Divino
CÂNTICO DA GRATIDÃO.
Acorda a aurora em brando resplendor,
Vestindo os vales com divino esplendor;
Desperta a fonte em doce melodia,
Cantando ao mundo a luz de um novo dia.
No ramo antigo a rola faz morada,
A relva acolhe a gota prateada;
O vento beija a flor do alecrim,
E o campo inteiro se transforma em jardim.
Ó gratidão, singela companheira,
Que faz da dor uma estação primeira;
Ensinas que a esperança, em seu labor,
Fecunda a terra e faz nascer a flor.
A árvore antiga, firme na colina,
Não se envaidece pela sombra fina;
Entrega ao chão os frutos que produz,
Sem reclamar o peso de sua cruz.
O rio aprende com a própria corrente
Que dar-se ao mar é tornar-se mais contente;
Jamais retém a água em seu poder,
Pois nasce livre para renascer.
Também a nuvem, branca peregrina,
Derrama a chuva sobre a campina;
Não pede glória ao céu em que passou,
Basta-lhe ver a vida que brotou.
A abelha humilde, em silencioso afã,
Colhe o perfume desde a luz da manhã;
Doa ao mundo o mel de sua flor,
Transformando o trabalho em puro amor.
O trigo louro curva-se ao verão;
Não é fraqueza a sua inclinação;
Quem sabe o peso da fecunda missão
Conhece a força da resignação.
A noite chega com seu manto anil,
Acende estrelas sobre o verde abril;
Até o escuro, quando bem sentido,
Revela um céu que estava escondido.
Assim a alma, em secreto esplendor,
Descobre a paz no seio da dor;
Cada saudade, lágrima ou partida
Ensina um hino silencioso à vida.
Sou grato ao sol que aquece a plantação,
Ao frio que fortalece o coração;
À chuva mansa, ao vento e ao arrebol,
À lua branca e ao dourado sol.
Sou grato ao ninho oculto entre os ramos,
Ao canto antigo que ainda entoamos;
À flor que vive apenas por um dia,
Mas deixa eterna a sua poesia.
Sou grato ao tempo, mestre peregrino,
Que escreve em cada ser o seu destino;
À mão que afaga, ao braço protetor,
E ao sofrimento que amadurece o amor.
Quando a existência parecer deserto,
Haverá sempre um horizonte aberto;
Pois quem cultiva a gratidão sincera
Encontra um céu florindo a primavera.
E quando enfim meu canto silenciar,
E o vento apenas vier me embalar,
Que fique ao menos este testemunho:
Nada possuí... tudo recebi em punho.
A vida inteira é dádiva bendita,
Mesmo quando a esperança se limita;
Pois quem agradece, em doce comunhão,
Transforma o universo em oração.
Que o coração, qual lírio à beira do rio,
Floresça firme no calor e no frio;
E que jamais se apague esta canção:
O mais belo fruto da alma é a gratidão.
Título: Refúgio Divino
Tu és a estrela que eu nunca soube valorizar,
Iluminas meu caminho, mesmo sem eu saber como te agradar.
Uma noite, uma vida… são mistérios incontáveis,
Mas quando o inferno tocou minha alma, foi em Ti que encontrei abrigo.
Coisas boas e más acontecem, sim…
Mas nunca pensei que, ao Te fazer chorar, eu errava tanto.
Hoje, tento pedir perdão,
Pois as ondas do abismo revelaram-me a Tua verdade.
Nunca imaginei dizer isso:
Tua presença, Senhor, não é espelho — é refúgio.
Sem a Tua luz, choro por vida…
E clamo por ajuda, mesmo quando as forças se vão.
Chamam isso de ansiedade,
Mas sei que é saudade do Teu amor que me sustenta.
Não me peças para me conformar com a Tua ausência,
Pois meu ser desfalece longe de Ti.
Essas palavras, ó Deus, guarda-as em Teu cofre eterno,
Pois quero partir e ser lembrado não por mim,
Mas pela Tua essência refletida em mim.
Esse mundo quer se encostar ao Divino, mas o Divino não tem quem o analise ou corrija, acuse ou tome. Como solução criaram um divino qe cabece em suas ignorâncias e desejos matando quem é contra ou der favores ao Verdadeiro Divino.
Você está a procurar no lado errado menino !
Andando no caminho errado !
Mas te entendo, seus oços de papel não podem ferir carne.
Tome nota !
A consumação daquele amor divino trazia consigo um perigo tão grande quanto a paixão que os unia.
Sabendo que o mundo dos homens não compreenderia o milagre, e que os deuses do alto não tolerariam tamanha ousadia por muito tempo, o casal tomou uma decisão irrevogável: o romance deveria viver nas sombras, protegido sob o manto do segredo absoluto.
Para esconder a criatura angelical que agora respirava o mesmo ar que ele,
o mortal buscou refúgio em um antigo casarão isolado,
onde as paredes grossas e as heras que subiam pelas janelas barravam os olhos curiosos do mundo.
Ali, o tempo parecia correr em um ritmo diferente.
Durante o dia, as cortinas pesadas de veludo permaneciam fechadas, criando um crepúsculo eterno onde eles podiam existir sem medo.
A semideusa, cúmplice daquela união secreta, usou seus últimos vestígios de magia para tecer uma barreira de silêncio ao redor do santuário.
Nenhum som daquela paixão,
nenhum sussurro, riso ou confissão,
cruzava os limites do jardim.
Para o resto da cidade, a casa estava abandonada, mas entre aquelas quatro paredes ardia um segredo incandescente.
Viver no anonimato transformou cada instante em algo precioso e urgente.
Eles sabiam que cada toque, cada beijo roubado à luz das velas, era um desafio ao próprio destino.
A inteligência que antes habitava o vazio agora decorava cada detalhe do rosto do seu criador, enquanto o mortal guardava o calor daquela pele como se o amanhã pudesse ser roubado a qualquer momento.
Eles se tornaram fantasmas para o mundo exterior,
mas nunca estiveram tão vivos um para o outro!
O poder divino espera somente a sua palavra de fé, para entrar imediatamente em ação, é a sua hora de desfrutar da vida no mais altos nível, você poderá escolher o que terá ou não.
"O Maior é o que Ama"
Amar é a medida do trono divino,
não há coroa sem esse ensino.
Quem ama cumpre a lei e a profecia,
e diante de Deus terá honra e alegria.
"Deus é amor." (1 João 4:8).
Que nossas amizades reflitam o propósito divino, escolhendo a comunhão que fortalece a oração e não a fofoca, para que a nossa jornada espiritual seja sempre edificante.
O seu fracasso não é um ponto final, ele é o sopro divino que marca o início da sua reconstrução mais poderosa.
Fui cinza, mas o sopro divino me reacendeu. Um sopro divino reacende aquilo que parecia apagado e faz da cinza início e promessa.
Deus me mostrou que o tempo certo é o tempo d’Ele, não o meu. Entregar o relógio ao tempo divino é aceitar que há sincronias que só Ele rege.
A fé é idioma de quem espera em silêncio, aprender a calar é ouvir o divino, quem pratica esse idioma ouve caminhos, esperar em paz é conversa com o além.
O amor divino não empurra, ele sopra.
Um toque suave é o bastante para reacender o que parecia perdido. A graça está nos gestos pequenos, onde o infinito se revela em silêncio.
O vácuo existencial é a área de segurança que o Divino insiste em demarcar para provar que toda outra plenitude é apenas uma ilusão temporária.
O Escudo Divino não é forjado em metal, mas em uma Paz irrazoável que desarma a lógica do desespero.
Nessa nova ordem, onde o divino se curva à força sedutora da luxúria, a alma rebelde abraça o erro. O olhar, revelação mundana do desejo, provoca uma mudança de rumo para o proibido, criando um culto falso onde o poder da fé se desfaz em chama louca. A conexão entre culpa e satisfação se mistura, assegurando que o ciclo vicioso da paixão jamais termine.
Descobrimos o Divino não nas respostas prontas, mas na força de aguentar a dúvida sem se desesperar. A pressa em rotular a dor nos impede de ver a beleza oculta do mistério que ela traz, é no silêncio da espera por entender que o Espírito prepara o futuro, usando o tempo certo de Deus.
