Divino

Cerca de 2580 frases e pensamentos: Divino

A vida é um hábito divino a trajar com humildade a freira chamada esperança e o monge chamado amor.

Ser engraçado é um dom divino, é a suprema inteligência.

O humor é um desvio lógico. Ser engraçado é um dom divino, é a suprema inteligência. Não há fórmula para o humor. Ele acontece neste instante.

Nunca descobriu tua vocação,
Aquele talento inato,
Dom divino,
Predestinação.

Emblemática, a alternativa que lhe restou,
Dedicação incondicional.
Amou com paixão
E apaixonadamente odiou.

Poder refletir a luz de Deus não é um dom, é uma conquista de confiança que tivemos com o Divino.

“Conhece-te a ti mesmo e encontrarás o Divino.”

A Arca da Aliança guarda a palavra do divino, assim como o Dispositivo de Osíris opera como uma engrenagem alquímica voltada a canalizar a energia cósmica do renascimento espiritual.
Reno Fioraso

A influência saudável inspira o indivíduo a buscar sua própria conexão com o divino. Já a manipulação cria uma dependência espiritual doentia, onde o fiel acredita que Deus só fala através da boca daquele líder específico. Esse é o maior perigo para a religião: quando o intermediário se torna mais importante do que a própria mensagem.

Viverei a chama que arde
No despontar da esperança,
E velarei o divino amor
No esplendor da aliança!

A vida terrena é a potência do amor divino; a morte é o ato que a atualiza na eternidade.
Reno Fioraso

Entendendo os multiversos, a vida em abundancia de cura e harmonia ao poder divino do som. Energia, freqüência e vibração, como nos alertava Nicola Tesla. A oração não são um conjunto de palavras agrupadas, são sim um mantra ancestral que não devem ser traduzidas e simplificadas por que diminuem sua eficácia e objetivo. No princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.

Dizer que Deus é bom é limitar o poder divino de um Deus soberano.

Helena — nascida da divindade, sua beleza foi o fruto lançado ao ego divino; mas o verdadeiro mistério não foi a promessa de Afrodite, e sim como uma mente humana pôde construir um cavalo de madeira capaz de carregar a fúria de mil navios e selar o destino de um império.
Reno Fioraso

Não é questão de ceticismo ou apostasia. Mas rezar e apegar ao divino, de nada vale quando os planos dos homens já foram arquitetados; tu já fostes julgado e condenado. Resta- te agora uma sentença a cumprir.

290126

Ah Carla, talvez o nosso erro tenha sido buscar o divino onde só existe o barro. Dizem que somos imagem e semelhança de Deus, mas olho para o espelho e para o mundo e vejo outra assinatura. Se Deus criou os anjos para a luz, foi o silêncio de Lúcifer que moldou a humanidade. Fomos forjados no pecado original da rebeldia, e é por isso que pecamos com a mesma naturalidade com que respiramos.
Não há distinção entre nós e o abismo. O mal não é um invasor externo, ele é o dono da casa, o morador que escolhemos alimentar todos os dias com a nossa liberdade de escolha. E, quase sempre, escolhemos o caminho errado porque é o caminho que reconhecemos como lar.
Eu tentei te santificar nas minhas cartas, Carla, mas como posso fazer de você um anjo se as mãos que escrevem são filhas da queda? Estamos presos nessa herança de erros, e a minha maior falha foi acreditar que o meu amor poderia te salvar de uma natureza que já nasceu vencida.
O mal não está lá fora. Ele está no nós, que eu insisti em chamar de paraíso.


DeBrunoParaCarla

Ser chamado para cuidar do rebanho não é uma profissão, e sim, um ministério divino que promove o crescimento e a edificação do mesmo.

Muitos podem descascar batatas na terra, quando nunca plantaram no território divino do Seu rebanho a verdadeira Semente para a Vida Eterna.

⁠AO DIVINO ASSASSINO

Uma litania ante o Sagrado Coração
concebida em Paray-le-Maulnier, tempos
depois do acidente fatal de Anecy Rocha

Senhor, Senhor, o Teu anjo terrível
é sempre assim? Não tensumrefratário
à hora do massacre–ummais sensível

que atrasasse o relógio, o calendário?
Ao que parece a todos tanto faz
por quem o sino dói no campanário.

Começa a amanhecer e uma vez mais
rebelo-me, mas sei que a minha vida
não tem como ou por que voltar atrás.

Aceito que a mais dura despedida
é bem mais que metáfora do nada
a que se inclina o chão; que uma ferida

e a papoula sangrenta da alvorada
pertencem ao mundo sobrenatural
tanto quanto uma lágrima enxugada

à beira de um caixão. Mas afinal,
Senhor, amas ou não a humanidade?
Não fui ao escandaloso funeral

e imaginá-la em Tua eternidade
dói demais! Vou passar mais este teste,
sim, mas protesto contra a insanidade

com que arrancas à muque o que nos deste!
Tu sabes que a soberba da família
era maior que a dela e eu tinha a peste–

pai e mãe apartavam-me da filha
e o irmãozão nem falar… E hoje, coitados,
como hão de estar? Aqui é a maravilha,

as genuflexões… Os potentados
e os humildes, a nata da esperança,
todos chegam por cá meio esfolados,

sangrando como a luz. Não só da França,
toda a Europa rasteja até aqui
esfolando os joelhos, não se cansa

de ensangüentar-se até chegar a Ti
e ao menos a um pixote do Além Tejo
restituíste a vista; eu quando o vi

solucei– mas que o cego e o paraplégico
saiam aos pinotes, que o Teu coração
se escancare e esparrame um privilégio

aqui e outro acolá na multidão,
só me faz perguntar: E ela? E ela…?
Não consigo entender que a um aleijão

concedas tanto enquanto a uma camélia
Tu deixas despencar… Por que, Senhor?
Olho tudo do vão de uma janela,

mas vejo a porta de um elevador
escancarar-se sobre um outro vão,
um vão sem chão… E a seja lá quem for

aqui absurdamente dás a mão!
Me pões trêmulo, gago, estupefato,
pasmo, Senhor– mas consolado não.

A mesma mão que fez gato e sapato
da minha doce Musa, cura e guia,
cancela as entrelinhas do contrato,

Dominus dixit… Mas quem merecia
mais do que uma açucena matinal
um manso desfolhar-se ao fim do dia,

quem mais do que uma flor, Senhor? Igual
nunca viram os mais alvos crisantemos,
tinha direito a um fim mais natural,

à morte numa cama, em casa ao menos…
Mas não– tinha que ser total o escândalo!
Por que, se nem nos circos mais extremos

Teus mártires andaram despencando
sobre os leões, se nem o lixo cai
de oito andares aos trancos, Santo Vândalo?

Não vim denunciar o Filho ao Pai
ou o Pai ao Filho, não vim dar razão
aos que recusam e usam cada ai

contra a humildade; vim porque a Paixão
me chamou pelo nome e a alma obedece
e aceita suar sangue– como não?

Mas não sei mais unir o rogo à prece
do que a elegia ao hino de louvor,
não sei amar-Te assim… Caso o soubesse

teria que ficar aqui, Senhor,
aqui, arrebentando-me os joelhos,
esfolando-me todo ante um amor

que vai tornando sempre mais vermelhos,
mais duros os degraus do Teu altar.
Tu, que tudo consertas, dos artelhos

que desentortas e repões a andar
até às pupilas mortas de um garoto,
do cachoupinho que me fez chorar;

Tu, que a este lhe dás a flor no broto
e àquele o lírio pútrido do pus;
Tu, que passas por um de quatro e a um outro

pegas no colo e entregas a Jesus;
Tu que fazes jorrar da rocha fria;
Tu que metaforizas Tua luz

ao ponto de fazer de uma agonia
um puro horror ou a morna mansuetude–
que hás de fazer, Senhor, comigo um dia?

Quando eu agonizar, boiar no açude
das lágrimas sem fundo… Quando a fonte
cessar de soluçar e uma altitude

imerecida me enxugar a fronte…
Como há de ser, Senhor? Oxalá queiras
que a mim me embale a barca de Caronte

como o fazia a velha Cantareira,
o azul da travessia… A Irrecorrível
arrasta a cada um de uma maneira

e a quem quer que se abeire ao invisível
recordas a promessa: aquele a escuta
e este a recusa porque a dor é horrível,

mas, se a todos a última permuta
terá sempre o sabor da anulação,
o travo lacrimoso da cicuta,

a ela Tu negaste o próprio chão,
deixaste-a abrir a porta sem querer!
Nunca falou na morte, e com razão,

intuía, quem sabe, o que ia ver…
Sentença Tua? Em nome da promessa
não há negar Teu duro amanhecer–

mas quando arrancas mais uma cabeça
como saber que és Tu, que não mentia
O que ressuscitou? Talvez na pressa,

no pânico de Pedro, eu negue um dia
e trate de escapar, mas hoje não;
hoje sofro com fé e, sem poesia,

metrifico uma dor sem solução,
mas não vim negar nada! Faz efeito
essa dor: faz sangrar, mas faz questão

de defender-me como um parapeito
contra a queda e a revolta… Um Botticelli
despedaçou-se todo, mas que jeito,

se por Lear enforcam uma Cordélia
e encarceram a Ariel por Calibã…?
Alvorece, a manhã beata velha

enfia agulhas no Teu céu de lã,
tricoteia Paray-le-Maulnier *
e eu penso: ela morreu… Hoje, amanhã,

enquanto Te aprouver e até que dê
a palma ao prego e o último verso à traça,
vai doer– mas Amém! Não há por que

amar a morte, mas que venha a Taça,
aceito suar sangue até ao final,
como não… Tudo dói, menos a graça,

mata, Senhor, que a morte não faz mal!

Da Festa do Sagrado Coração em Julho de 1979 até aos
26 de Outubro de 1997.

A hasta que sangrou o Divino tornou-se a lança invisível da justiça humana por séculos em silêncio, provando que o poder humano não nasce apenas da coroa de espinhos, mas da ferida que nunca cicatriza.
Reno Fioraso

O amor divino alcança todos os seres, inclusive aqueles que erram.