Dizeres de Amor
A PRIMAZIA DA EXPERIÊNCIA SOBRE O JULGAMENTO ESTÉRIL.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
A história do pensamento humano ensina que o conhecimento verdadeiro jamais se constrói à distância da experiência. Desde os primeiros filósofos da Antiguidade até as reflexões morais da modernidade, permanece constante a constatação de que o saber que transforma nasce do contato direto com a realidade e não da contemplação passiva de seus erros alheios. A máxima segundo a qual " Quem age e erra aprende mais do que aquele que apenas observa. " revela uma verdade interior sobre a condição humana e sua jornada formativa.
O erro, quando vivido com consciência e responsabilidade, não representa fracasso moral nem falência intelectual. Ele constitui uma etapa legítima do processo de amadurecimento do espírito. A ação, ainda que imperfeita, insere o indivíduo no fluxo da experiência concreta, onde a consciência é confrontada com limites, consequências e escolhas reais. Nessa travessia, a falha deixa de ser estigma e passa a ser instrumento pedagógico. O erro vivido ensina porque toca a alma, fere o orgulho, desperta a reflexão e exige transformação.
Em contraste, aquele que apenas observa, julga ou aponta falhas a partir da segurança do distanciamento mantém-se preservado do risco, mas também da aprendizagem profunda. O observador imóvel preserva a ilusão de superioridade intelectual, porém abdica do conhecimento que nasce da vivência. Sua crítica, ainda que por vezes correta, carece de densidade existencial, pois não foi forjada no embate com a realidade. Tal postura gera estagnação, não sabedoria.
A filosofia clássica já advertia que o saber autêntico não se transmite apenas por discursos, mas pela experiência do viver. A ética não se forma no conforto das teorias isoladas, mas no exercício cotidiano da escolha, do erro e da correção. Cada tentativa frustrada contém um valor pedagógico que nenhuma observação distante pode substituir. É no tropeço que o ser humano se reconhece limitado e, exatamente por isso, capaz de crescer.
Assim, errar não diminui o indivíduo. Ao contrário, humaniza-o. Quem age aceita a possibilidade da queda e, com isso, demonstra coragem moral. Quem apenas observa, embora protegido da falha, permanece aprisionado à esterilidade do julgamento. O verdadeiro progresso espiritual e intelectual exige envolvimento, risco e responsabilidade diante das próprias ações.
Que cada consciência compreenda, portanto, que viver é ousar, aprender é errar com dignidade, e crescer é transformar cada falha em degrau silencioso rumo à própria elevação.
HINO DA LUZ SERENA.
" Luz que desce mansa sobre o coração.
Clareia o passo. Acalma a aflição.
No silêncio antigo do ser interior.
Renasce a esperança. Cessa o temor."
“Luz que ensina sem nunca ferir.
Mostra o caminho de servir e seguir.
Une as vozes num mesmo sentir.
Faz do amor a razão de existir.”
“Luz fiel que não passa e nem some.
Guarda a alma. Sustém o nome.
Mesmo na noite mais densa e cruel.
Permanece viva. Justa. E fiel. ao infeliz que a abandone. "
“ Vem luz, vem e nos conduza em paz.
Hoje e sempre. Como outrora e jamais.
Pois é quando o espírito aprende a confiar.
É a luz que permanece e ensina a caminhar.”
"É tempo de adoração a Deus Jehova. Pare de murmurar sobre sua vida, porque mesmo que você nao esteja vendo, o tempo todo Deus está pelejando por você. Busque a Deus e abra sua boca e dê glórias ao merecedor de todo louvor
Tenha uma semaninha completamente de vitórias sobre sua vida. Amém?"
—By Coelhinha
“Que não nos faltem carinhos.
Que nos sobre paciência.
Que não nos falte esperança.
Que nos sobre amigos e que cheguem os novos.
Que não nos falte vontade de sorrir.
Que nos sobre alegria.
Que não nos falte a esperança.
Que nos falte egoísmo.
Que não nos falte boas surpresas.
Que nos falte a tristeza e dor.
Que não nos falte fé e amor.
Que nos sobre o poder de Deus em cada um de nós.”
Feliz natal com Amor e Paz!!!
—By Coelhinha
"Deixei a alguns anos atrás de dar ouvidos a tudo que dizem sobre mim. Muitas vezes as pessoas semeiam discórdia com sutileza de ajuda."
—By Coelhinha
Os meus olhos sobre ti são
as minhas silentes preces
De petição fervorosa à Irene,
para que perene tu retorne
Ao teu solo e [destino;
Inteiro, sólido e divino.
Estes versículos mundanos
são alaridos [discretos.
Que não te toquem os profanos!
Os meus reflexos poéticos são
os meus voos infinitos,
Eu te pertenço
com o espírito de [vinho,
Por tenho te deixado quietinho.
Estes versículos penetrantes
são versos de [paixão,
E batidas do meu coração!
Com fino gáudio eu te ofertei
à Atena para que te proteja
de todo o perigo
És o meu pecado atrevido;
Eu te quero [preservado
e de todo o Mal protegido.
Os grãos das areias formam:
O nosso castelo sobre a duna.
Os ventos do Norte roçam:
O rastro da Lua marfim.
A pele que o Sol aqueceu:
O amor ela floresceu.
Como a tua mão carinhosa,
Surgida na primavera rosa,
Feita de poesia íntima e corajosa;
Porque amar é ter coragem,
É viver a poesia da vida,
Iluminando tudo a toda hora...
As flores da duna me comovem,
Presas aos grãos das areias,
Lindas tiaras das sereias,
Balançam as pétalas como harpas,
Desse meu amor você não escapa,
E nem do meu verbo que te enlaça.
Sei de tudo um pouco:
- Sei estar entre elas.
Sei te esperar,
Sei te despertar,
Sei ser grão e duna,
Sei viver só, e ser tua
Entre as flores amarelas.
Sei o quê fazer e como fazer,
Dosar na medida certa,
Para assim você não me esquecer.
Sei e sempre sobre estar,
Com as correntes a meu favor,
Você irá me ter no oceano de amar.
As flores sobre o asfalto,
- suspiram
As emoções ao alto,
- inspiram
Multicores descrevem:
os amores secretos,
e os desejos indiscretos.
Em versos sinceros,
- imensuráveis
Não menos belos,
Censuráveis por uns,
- admiráveis
Por alguns...,
Curvados as boas letras
Para que não te esqueças.
Porque me descortinas,
Danço no meio da neblina,
Faço propositalmente rimas,
Canto de menina,
Bordado de senhora,
Cuidado de poetisa,
Passo de dançarina,
Sono de musa repousado
Desdobrado sobre as colinas.
Recolhe o tempo dentro de ti,
Brinca com o tempo adentro,
Recoste sobre o meu ombro
E deixe o corpo falar de tudo.
Retire entre nós as espumas,
Deixe que nasça todas as luas,
Entregue-se aos sons das ondas
Para tomares ciência e as contas.
'Inverne-se' para o verão chegar,
Recrie-se para a paixão balançar,
Liberte-se de tudo o que te prende
E deixe livre só aquilo que sente.
Desce a aura rosa do céu,
Dando sorriso ao mar,
O Sol doce como mel,
- Assim resolveu se entregar
Durante as baixas temperaturas,
Ele resolveu rimar-se com o mar,
Aberto as boas loucuras de amor
Remando no oceano de tanto amar.
Sobre a cadeira de vime,
Suavemente o xale russo,
Repousa certo e sublime,
Tal como um sono profundo.
Sobre o segredo de vidro,
Secretamente tu partiste,
Carinhosa tu deixaste-me,
Sonhando o teu regresso,
E cada pedaço tu repartiste.
Sobre a cadeira de vime,
Fortemente a saudade,
Bate forte e senta o peito,
Com a força da cavalaria
Reclama a tua falta - nostalgia.
Escrita sobre linhas de ouro,
Tranquila em curvas e retas,
Revista na valsa das horas,
Exata como ilhas e terras.
Intensas veias cor de rubi,
Mexendo com as intenções,
Serenas intenções por ti,
Extasiando as intenções.
Consignada rubra estrela,
Brilhante no firmamento,
Flórea e bem vermelha,
Fiel eleita pela beleza.
Comungada com os astros,
Seguindo os teus passos,
Vou vivendo a sua espera,
Só para viver nos teus braços.
Para uns sou o veneno,
Eu te inebrio,
Para outros o remédio,
Eu te acordo,
Sou o mais fino vinho,
Jardim acetinado e vero,
Carrego a grande espera
Do tamanho de tudo e do mundo,
A minha alma não cede, é sincera;
Posso vir até sofrer, mas não em vão;
Nasci para te entregar o meu coração.
Sou um ramo em flor
- sobre a pastagem -
Sobejamente tu me pegas
E coloca-me em destaque
Levando-me sob as tuas regras
É desse jeito que tu me carregas.
Dou um não ao que me afasta
- fujo da tempestade -
Serenamente tu me recebes
E sacia-me como a chuva
Mansa ao teu apelo,
É desse jeito que te recebo.
Vou ao teu encontro
Como a flor desabrochada,
Sedenta e paciente
Para que a chuva caia,
Alimentando a possibilidade
Da semente do amor ser fecundada.
Filho da casualidade,
Nasceu soneto,
Sobre os mares,
Sonhando, desbravando,
- e cantando
E a sua rota traçando,
Flutua a caravela,
Procurando aportar
Em terra firme;
O amor não tem limite.
Prosseguindo a embarcação,
Desenhando espumas,
E tatuando o coração,
- a saudade
Nem o vento a tomba,
As brumas não a amedronta.
Herdeiro da verdade,
Eu te escuto,
No tilintar das estrelas,
No beijar dos cometas,
No dobrar das forças,
Eu te pertenço,
E para sempre irei ser tua
Por toda a eternidade...
Não há espaço para a mediocridade na espiritualidade, sobreo espírito que chora diante de uma injustiça, que verbaliza perante os opressores e que cala diante do amor
Viver é sentir dores emocionais.
Acreditamos ter controle sobre nossos sentimentos, mais não é verdade, apenas passamos a vida lutando contra eles.
A resistência é uma arte que mora no silêncio, como pinceladas secretas sobre a tela invisível da vida, onde o que não se vê se transforma na mais imensa forma de força.
“Quando o Mármore Respira”
- Camille Marie Monfort.
A noite se desdobrou sobre o cemitério como um véu de penumbra.
As árvores — velhas sentinelas balançavam suas copas como se quisessem abençoar ou advertir o homem que caminhava sem rumo.
Joseph trazia nas mãos um círio aceso. A chama, tímida, tremia — como se reconhecesse o frio que saía das tumbas.
Parou diante da lápide de Camille.
O nome dela — Camille Marie Monfort parecia gravado não em pedra, mas em sua própria consciência.
Sentou-se. O vento lhe tocou o rosto como um hálito que vem de dentro da terra.
— Camille… — murmurou — se foste tu quem morreu, por que sou eu quem não vive?
O círio oscilou.
Um perfume leve, impossível de identificar, espalhou-se no ar.
Não era de flor era de lembrança.
Então ele ouviu ou julgou ouvir uma voz.
Suave, distante, atravessando o tempo:
“Joseph… tu não me mataste. Apenas esqueceste que o amor, quando não cabe na terra, precisa aprender a ser silêncio.”
Joseph estremeceu. As lágrimas, frias, desciam como se fossem do túmulo para os seus olhos.
A voz continuou, agora mais perto:
“Foste tu quem me libertou do peso do corpo, mas foste também quem me prendeu ao eco do teu arrependimento. Não chores por mim — chora por ti, que ainda não sabes morrer o suficiente para me encontrar.”
Ele caiu de joelhos, com o círio apagando-se entre os dedos.
O vento cessou.
Por um instante, o cemitério inteiro pareceu respirar.
Camille estava ali não como lembrança, mas como presença.
O ar se tornou denso, quase luminoso.
E Joseph, tomado de uma febre serena, sentiu que a fronteira entre o delírio e o mediúnico se desfazia.
— Camille… és tu?
— Sou o que resta de ti, Joseph.
O homem sorriu, num gesto de quem reconhece a própria condenação.
E o silêncio os envolveu não como fim, mas como pacto.
A ROSA E SEUS ASPECTOS.
Da Rosa que hora morta
deitada sobre a cova em mistério
Ninguém pode furtar-lhe a arte do ser belo
Mas antes que vire pó ao próprio berço do cemitério
Pranteio ali o poema ereto
E como tudo desfalece
Também faz o mesmo a lágrima que lhe desce
Encontram-se neste momento
Divinos polens de grandes espectros
A renderem graças
Pelos campos, jardins, bosques ou praças
À beleza da rosa e aos seus aspectos.
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