Dizer Adeus com Vontade de Ficar
**"Lutar sem saber por quê: a alienação como projeto, não como acidente"**
Conta-se uma antiga história de um cavalo de circo que gira em torno de um poste a vida inteira, mesmo depois de removida a corda que um dia o prendeu. Ele continua girando porque aprendeu que aquilo era o mundo. Muitos de nós somos esse cavalo: lutamos, corremos, competimos, sem perguntar quem amarrou a corda primeiro.
A alienação não nasceu por acaso. Ela foi desenhada, testada, refinada ao longo de séculos, como um projeto de engenharia social. Ensinam-nos a competir pelo pão antes de nos ensinarem a perguntar por que o pão é escasso. Ensinam-nos a admirar o dono da fábrica antes de nos ensinarem a questionar quem construiu os muros dela.
É como uma peça de teatro em que decoramos o papel sem nunca ler o roteiro inteiro. Aplaudimos o enredo, choramos no final combinado, sem saber quem escreveu o script nem por que ele sempre termina do mesmo jeito.
Lutar sem saber por quê não é ingenuidade pura, é resultado direto de um sistema que lucra silenciosamente com nossa distração. Acordar, aqui, significa parar de girar em torno do poste e, enfim, perguntar com coragem quem prendia a corda desde o começo.
Apenas as paixões têm o poder de desviar os propósitos, seja pela experiência vivida ou pelo simples desejo.
"A moldura muda, o quadro permanece: 500 anos de reconfiguração da desigualdade"
Há uma velha parábola sobre um rio que muda de curso, mas nunca de natureza: ora inunda, ora seca, mas continua sendo água que escraviza quem depende dela. Assim é a desigualdade humana. Cinco séculos atrás, correntes de ferro prendiam pulsos nos navios. Hoje, prendem currículos, códigos postais, sobrenomes. A moldura ganhou verniz de progresso, discursos bonitos de igualdade, leis elegantes no papel. Mas o quadro permanece intocado: poucos decidem o destino, muitos apenas obedecem em silêncio.
Imagine uma casa antiga, reformada por fora, pintada de cores vivas, mas com as mesmas paredes internas, o mesmo alicerce torto. É isso que fizemos com a exclusão ao longo dos séculos: trocamos os nomes, nunca as fundações. O senhor de engenho virou patrão, o cativeiro virou informalidade, o chicote virou juros.
Existe algo abstrato nisso tudo: a desigualdade não é um evento isolado, é uma sombra que aprendeu a se camuflar com a luz do seu próprio tempo. Ela nunca desaparece, apenas troca de roupa e discurso.
Enquanto isso, seguimos acreditando que a história caminhou, quando na verdade apenas girou em círculos. Acordar é reconhecer, enfim, que a moldura bonita jamais redime o quadro podre lá dentro.
Nem toda conexão se explica pela lógica ou pelo tempo. Há encontros que deixam marcas silenciosas e transformam a forma como enxergamos a nós mesmos e a vida.
O verdadeiro amor não é aquele que apenas emociona, mas o que desperta consciência, inspira crescimento e nos convida a caminhar em direção ao que temos de melhor.
Se duas almas realmente se reconhecem, esse encontro deixa de ser apenas um sentimento e passa a ser uma experiência que ecoa na existência.
NÓS, HUMANOS, SOMENTE OBEDECEMOS. NADA MAIS! E, OS FINAIS FELIZES NÃO EXISTE. TODOS MORREMOS NO FINAL DE TUDO! DEPOIS DOS 30 ANOS, SÓ DOENÇAS E DORES NO CORPO INTEIRO. E, SE NÃO TIVER DINHEIRO PARA CUIDAR E BUSCAR TRATAMENTO, ACABA ADIANDO A SUA MORTE. É A REALIDADE DE TODOS NÓS!
FAZER UM TEXTO PARABENIZANDO UM AMIGO DE LONGA DATA E EM COMUM TEREM SERVIDOS JUNTOS NA MARINHA DO BRASIL NO ANO DE 1982
— A vantagem do aforismo é que ele não pede licença: é uma martelada curta que faz barulho onde o vidro é fino.
— Dora, você está ficando cada vez mais tendenciosa ao anarquismo. Deve ser más companhias.
— Juro que sou muito criteriosa no contexto “amizades confiáveis”.
Lazarus Long
Tem situações que deixam uma mensagem mais forte que o próprio equilíbrio.
Mas também te mostra o quanto é forte ter perseverança.
Se a salvação é um ato onde Deus determina o resultado, o conceito de livre-arbítrio autônomo deixa de existir nesse processo.
Brejaúba guarda no peito das suas montanhas a simplicidade de um tempo que não passa, apenas permanece.
O que voce gosta pode não ser bom nem lhe fazer bem. Exemplo: álcool, igreja, políticos, televisão, etc.
Bom dia!
Tem manhãs que chegam devagar, como quem abre a janela sem fazer barulho e deixa a luz entrar aos poucos.
Talvez a vida não tenha mudado durante a noite. Talvez as perguntas ainda estejam aí, sobre a mesa, esperando respostas.
Mas existe alguma coisa bonita em recomeçar o dia mesmo assim.
Preparar o café, arrumar a casa por dentro e por fora, respirar fundo e seguir.
Que Deus visite os seus pensamentos nesta manhã e coloque serenidade onde o coração anda cansado.
E que, entre uma tarefa e outra, você perceba: a vida também se revela nas pequenas delicadezas.
Edna de Andrade
Palavras que dançam, jogam e brincam
Dúbias intenções, significados que se escondem
Pensadores astutos, letras que seduzem
Leitores atentos, mentes que se abrem
O jogo das palavras, um tabuleiro de xadrez
Movimentos sutis, estratégias que se cruzam
O que se diz, o que se cala
Um jogo de palavras, um duelo de mentes.
(Saul Beleza)
Te penso, e imediatamente te vejo, e ao vê-la, eu sonho, e sonhando eu à quero, e te querendo! Te penso...
(Saul Beleza)
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- Força de Vontade
