é a tua vida
[Chorus]
Então solta essa mão de mim
Segue em frente busca teu jardim
Eu vou ficar aqui a te lembrar
Mas você não me deve nada não precisa ficar
[Bridge]
Cada lágrima cada sorriso
Eu guardei mas não peço tributo
O que senti foi mesmo real
Mas tua liberdade é fundamental
[Verse 3]
Siga teu caminho seja feliz
Meu adeus é doce cheio de matiz
Te desejo o mundo te desejo o bem
Vai em paz quero ver além
[Chorus]
Então solta essa mão de mim
Segue em frente busca teu jardim
Eu vou ficar aqui a te lembrar
Mas você não me deve nada não precisa ficar
nada mudará por aqui continuará amanhecendo, as flores amarelas de novembro crescerão, o temporal de chuva não vai parar e eu não vou parar de cantar.
Tudo continuará igual.
Só que você...
Não estarás mais aqui.
