Ditadura
Mourão não passa de um general, cria da opressão! Memória viva da ditadura morta, um falso patriota! Fraquejada do totalitarismo!
Mourão não passa de um general, filhote da ditadura! Idiota patriota, fruto da fraquejada do totalitarismo, pai do bolsonarismo!
Flávio ataca as urnas!
Mourão é a memória viva da ditadura morta, destruidora de sonhos e criadora de pesadelos! Freddy Krueger tupiniquim!
"Ditadura é o nome que se dá à pequenez de espírito que tenta enquadrar a imensidão humana em regras morais mesquinhas. Quem quer controlar o afeto e a fé do outro ainda vive sob o regime da ignorância."
"O autoritarismo no Brasil veste roupas comuns. A ditadura já se instalou no instante em que o vizinho, o fiscal da moralidade e os donos da verdade decidiram patrulhar o amor, a fé e a liberdade alheia."
"A pior ditadura não é a que governa o Estado, mas a que se instala na mente dos hipócritas. São aqueles que, na sua arrogância, julgam-se donos da forma como o outro deve amar, crer ou existir."
"A ditadura mais perigosa é aquela disfarçada de moralidade, onde mentes pequenas tentam ditar as cores, os amores e a fé dos outros."
Se até a Bolívia ganhou eleição justa após 20 anos de consideração de ditadura, pois o presidente anterior só ganhou somente há 20 anos atrás pela última vez, devemos lutar por justiça onde não tem ainda também, é nosso direito tentar convencer o justo. Grato ao Rodrigo Paz por ser eleito na Bolívia, estarei lutando pela justiça boliviana e geral com isso.
"Sempre haverá quem negue o período da ditadura, assim como quem conteste a natureza do golpe de 8 de janeiro. São distorções deliberadas da história; ainda assim, a vida insiste em seguir."
A Ditadura do Vencimento
Não se engane, caro leitor. Não somos mais Homo sapiens. Somos, essencialmente, Homo Boléticus. Nossa vida não é medida em anos de felicidade ou de sabedoria adquirida; é contada na dolorosa sucessão de datas de vencimento.
O boleto não é apenas um pedaço de papel (ou, mais modernamente, um QR Code azul). Ele é o nosso antagonista existencial, a prova incontestável de que, no grande teatro da vida moderna, nosso papel é o de um mero alimentador de um dragão invisível chamado Sistema.
O ciclo começa sempre com a doce, breve ilusão. É o dia 5, ou 10, e a conta bancária está sorrindo para você. Por um breve, glorioso momento, você se sente um magnata, flertando com a ideia de comprar algo desnecessário. Mas o magnata dura pouco.
Mal o dinheiro assenta, e lá vem ele, o Mensageiro da Ruína, a notificação silenciosa no celular: Seu boleto da fatura X está disponível. É o chamado do dever. O dinheiro chegou com hora marcada e, antes que a endorfina do salário baixe, ele já tem donos mais urgentes que a sua alegria.
A pior parte é o Boleto Fantasma. Aquele que você não esperava, que se materializa na sua caixa de entrada, geralmente vindo de um serviço que você contratou em 2017 e jurava ter cancelado. Ele surge como um fantasma vingativo, exigindo não apenas dinheiro, mas também a humilhação de ter que ligar para o atendimento ao cliente.
E quando finalmente chega o Dia D (Dia de Desembolsar), a cena se repete: você entra no aplicativo do banco e executa o balé da quitação. É um ritual de sacrifício. A cada confirmação, um pedacinho da sua alma — ou, pelo menos, do seu churrasco de domingo — se esvai. Você paga o aluguel, o plano de saúde, o streaming que você não assiste e, finalmente, a conta de luz, que sempre parece estar cobrando o custo da sua culpa por ter deixado o carregador na tomada.
O ápice cômico-trágico é quando, após pagar rigorosamente todas as contas, você olha para o extrato e percebe: você trocou todo o seu trabalho mensal pela permissão de continuar trabalhando no próximo mês. A vida moderna não é sobre acumular riqueza; é sobre zerar dívidas para que novas dívidas possam surgir.
O boleto é a única prova de que você existe e consome, e isso, de alguma forma, nos conforta. É a nossa âncora na realidade.
No fim, a gente se deita, suspira aliviado por ter vencido o mês, e mal a cabeça toca o travesseiro, o cérebro sussurra: Só mais 30 dias... E o IPTU, você já viu?
A vida é isso: a arte de sobreviver entre um vencimento e outro. E a única certeza que temos é que, enquanto houver vida, haverá boletos. É a nossa maldição e nossa métrica.
Fuja com as palavras pro papel,
se a ditadura do escrevo depois
te pega com o, que era mesmo?
já te tomou o direito de mostrar:
olha o que escrevi...
(Leonardo Mesquita)
Você obedece tanto numa ditadura quanto numa democracia. A única diferença é que você não deve reclamar de uma, mas pode reclamar à vontade da outra.
Democracia não é a ditadura da maioria, mas a representação justa e igualitária de cada voz do povo.
“A ditadura não precisa destruir todas as leis; basta escolher quais leis serão obedecidas pelo poder.”
Toda ditadura precisa primeiro conquistar o significado das palavras: depois, conquista o significado dos direitos.
