Dizer Adeus com Vontade de Ficar
Sorria quando mais nada fazer sentido.
Ria quando ficar perdido no seu caminho.
Ame quando seu coração não poder lhe dar.
Sinta em casa quando todos tirarem seu mundo.
A escolha é somente sua de ser entristece
Quando o instinto de pai ou mãe dá defeito, acredite, pessoas usam qualquer um (a) pra ficar perto dos filhos.
Sabe de uma coisa? Deixa pra lá... não vale a pena nem pensar... Aqui vou ficar sem reclamar, tenho a melhor vista em frente ao mar.
Sei que o meu tempo está chegando! Você acha que vou ficar chorando e a me lamentar. Nada disso! Foi como foi! Acertei e errei.
Saboreei boas coisas, desfrutei de momentos indescritíveis. Venci e perdi batalhas, mas creio que deixarei um legado positivo em muitos corações. Tem o tempo de chegar e o tempo de partir. A morte, faz parte do show da Vida!
As vezes você só precisa ficar em silêncio e observa as pessoas que estão ao seu redor, não falar nada, não tomar nenhuma atitude, muitos vão estranhar, pois será uma forma de analisar quem você escolheu para está ao seu lado.
Faz bem faça e verá.
E hoje o nosso filho, Gabriel, completa 7 anos. Não sou de ficar olhando para trás, mas hj me peguei olhando algumas fotos de quando eu era casado contigo e me veio à mente o “Mito da Caverna”, de Platão.
Em toda a minha vida adulta, vivi acorrentado no interior da minha própria caverna (na cultura policial militar com os benefícios e malefícios que o ethos guerreiro me proporcionou), vivia um cotidiano louco, que era um misto de coisas extremas, como homicídios (provenientes de auto de resistência), orgias (4x4, Mistura Certa) e bebedeiras (Mariuzinn, Lapa 40º, Furacão 2000 na Quadra do Salgueiro, etc), típicas dos tenentes do 1º BPM à época.
Em meados de 2007, eu conheci você, a paixão que senti, forçou-me a sair da minha caverna, foi forte o bastante para quebrar as minhas correntes e querer descobrir o que, da minha caverna, eu só vislumbrava as sombras (família, cumplicidade, amor...), através de poesias, livros, filmes e até observando a vida de outras pessoas.
No início de 2008, nos casamos, finalmente saí da minha caverna, enxerguei, com os meus próprios olhos, o mundo que eu só vislumbrava as sombras. Ao sair da minha caverna, a luz do sol (o seu amor) ofuscou a minha visão de imediato (pra quem vive na guerra, o amor confunde), porém fui me habituando com a minha nova realidade e pude enxergar (vivenciar) as maravilhas da vida fora da caverna.
Naquele mesmo ano, fui alvejado por um projétil no meu joelho esquerdo, no Morro do Querosene (Complexo do São Carlos), você morreu de preocupação. Para te agradar, resolvi abandonar o ethos guerreiro e fiz a inscrição para o curso do, à época, Grupamento Especial de Salvamento e Resgate – GESAR (iria salvar vidas ao invés de tirá-las... kkkkk). Fui o primeiro colocado no processo seletivo, parecia tudo certo, mas comandando uma Operação no Morro da Mineira (Complexo do São Carlos), matei um vagabundo (teve gosto de vingança, já que era da mesma facção criminosa dos que me balearam) e o meu coração voltou a endurecer, eu me enchi de orgulho e vaidade, consequentemente, voltei a visitar a caverna da qual já tinha me libertado (sei que magoei você).
Na segunda metade de 2008, você engravidou, dessa vez, a luz fora da caverna foi tão forte (nunca senti tanto amor, eu conversava com a barriga) que me cegou. Logo eu, que sempre me senti tão forte e corajoso, tive medo e, sem explicação, deixei vocês. Corri de volta para a minha caverna e de própria vontade, eu me acorrentei... Covarde!
Não me sentia digno e nem capaz de ser pai. Não atentei para Nietzsche, que já dizia: “Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você”. E não só olhei para o abismo, como mergulhei de cabeça nele. Usava o fato de não ser dado à corrupção, para justificar as minhas crueldades.
Especialmente hoje, passei a imaginar como teríamos sido os três juntos. Etienne, o fato é que você me trouxe paz, em uma vida de guerras. O seu amor sempre foi a minha fraqueza, paz é para os fracos, no entanto, espero que esse sentimento seja somente hoje e que, amanhã, eu volte a ser o mesmo FDP de coração gelado de sempre!
triste sempre assim e mesmo assim prefiro ficar sozinha porque as pessoas só me causam dor de cabeça
Você não é comum, não é igual as outras, não é passageira, não é de viagem. Você é de ficar. Não me leva a mal se eu ter ficado apaixonado, é o teu cheiro doce de ser amarga com o mundo. É o teu jeito brava. Eu me lembro bem quando você sorriu de verdade pra mim e meu coração pifou. Foi tarde de domingo, você veio com sua mãe e lá estava você, descendo a ladeira da minha rua e parece que meu coração dispara como uma arma de fogo sendo ativada. Eu te contei sobre cigarrete, e você achou foda. Eu não consigo parar de te encarar, por fora dizia: "Amiga", no fundo, queria dizer: "Amor".
Permita-se ficar triste, pois a tristeza é o reflexo de que sua alma está enferma. Não se medica o que não se assume.
Zona de conforto é quentinha e segura, mas é perigosa. Podemos ficar presos nela por décadas, senão a vida toda.
A vida não é fácil, só que também não adianta ficar reclamando sem nada fazer. Entenda que na vida, ou avançamos ou estacionamos. É um jogo que temos que jogar todos os dias. Não é fácil, e quem disse que é?! Aprendemos e muito! Apesar de tudo, ela é maravilhosa!
Entre o ir e o ficar, que fique o melhor, e que se vá o que nada nos acrescentara neste novo ciclo que iniciaremos. Enterre o passado sofrido, os choros e as angústias e de abertura para alegria, boas vibrações e novo recomeço.
Não espere ficar milionário para praticar a caridade. Faça-a mesmo com o pouco que você possui. Deus não quer suas sobras, suas migalhas.
Ele quer de si a partilha, Deus é comunidade.
Pense nisso.
Tudo bem você chorar e ficar triste. Não há problema em perder e desejar ter feito algo diferente, porém, nunca se culpe pela forma como as coisas aconteceram. Nunca diga a si mesmo que não pode fazer o melhor e nunca diga a si mesmo que este é o fim da estrada.
