Do nada
O MUNDO DE HOJE
Enquanto nada acontece
Os fracos vão virando farelos nas mãos dos poderosos
Os fortes vão sugando até o dia do seu juízo final
Estranho Conhecido
Uma amizade não surge da nada são construídas de muitas gargalhadas, filmes com brigadeiro de panela, vários micos compartilhados, segredos, conselhos sobre novo corte de cabelo, discussões que acabam com aquela mensagem contando uma nova fofoca, são momentos que amigos de verdade sabem do estou falando. À distância e falta de contato são primeiros sinais que esta amizade está diferente ou está perto do fim. Você já não se lembra dessa pessoa quando há um acontecimento importante não pega o telefone liga para contar , nas suas conversas do dia a dia o seu nome não é mais mencionado com a mesma frequência de antes,quando você está triste não é para ele (a) que procura para chorar, você não fala de seus novos relacionamentos, seu nome não fica mais na lista de discagem rápidas, um tempo para botar as conversas em dia são mais escassos. Isso tudo é muito triste e digo que até um doloroso mais aos poucos você percebe que saudade vai existir, porém ela termina um pouco de raiva e dúvidas vão surgir, mas esses sentimentos são substituídos por uma coisa denominada indiferença, a como está fase é reconfortante você passa a não desejar o mal, pois afinal ele (a) não é seu inimigo, mas também não o seu melhor amigo é somente um pequeno fragmento de nossas histórias.
O “Amigo” agora se transforma em um estranho conhecido!
Se te amar tanto assim fosse pecado
Estaria com destino traçado
Nada me impediria de ti conquistar
Se te amar tanto assim fosse um problema
Transformaria tudo em lindo poema
Só para tuas linhas admirar
Se te amar tanto assim fosse um perigo
Procuraria loucamente um abrigo
Para a ti diariamente me entregar
Mas te amar tanto assim é realidade
Viver em constante saudade
Agora desfruto a mais plena felicidade.
Yara Alves
Rouba-me !
Surge assim do nada e rouba-me...
Rouba-me meu amor e ainda diz estar tudo bem ?
Ainda diz-se ser somente um empréstimo?
Tira de mim o meu pão...
E diz-se estar faminta?
Tira de mim minha água...
E diz-se estar sedenta?
Vem e rouba-me!
Rouba-me meu amor...
Ainda diz-se ser só por instantes?
Tira de mim meu cobertor, meu aconchego...
E diz-se estar com frio?
Um disparate, isto é abuso.
Quer simplesmente um uso.
Vai pegando, se apossando...
Sem questionar se há carimbo.
Rouba-me... Leva-me meu tesouro !
Atrevida, cangaceira...!
Vem de longe, sem eira nem beira...
Vai chutando, empurrando.
E rouba-me .
Eu não dei, não emprestei e nem vendi.
Chega-se uma pentelha...
E se apossa daquilo que construí.
Fui lá e tomei de volta.
É meu por direito !
Não empresto, não vendo e nem dou.
Aceno minhas mãos ao vento
Ele leva de volta este estrago passageiro
E lança-a onde tal merecer
Vai-te... Até nunca mais !
Cure os seus devaneios junto ao vento
E o vento rouba-te!
Selda Kalil
Escondo-me, você me encontra!
Escondo-me, você me encontra!
Tento evaporar ao nada consta
Troco minhas posições
Viro-me do avesso
De Maria,me transformo
Torno-me João
Pego meu voo
Atravesso oceanos
Tento escapar
Você muito esperto
Aparece no ar
Achega-se em mim,
com historias sem fim
De traste, vira santo.
E torna-se vitima deste conto
Tento intervir-te em vão
Reza em mim seu lado fecundo
Deixa-me intacta, sem opinião.
Escondo-me, você me encontra!
Ler-me todos os dias...
Vive correndo atrás dos fantasmas
E esquece que tua real realidade...
É esta que te abraça todos os dias.
Não fazemos nada de mais em ser bons para os outros,
fazemos sim, um favor a nós mesmos.
Quanto mais bondade eu semear
mais e mais me tornarei uma pessoa melhor.
Vazio...
Sua sombra não mais me atravessa
Arrastou-se ao nada consta
Não há mais passo em falso
E nem mesmo gravidade
Em cima do muro, não há mais mandato.
A festa acabou e o céu já clareou
Terra firme, avante oxalá.
Aleluia, imunizei-me!
Praga pestilenta, o fogo queimou.
Fumaça da peste, o mar arrastou.
Afundou-se nos quintos dos infernos
Tudo que te faz mal, certamente morre.
Tempo, senhor dos destinos.
Memória se tem ,até o último suspiro
Tempo do meu tempo
Há tempo para consertar
Quando tudo está errado
Aliviada... Mãos se acenam !
Sobrou-me um vazio, nada mais.
Mais um dia sem você!
Amanheci meio tempestuosa
Nada me agrada
Sem rumo
Sem estrada
Algo meio estranho
Há um vazio intenso em mim
Coração deserto
Espulsando-me do meu eu
Mas logo chego á conclusão
Sim...Mais um dia sem você!
Devaneio
São apenas lagrimas
Nada que não estivesse acostumado
só queria matar minhas antigas dores
Não consigo conviver com elas
Sempre se repetem
Nunca mudam
são suaves como o vento
agitadas como o mar
escuras como a noite
frias como eu
eu que nunca soube o que é estar bem
que nunca estive bem
Não gosto de me esconder
Não gosto de sofrer
mas é a única saída
nunca provei o doce gosto da vitória
o doce gosto de nós
apenas o amargo do meu ser
Apenas o meu abraço
Apenas o conforto da minha solidão
Conforto que é um devaneio
Tão louco quanto minha felicidade
Cais
Mentiras que não são contadas
Meu escudo é o passado
Não espero nada no futuro
Não quero me jogar no meu abismo sozinho
Abismo que cavei
Sonho que nunca sonhei
Você chega e me revive
Você sorrir e me alegra
Você não e centro da minha vida
É uma lanterna que está me guiando na escuridão
Tudo e Nada
Se eu tentasse
Se eu quisesse
Mas não posso
Prefiro morrer calado
Do que ser morto pela língua
Exterminar um sonho
Queimar minhas vontades
Nada vale a pena
Nada, mas você não é nada você é tudo
Um tudo que nunca terei
