Dizer Adeus com Vontade de Ficar

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Casinha Branca de janelas azuis

José Nilton de Faria

​Era uma casinha branca de janelas azuis e um alpendre em vermelhão...
E eu com os pés no chão,
Era feliz e não sabia.
O inverno em Brejaúba era rigoroso,
Com a temperatura mais baixa do Estado,
E o frio e a brisa encontravam o aconchego da névoa que cobria todo o largo da igreja
Que beleza.........

​Do alto da torre da igreja,
Tinha-se uma vista panorâmica do distrito...
E da casinha branca de janelas azuis,
Jesus! Que beleza...

​De manhã era hora de buscar o gado
Do Joãozinho do Aldo, e ganhar um pão sovado.
À tarde era hora da escola,
E logo após, a cachoeira e a bola.
À noite era hora de lavar o rosto e os pés,
Ouvir a conversa dos meus pais com os amigos,
Tomar o café com leite adoçado com açúcar e dormir feliz.

​No sábado de manhã, era a hora de caminhar
Com a moçada e a meninada até a região da posse.
À tarde era hora de tomar o banho... E que banho!
E aos domingos de manhã, abrir a igreja, ou seja, tocar o sino pra anunciar a conferência de São Vicente de Paulo.

​Quando no final havia leilões, e
Do alto da torre da igreja...
Tinha-se uma vista panorâmica do distrito,
E da casinha branca de janelas azuis,
Jesus!

O ato de criar exige a alma de um poeta.

Todo ato de criação carrega a alma de um poeta, aquele que lapida o cotidiano e o transforma em verso, o comum em arte. Criar nada mais é do que poetizar o mundo.

Falar de Minas Gerais sem mencionar o pão de queijo é deixar de contar metade da história.

Somos sobreviventes.
Caminhamos sobre os escombros de um tempo que se esqueceu.
Ao nosso redor, o silêncio do mundo é o eco do que tudo consumiu;
mas aqui, onde nossos passos se encontram,
o frio não nos alcança.
Somos o refúgio um do outro,
a prova viva de que a brutalidade não conseguiu apagar todas as luzes.
Temos autonomia e sabemos,
coisa que a maioria apenas ensaia.
Não conte a ninguém nosso segredo,
nem mesmo a quem parecer poder ajudar;
a inveja tem olhos mordazes,
sempre esperando o pior acontecer.
E nós, nós sabemos ser e tecer
plenamente...

O dia mais feliz da minha vida foi aquele em que o teu olhar encontrou o meu. Naquele instante, sem que uma única palavra fosse necessária, algo em mim reconheceu o que o coração ainda não sabia explicar.

O segundo dia mais feliz foi quando regressamos da nossa viagem pela cura. Depois de atravessarmos dores, silêncios e recomeços, pudemos enfim nos reencontrar fisicamente. Era como se nossas almas já caminhassem juntas muito antes de nossos passos voltarem a se cruzar.

Há encontros que pertencem ao tempo. Outros pertencem à eternidade. O nosso sempre me pareceu dos dois.

#JaniaraDeLimaMedeiros

Porque alguns amores não começam quando duas pessoas se encontram, mas quando duas almas finalmente reconhecem aquilo que nunca deixaram de ser uma para a outra.

⁠Como cada pessoa traz consigo sua bagagem intelectual, moral e espiritual, nossa empatia, embora necessária, por mais que nos esforcemos, ainda assim, será sempre relativa.

Liberdade como máscara: o psicopata social.


A liberdade que muitos celebram às vezes é só um disfarce. Há quem use autonomia como licença para moldar-se ao gosto alheio, manipulando sorrisos e histórias para escapar de responsabilidades. Esse é o “psicopata social”: não o monstro das manchetes, mas a pessoa que vê relações como tabuleiro, onde empatia é peça descartável. Sua liberdade parece arrojada — viver sem amarras, seguir só o próprio desejo — mas é uma liberdade vazia, construída sobre a negação do outro.
Ao transformar escolhas em espetáculo, confunde-se autonomia com impunidade. Quem observa sente o perigo: a confiança se rompe, e a comunidade perde terreno. A verdadeira liberdade não é ato solitário; é contrato silencioso de cuidado. Reivindicar espaço não autoriza ferir; ser livre implica reconhecer que minha liberdade encontra limite no corpo e na alma do outro. Só assim a autonomia deixa de ser máscara e vira compromisso: viver plenamente sem destruir, criar sem manipular, respeitar sem desculpas.

O homem que esconde a própria loucura é melhor que o que esconde a própria sabedoria.

Erasmo de Roterdã
Elogio da loucura (1511).

O amor é uma carta, mais ou menos longa, escrita em papel velino, corte-dourado, muito cheiroso e catita; carta de parabéns quando se lê, carta de pêsames quando se acabou de ler.

Machado de Assis
A Mão e a Luva (1874).

A beleza da vida está no que não cabe na lógica da utilidade. Há gestos que existem apenas para nos lembrar que viver também é contemplar, cuidar e amar.

Ah!! não fossem as incertezas,
que tentam nos tragar
novos tempos?
harmonia?
quem viver verá
quem (sobre) viver entenderá
o novo como única verdade
e o velho, como superação...

Dar-se conta
do que se quer
ir atrás
e merecer muito
mas muito mesmo
para não ser tanto faz.

Diz a lenda que se você sorrir, eu sobrevivo...

O como queria ter indentidade horas sou calmaria horas sou tempestades
horas sou os venenos mais poderosos horas antidoto nescessario
horas carinhos e ternuras
horas agrecividades e arrogancia
e nessa gerra de sentimentos que vive meu coraçao em busca de amor e paz
carinho e atençao

Os parasitas nunca deixam seus hospedeiros em paz... Estão sempre orbitando nossa luz...

Destruir uma vida é destruir a si mesmo; é apertar o gatilho e matar não apenas o outro, mas também uma parte da própria humanidade.

Somente a prisão pode libertar um homem atormentado pelo próprio crime; enquanto estiver livre, estará preso.

O criminoso pode estar mais próximo da redenção do que qualquer outro que se julga essencialmente bom.