Dizer Adeus com Vontade de Ficar
Fiquei por demasiado fraca. Não pude ao menos dizer-te adeus, não fingimos nem uma despedida. Não lhe disse tudo que ensaiei na frente do espelho, não lhe disse nada. Eu te precisava tanto. Meu amor, - ainda nem sei porque o chamo assim - porque encontraste o caminho para tua verdadeira casa? Também queria voltar para casa com a maior displicência, mas cada vez que tento fazer o caminho perco-me. Perco-me nos teus encantos que não os vejo, nos sorrisos não dados por consequência minha. Mas ora deveria precisar tanto assim? Inegavelmente estou retraída, tento tapear a duradoura solidão que toma conta de mim, mas é em vão. Mas ora meu amor, sinto tanto tua falta, sei que não deverias, pois á essa altura deve ter mudado de casa, e deve haver outra lhe mandando flores, não deve haver, há. Há outros ouvidos ouvindo o teu sussurrar, outros pés se esquentando nos teus. Há de ter meu amor, sei bem que sim. Encontro-me pálida e sem vida. A dor, onipresente. Não há céu claro, não há vento; as janelas trancadas, e a porta por igual. E tu meu amor? Nem sei por onde andas...
Chegou a hora de dizer adeus. Chegou a hora de voltar para casa e lutar por aquilo que sonho desde menina. Chegou a hora de se recompor e tentar ser feliz com ou sem ele. Uma das coisas que aprendi é que a minha felicidade só depende somente de mim, e não dele, nem da minha mãe, nem da paz mundial.
Esse é o fim. 365 dias sem ele completos. Inúmeras vezes tentei aproximação mas foi em vão. Não adiantou. Ele não voltou e não vai voltar. E acredite, é melhor assim. Esse é o fim. Nunca saberei se estou realmente pronta para me despedir, já que sempre é tão difícil despedir de algo que acabou fazendo parte da sua história. Eu vou e não volto, nunca mais.
Uma das maiores dores do ser humano é, sem dúvidas, a de dizer adeus a alguém que amamos ou que, por muito tempo, foi o amor da nossa vida.
A nossa alma, embora machucada, ou cansada, ainda está conectada àquela energia, um tanto quanto desgastada e apagada, mas está. Quando decidimos romper o relacionamento, o rompimento se dá em todas as esferas possíveis. O choque é inevitável na área da memória do que foi bom, dos lugares por onde andaram e foram felizes... das comidas que dividiam, do cheiro, das conversas, de tudo o que compartilharam e, que, naquele exato segundo de tempo, fazia muito sentido. Milhares de fotos, vídeos, milhares de lembranças de um tempo bom em que tudo parecia que ia durar para sempre. Parece um desmembramento, um corte profundo, parece que leva um pedaço de você. E, de fato, leva.
Tudo, absolutamente tudo o que foi bom, faz falta. E como faz. O som da voz, o rosto, a velha camiseta em que você deitava a cabeça, e se pegava imaginando como seria o futuro entre ele e você. Embora, no final dos tempos, as imagens na sua cabeça fossem mais duvidosas e incertas, era bom estar naquele conhecido cantinho tão seu, quentinho e confortável.
Mas a vida muda. As pessoas mudam. Você muda. Os planos passam a não ter o encaixe perfeito. As discussões se tornam cansativas. A realidade fica pesada. E você já não acha tanta graça andar naquele jardim bonito de mãos dadas com seu amor... já não tem tantas expectativas sobre o futuro. As incertezas insistem em aparecer quando se olha no olho do outro. Para onde foi aquele casal tão perfeito e cheio de energia e esperanças de um futuro bom? Deu lugar a um casal desanimado, com medo de falar de planos, por medo de ver o quanto discordam e o quanto estão desconectados.
Se você já chegou no rompimento, sabe que, primeiro, teve de aceitar o peso da derrota. Teve de encarar que o futuro que desenhou na cabeça não iria nunca mais acontecer. Nem de verdade, nem em pensamentos. Os sinais já nos foram dados lá atrás, no passado, e agora tudo vem à tona, daquilo que você nunca quis enxergar. Este lugar é sombrio e frio. Você não sabe se sente culpa por não ter enxergado, ou se sente tristeza por não ter conseguido, ou se sente bem por ter, finalmente, percebido. E como é difícil a aceitação de ter que deixar ir. O cérebro nos leva para a lógica do desapego, mas o coração nos leva para o aconchego da ilusão. Será que não poderá, ainda, dar certo? Será que não tem mais chances?
Você pega a última esperança que existe, pega toda a força do ar que entra e sai de um suspiro, pega o que é de mais sagrado nas suas entranhas e profundezas e tenta mais uma vez, tenta consertar o que já tá quebrado, tenta sentir aquilo que sentia antes, tenta resgatar as boas memórias e ressuscitar a imagem errônea que você tinha do outro e do relacionamento. E aí, mais tarde, o choque da realidade é mais bruto do que o anterior. A briga se torna mais feia e mais desconexa, a vida fica sem total sentido. As dores aumentam a cada conversa, a cada palavra trocada. Dói ter que desistir, mas ficar parece que dói eternamente. Parece que doerá mais a cada dia.
Você percebe que chegou a hora de mudar. Aquele ciclo já se encerrou, e você se machuca demais tentando caber nele. Machuca o outro por não soltar. Você imagina os rostos dos parentes e conhecidos, assombrados com seu rompimento. Imagina aquele lado do guarda roupa vazio. E o seu coração mais vazio ainda. Imagina os sonhos daquela viagem junto indo embora, como uma nuvem que se dissipa no céu. Imagina a caminhada sozinha. Imagina ir à padaria sozinha. Imagina passar o final de semana inteiro sozinha. Imagina a sensação de abandono ao ir ao mercado e não ter ninguém para segurar a segunda sacola.
E, depois, você se dá conta de que você sobrevive, afinal, você precisa continuar respirando. Se dá conta de que existem milhares de pessoas se desconectando diariamente e que irão sobreviver também. Você se lembra de ter sobrevivido a isso uma vez, duas vezes ou mais. Se lembra de que ainda dá para ir à academia sozinha e cuidar de você, que dá para achar sentido em fazer o cabelo no salão, em fazer as unhas e colocar aquele vermelhão, que dá para ir ao cinema e gostar da pipoca e do filme. Você continua vivendo, de maneira diferente, mas continua vivendo. Você não entende por que, mas continua em frente.
Até que, lá na frente, com o homem certo, abraçada na chuva recebendo o melhor beijo do mundo, você obtém, finalmente, as respostas, e todas as vezes que você foi desconstruída, fazem total sentido, e o mundo poderia acabar ali. E o melhor de tudo é que ele não acaba.
Quando você parar de olhar pras pessoas que te machucaram, perdoa-las e dizer adeus, então você vai ter a oportunidade para conhecer pessoas que você jamais pensou um dia conhecer, e o melhor, você vai ser feliz. Diga adeus ao errado para que o certo entre em sua vida
Não tenho forças para lhe dizer "adeus"
As perdi na noite em que soube que amas outro
Se você voltasse pra mim,
Tudo seria mais fácil.
Não precisaria deixar de te amar,
Apenas daria continuidade no que sinto.
Procure um jeito menos doloroso de dizer adeus e não mergulhar em tristeza no mais profundo infinito por maior que seja sua displicência;
Não se despeça por qual quer indiferença nem se acomode por nenhuma falta de sentimento;
Sinta o gosto de ver nos olhos amargurados como uma porta fechada a decepção de não poder fazer nada mediante a isso;
Não quero dizer adeus a você meu grande amor e ao final guardar um retrato seu no qual me perdesse para te arrepender no momento confuso do teu coração;
Sejas a minha cúmplice para todo o sempre, se entrelaçar no impossível que a vida tem a nos oferecer e superarmos cada momento que nos faça ter certeza do possível;
Não quero que meu nome fique esquecido por entre palavras ignoradas, sem dizer adeus, na privação da perdição, para acertar minha vida;
Na escuridão das minhas dificuldades... Que não dissolvem
Luto sem dizer adeus, sem escutar a qualquer um, que não seja eu!
Eu vergo, mas não quebro, meu coração tem força e a minha alma tem Deus;
Quando é necessário dizer adeus...
Elizabete Gilbert afirmou que em determinado momento do seu casamento frustrado, sentiu vontade de sair correndo de fininho e parar de correr somente quando chegasse na Groelândia. Confesso que também tive essa vontade no decorrer do meu casamento, ou melhor, no final dele. Eu simplesmente não queria ter que dizer adeus para algo que escolhi por livre e espontânea vontade para a minha vida. Como assim o meu sim dito aos pés do altar estava virando uma possibilidade de partida? Não era isso que eu tinha planejado, era pra ser pra sempre, mas a única coisa que insistia em permanecer era a infelicidade diária, era não ter vontade de voltar para a própria casa depois de um longo dia de trabalho, era perguntar pra Elizabete em quantos dias eu conseguiria chegar na Groelândia.
E o meu casamento tornou-se uma receita que desanda, como um pão que não cresce, algo que não sabia como consertar. Peguei-me diversas vezes a me perguntar se era possível resgatar a intimidade, procurei por um tipo de botão que a colocasse de volta no lugar, pois ela havia se perdido em alguma parte do caminho. E eu não queria nada demais, eu só queria que tudo voltasse a ser como era antes, simples assim. E a minha vontade de sumir só aumentava, até quando eu percebi que eu estava apenas evitando o inevitável e querendo me ausentar da responsabilidade de dizer a palavrinha que ninguém quer ouvir ou dizer. Eu precisava, mas não queria dizer “adeus”.
Finalmente criei coragem, percebi que a minha presença vazia era bem pior que a minha partida definitiva. Doeu dizer, doeu causar tanta tristeza, doeu de todas as formas que um adeus pode doer. Eu senti culpa, remorso, dor e todos os seus sinônimos. Nos momentos em que busquei por equilíbrio, todos esses sentimentos disfarçaram-se de um quase arrependimento, como quem quer voltar para o ninho que se desfez.
Hoje percebo de quantas formas o adeus tornou-se a melhor alternativa, pois foi ele que preservou o respeito e um pouco de dignidade, foi ele que impediu que gastássemos todas as impossibilidades de voltar a ser feliz juntos. Foi ele que permitiu que pudéssemos ser felizes novamente, embora tendo feitos outras escolhas.
Dizer adeus a um grande amor é renunciar a uma parte maravilhosa da nossa vida. É uma decisão difícil que nos deixa marcas no coração, e quando a tomamos é porque não temos mesmo alternativa.
Ficam guardadas promessas e recordações que nunca mais sairá do nosso coração. É preciso determinação para abrir mão de algo que é tão o amor verdadeiro o mais importante. em nossas vidas
Dizer adeus a um amor é cortar o coração aos pedaços; é abandonar uma grande parte de nós; é conhecer uma dor que tempo algum nos fará esquecer.
Quando amamos sonhamos ficar junto da pessoa amada para sempre, e quando percebemos que isso não será possível, o mundo desaba nas nossas cabeças.
Perdemos o chão e a razão. Deixamos de ter motivos para sorrir e até de continuar a caminhar.
Dizer adeus é difícil, porque dói muito se despedir do nosso amor, da nossa vida juntos, da nossa casa. É sofrido acordar sem você e pensar que meu dia passará sem que eu ouça a sua voz, a sua risada e os seus conselhos. Nunca gostei de despedidas, mas esta é sem dúvidas a mais dolorosa de todas.
Não tem como dizer adeus para o silêncio
nem até breve para a solidão
mas tem como dizer ao amor próprio que ele é tudo
e por ele mudar a direção
aliás
olhar novos horizontes
o que ontem era
hoje não mais...
Não tem como dizer adeus para o silêncio
nem até breve para a solidão
mas tem como dizer ao amor próprio que ele é tudo
e por ele, somente por ele, mudar a direção...
