Ditadura
A ditadura transforma o cidadão em súdito e, depois, transforma a obediência do súdito em prova de consenso.
Toda ditadura procura criminalizar primeiro a palavra, porque sabe que uma sociedade que pode nomear a opressão ainda pode combatê-la.
A ditadura teme o arquivo porque todo poder que pretende controlar a memória teme aquilo que os documentos podem lembrar.
Toda ditadura pode conquistar o território de um país; nenhuma consegue possuir definitivamente a consciência de seus cidadãos
Não há nada que mais atemorize uma ditadura do que a espontaneidade dos seus cidadãos.
(João Pereira Coutinho)
O capitalista comunista.
Este canalha defende a democracia com a ditadura dele.
O que os outros dizem só interessa se eu aprovar.
“O poder nas mãos corruptas
não é progresso, mas cruel
e promíscua ditadura num
sistema coersitivo da liberdade
e direitos suprimidos."
0561 "Ditadura se autodenominar 'República Popular' é desaforo, é provocação e pode ser piada de péssimo gosto."
É perceptível que o apego ao valores da Ditadura por parte de uns aqui no Brasil ainda é contemporâneo que eles censuram com desqualificação os filmes premiados e o carinho a sociedade que manifestam alegria pelas premiações.
Ditadura da Felicidade
Foi esse o tema de uma da exibições do programa “Na Moral”, comandado por Pedro Bial, na Rede Globo. Atraída pelo assunto, fiz questão de ficar acordada até tarde para acompanhar e saborear a discussão.
Além de instigante, o título escolhido foi bastante pertinente. De fato, embora muitas vezes não tenhamos consciência disso, vivemos, sim, submetidos à ditadura da felicidade. Basta olhar ao redor. É ela (a felicidade) quem nos governa, quem dita as regras a serem seguidas. É ela, enfim, quem está no comando.
Dia desses, em meio a uma conversa descontraída com um amigo, fui surpreendida com a seguinte pergunta: “Qual é, pra você, o sentido da vida?”.
Ingenuamente, respondi que aqui estamos, todos nós, em busca de amadurecimento, na esperança e com o objetivo de crescermos e evoluirmos, tornando-nos seres humanos melhores.
Percebi que o amigo me olhou torto e a impressão que tive foi de que, lá no fundo, ele se sentira injuriado com a minha resposta. Penso mesmo que ele se segurou para não dizer que eu estava completamente enganada, que não era nada daquilo, que o sentido e a razão da vida eram a busca da felicidade. E foi assim que, quando lhe devolvi a pergunta, ele respondeu, com entusiasmo: “Estamos aqui para sermos felizes. Estamos todos em busca da felicidade”.
E aquele bate-papo me fez refletir sobre o quanto somos reféns dessa tal felicidade. Sim, porque tudo o que fazemos é em prol dela. Parece ser ela a finalidade de todos os nossos projetos, de todas as nossas atitudes, de todo o nosso esforço e até das nossas economias.
E onde estará ela, afinal? Alguém aí, por acaso, já a encontrou?
Na sociedade em que vivemos, é comum que a felicidade esteja associada à aquisição de algum bem de consumo. Fica-se feliz com a compra de um carro novo, com a troca do apartamento, com a tão sonhada viagem à Europa. Ou mesmo ao se ganhar um sapato novo, aquele vestido que vinha sendo paparicado na vitrine ou o CD da banda favorita.
Mas a felicidade vai bem além disso. É algo imaterial, que não pode ser tocado. É um estado de espírito, que precisa ser diariamente exercitado para ser mantido. Deveria ser encarada como consequência natural de nossas atitudes, e não como resultado necessário delas.
Em outras palavras, não se trata de correr atrás de um determinado sonho “para ser feliz” ou “com o objetivo de ser feliz”. Melhor é persegui-lo, com unhas e dentes, por crer que aquele é o melhor caminho a ser seguido. A felicidade é que venha, espontaneamente, se e quando puder, e não a qualquer preço, porque ela, na verdade, não tem preço.
Enquanto estivermos nessa busca incessante e desvairada pela felicidade, ela continuará nos dominando, controlando nossos passos e cerceando nossa liberdade. Continuaremos, sim, sob seu comando.
Encaremos a vida como uma excelente oportunidade de crescimento. Pratiquemos o bem, cultivemos o amor ao próximo. Sejamos honestos e humildes. Tomemos o caminho que nos pareça mais adequado. E deixemos que a felicidade venha naturalmente ao nosso encontro, sem cobranças, sem exigências, mas apenas como resultado das escolhas certas que fizemos.
Na democracia, que é uma forma de ditadura mais suportável, com frequência a maioria vê que errou, há alguns pleitos anteriores, e corrige seu voto na eleição seguinte, de modo que, daí mais alguns anos, corrige novamente sua escolha, voltando àquilo que pensava estar errado, que se revelará errado logo adiante, e assim por todo o tempo.
Ditadura
Aonde é que foi parar o país de Independência?
Onde está a ordem e processo?
Em meio a toda essa guerra já não sei para onde ir...
Simplesmente me perdi, em busca de paz e igualdade.
Queria poder ter voz para dizer, mas a violência me tornou incapaz de falar.
Aqui não há direitos, só regime militar...
As pessoas são mudas e não podem contestar,
Sobre as palavras que aqui estou tentando expressar...
Violência, guerra, desigualdade, e regime militar....
Nos Porões da ditadura, uma flor...
Foi submetida a requintes de crueldade por seus algozes
E por serem animais homens, conspurcaram-na
Insatisfeitos, a mutilaram
Nos porões da ditadura, uma flor...
Foi silenciada pelos agentes de repressão
Com uma rajada de fuzil FAL
A queima roupa, estraçalhando-lhe o corpo
Nos porões da ditadura, muitas flores
Foram ceifadas barbaramente
Em nenhum momento calaram-se
Nem diante do pavor e da dor
Nossos jardins jamais serão os mesmos
Sem a presença delas
Mesmo sabendo que outras nascerão
Para florir este país de beleza e bravura
“Desarquivando a Ditadura”
Alguns repudiam a miséria,
Outros, enriquecem dela...
Alguns lutam por justiça social,
Outros, se vendem.
Alguns, mesmo duramente seviciados,
assumem seus ideais de igualdade,
Outros, dilaceram...
Alguns milhares tombaram em guerras sujas,
Outros, escondem a verdade.
Alguns são reconhecidos pela história como heróis,
Outros, por algozes.
Alguns são homenageados,
Outros, são esculachados.
Alguns sempre terão a cara do Brasil,
Outros, do imperialismo.
Alguns sempre serão dignos,
Outros, lacaios.
Vença, ignore a ditadura do seu passado, não viva o presente com as glórias antigas, passado não tem glória, passado tem história!
A Ditadura Mercantilista pelo qual tem empreendido o vasto território das artes fundamenta-se na sedução do público, a fim de depositar seus dejetos para reduzir a capacidade de raciocínio.
