Dificil é Ficar longe de quem se Ama

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Calar as vozes externas foi o treino mais difícil, mas foi o que me fez cruzar a linha de chegada

O poder mais difícil de contestar é aquele que exclui sem declarar a exclusão e hierarquiza sem admitir a hierarquia.

Aprendemos que é uma tarefa difícil ir atrás dos nossos sonhos, mas talvez ainda não tenhamos percebido que é até mais difícil viver dia após dia sabendo que não os estamos perseguindo.

É cada vez mais difícil alguém conseguir ter algum tempinho de sobra ao longo do dia. Tudo é tão corrido, tão urgente, que as pessoas não mais têm tempo para desfrutar de um passatempo, de uma amizade, para não fazer absolutamente nada, apenas descansar. Trabalha-se mais, acumula-se serviço, enquanto os relacionamentos humanos se esvaziam cada vez mais.

Ninguém aguenta, por muito tempo, passar as horas tão somente num pique atarefado e comprometido com responsabilidades que não trazem algum sossego. Por mais que se goste de trabalhar, o corpo e a mente precisam de descanso, de um intervalo em que se consiga tirar um pouco de peso dos ombros.

E nada melhor do que um amigo verdadeiro para ajudar essa vida a se tornar menos densa e pesada.
Não há quem possa manter um mínimo de equilíbrio sem ter ao menos uma pessoa com quem dividir momentos de descontração e divertimentos, mesmo que simples, como um cafezinho ou uma cervejinha, para espairecer e se esquecer, por breves momentos que sejam, do montante de dissabores que fazem parte da vida. Rir com verdade, conversar sobre amenidades, lembrar-se de momentos especiais, tudo isso alivia a carga massacrante que o cotidiano nos obriga a enfrentar.

Amigos não devem servir somente para consolar e ouvir nossas agruras, mas também podem ser ótimas companhias para as ocasiões em que dividimos amenidades frugais, sem nada de sério pairando sobre a conversa, apenas sorvendo aquele ócio que recarrega nossas baterias e nossas energias.



Amigos nos ajudam nos momentos de escuridão, mas também nos alegram quando precisamos apenas estar com alguém para dividir café e risadas.
Não podemos deixar de lado a necessidade de desfrutar momentos de lazer, junto a pessoas boas e verdadeiras, para que não sucumbamos diante dos inúmeros problemas que lotam nossa vida de entraves. Nosso emocional precisa de refresco e serão as pessoas que nos amam sem ressalvas os calmantes especiais que tornarão nossos passos mais seguros.

O poder mais difícil de contestar não é aquele que proíbe a pergunta, mas aquele que controla as condições pelas quais uma resposta pode ser encontrada.

Talvez a liberdade mais difícil seja permitir que a vida seja simples sem considerar isso uma derrota.

⁠O difícil e o fácil, são verdades sobre a luta para o sucesso.

⁠Mudar é difícil e não mudar é mortal.

É difícil expressar o que não entendemos, mas ainda assim sentimos.

⁠"Dizer adeus é tão difícil,
que eu prefiro viver dizendo Oi..."
Haredita Angel
25.09.2014
Facebook

"Às vezes nos afastarmos de certas pessoas é muito difícil, porém necessário!"
Haredita Angel
26.10.13

⁠⁠Seria muito difícil — ou até impossível — alugar a cabeça de todo um povo, ou parte dele, sem antes comprar algumas.⁠⁠

⁠Confundir Grosseria com Franqueza é muito fácil, difícil é convencer o outro a aceitar a agressão deliberada.


E essa confusão caprichosa nada mais é do que um atalho tentador para quem não quer atravessar o terreno da responsabilidade.


A franqueza exige compromisso com a verdade e com o outro; a grosseria se basta no impacto e se esconde atrás da desculpa da “sinceridade”.


É fácil chamar de honestidade aquilo que foi cuidadosamente temperado para ferir.


Difícil é sustentar que agressão deliberada seja virtude — ainda mais quando se exige do ferido maturidade, compreensão ou o famoso “jogo de cintura”.


A franqueza jamais precisa levantar a mão para se fazer ouvir.


Quem precisa subir o tom para sustentar uma ideia, não tem ideia alguma para sustentar — mas caprichos.


Quando a palavra nasce para machucar e não para esclarecer, já não é verdade: é descarga.


E não, não cabe ao agredido aprender a aceitar o golpe para que o agressor se sinta autêntico.


Isso não é franqueza…


É grosseria pedindo absolvição.


Num mundo onde quase tudo se confunde, qualquer um pode confundir Grosseria com Franqueza, mas não esperar que ela flerte com a minha misericórdia.


Para as ofensas deliberadas, talvez só a Deus caiba o perdão…


Quem vive tentando ser mais humano também cansa!

⁠Às vezes é muito mais difícil lidar com o barulho do estresse do doente do que com o barulho da própria doença.


A doença quase sempre fala baixo, quase em sussurros, enquanto o estresse aprende a gritar.


Grita no medo, na impaciência, na ansiedade que ocupa cada espaço do dia.


O corpo até tenta se adaptar à dor, aos limites, ao tratamento — mas a mente, inquieta, faz mais ruído do que os próprios sintomas.


Lidar com a doença é enfrentar o que é concreto; lidar com o estresse é navegar no invisível, no cansaço emocional que não aparece nos exames.


Talvez por isso doa muito mais.


Porque a doença pede cuidado, mas o estresse pede escuta, acolhimento e tempo — coisas raras quando tudo parece mais urgente.


Silenciar esse barulho interno não é negar a realidade, é aprender a respirar dentro dela.


E, às vezes, é nesse silêncio ainda possível que começa a verdadeira cura.

⁠Seria muito difícil — ou até impossível — alugar a cabeça de todo um povo, ou parte dele, sem antes comprar algumas.


E comprar cabeças não exige dinheiro em espécie.


Exige, antes, acessos…


Acesso às emoções, aos medos mais íntimos, às esperanças mais frágeis…


Exige repetição até que a mentira soe familiar, e familiaridade até que a dúvida se torne desconfortável.


Aos poucos, não se impõe uma ideia — planta-se.


E, como toda semente, ela cresce melhor quando o terreno já foi preparado.


A compra de algumas consciências inaugura o ciclo.


São vozes estratégicas, rostos confiáveis, figuras que inspiram pertencimento, quiçá instrumentalização da fé religiosa.


Elas funcionam como pontes: ligam o estranho ao aceitável, o absurdo ao plausível.


Quando essas vozes falam, não parece imposição; parece consenso.


E é aí que o aluguel começa — quando pensar por conta própria passa a ser mais difícil do que repetir.


Nenhuma mente é tomada de uma vez.


O processo é gradual, quase imperceptível.


Pequenas concessões aqui, uma simplificação ali, uma narrativa conveniente acolá.


De repente, o que antes causava estranhamento passa a ser defendido com fervor.


E o que era questionamento vira ameaça.


Mas talvez o ponto mais inquietante não seja o ato de comprar algumas cabeças — e sim o silêncio das demais.


Porque onde há ausência de reflexão, há espaço de sobra para a ocupação.


E onde há medo de discordar, o aluguel se renova automaticamente.


No fim, não se trata apenas de quem compra ou de quem aluga.


Trata-se de quem resiste a vender — e, mais ainda, de quem insiste em pensar com a própria cabeça.

⁠É muito difícil — quase impossível — a Sororidade incomodar alguém que não se identifique com o Machismo Estrutural.


Porque aquilo que nasce da empatia raramente pode ameaçar quem aprendeu a conviver com a igualdade.


O incômodo quase sempre surge quando a solidariedade feminina deixa de ser silenciosa, obediente ou ornamental, e passa a confrontar privilégios históricos tratados como naturais durante séculos.


Há quem confunda sororidade com blindagem moral, quando, na verdade, ela frequentemente nasce da necessidade de sobrevivência emocional, social e até física.


Mulheres aprendem cedo que o julgamento coletivo costuma ser mais cruel com elas, que a violência muda conformemente o ambiente, e que muitas disputas femininas foram incentivadas por estruturas que sempre lucraram com a desunião entre elas.


Talvez por isso tanta gente se incomode quando mulheres começam a se apoiar sem pedir autorização cultural para isso.


Porque o Machismo Estrutural não vive apenas em agressões explícitas; ele também se esconde nas ironias, nos desconfortos seletivos, nas piadas normalizadas e na estranha necessidade de deslegitimar qualquer movimento de acolhimento feminino como exagero, vitimismo ou ameaça.


Curioso é perceber que ninguém costuma se irritar com alianças masculinas historicamente normalizadas — políticas, econômicas, corporativas ou sociais.


Mas basta mulheres defenderem ou orientarem umas às outras com mais consciência para surgir a acusação de parcialidade.


Como se o privilégio pudesse se organizar livremente, mas a resistência tivesse obrigação permanente de se justificar.


No fundo, a sororidade não assusta quem acredita na dignidade humana compartilhada.


O que realmente incomoda é o enfraquecimento gradual das estruturas medonhas que sempre dependeram do silêncio, da rivalidade induzida e da submissão disfarçada de tradição.


E talvez seja exatamente por isso que ela continue sendo tão necessária.

⁠Nada é tão difícil e penoso quanto habitar um mundo que gira em torno do umbigo de alguém.


Há pessoas que tentam transformar a própria existência no centro de gravidade de tudo o que acontece.


Suas dores sempre parecem maiores, suas conquistas mais importantes, suas ideias mais assertivas, seus problemas mais urgentes.


Quem vive ao redor delas, pouco a pouco, deixa de ocupar um lugar de sujeito para tornar-se apenas figurante em uma história que nunca lhe pertenceu.


Conviver com alguém assim é experimentar o desgaste silencioso de ser constantemente invisível.


É perceber que o diálogo se torna monólogo, que a empatia tem mão única e que o afeto passa a ser medido pela capacidade de alimentar as necessidades do outro.


Quem exige compreensão sem limites, muito raramente oferece a mesma disposição para compreender.


O egoísmo, quando se torna modo de existir, não desgasta apenas quem está por perto.


Também condena quem o cultiva a uma vida estreita, incapaz de enxergar a riqueza que existe na troca, na escuta e na vulnerabilidade compartilhada.


Afinal, ninguém cresce olhando apenas para o próprio umbigo.


Relacionamentos saudáveis não se sustentam quando apenas um ocupa o centro da mesa.


Eles florescem quando há espaço para diferentes histórias, diferentes dores e diferentes alegrias.


Amar, conviver e construir exigem um movimento constante de descentralização: reconhecer que o outro também carrega um universo inteiro dentro de si.


Talvez a verdadeira maturidade comece justamente quando deixamos de perguntar apenas “o que isso significa para mim?” e passamos a perguntar “como isso afeta quem caminha ao meu lado?”.


Porque a vida não foi feita para ser um espelho onde admiramos incessantemente a própria imagem, mas uma janela pela qual aprendemos a enxergar o mundo através dos olhos de quem compartilha a caminhada conosco.

⁠Se pudéssemos escolher a nossa hora Derradeira, seria muito difícil prever onde haveria mais Baderna:
se na terra ou no céu.


Na terra, porque a despedida quase sempre revela o quanto somos apegados àquilo que julgávamos possuir.


Haveria lágrimas, discursos, abraços demorados, promessas feitas tarde demais e uma pequena multidão tentando negociar com a morte aquilo que nunca esteve sob nosso controle.


Alguns chorariam a nossa ausência; outros, talvez, chorariam a própria incapacidade de nos acompanhar.


No céu, porém, a confusão poderia ser ainda maior — ao menos para aqueles que passaram a vida imaginando que Deus deveria seguir os seus critérios de merecimento.


Uns chegariam esperando reconhecimento, outros, uma fila preferencial, outros ainda, um lugar reservado por causa das orações que fizeram, das igrejas que frequentaram, das regras que cumpriram ou das pessoas que julgaram.


Mas há uma ironia bastante desconcertante na teologia da graça: diante de Deus, ninguém chega carregando currículo suficiente para exigir o paraíso.


A morte tem esse estranho poder de desmontar nossas pretensões.


Ela nos despe dos títulos, das posses, das certezas e até das versões cuidadosamente construídas que fizemos de nós mesmos.


No fim, resta apenas aquilo que sempre fomos diante do Criador: criaturas necessitadas de muita misericórdia.


Talvez por isso o céu seja justamente o lugar onde a nossa baderna termina.


Não porque sejamos finalmente premiados por termos sido impecáveis, mas porque descobrimos, tarde ou cedo, que a salvação nunca foi uma medalha para os melhores.


É graça para os que reconhecem que precisam dela.


E talvez seja essa a maior provocação: se pudéssemos escolher a nossa hora derradeira, talvez escolhêssemos o momento em que estivéssemos mais preparados para morrer.


Deus, entretanto, parece interessado em algo muito mais profundo: que estejamos preparados para viver.


Porque o problema nunca foi simplesmente saber quando iremos partir.


É saber, enquanto ainda estamos aqui, o que estamos fazendo com o tempo que nos foi dado.


No último instante, ninguém terá como reorganizar a própria vida.


Não haverá tempo para fabricar humildade, ensaiar arrependimento ou improvisar fé.


A Eternidade não será uma extensão das nossas desculpas.


Por isso, talvez a sabedoria esteja em viver hoje como quem já entendeu que a hora derradeira não é um acontecimento que podemos agendar.


E que, quando ela chegar, a grande questão não será quanto tempo conseguimos permanecer na Terra, mas o que fizemos com a oportunidade de amar, perdoar, servir e caminhar na direção de Deus.


A morte pode até provocar a última baderna.


Mas a graça é aquilo que, no fim, põe tudo em ordem.

⁠⁠Seria muito difícil — ou até impossível — alugar a cabeça de todo um povo, ou parte dele, sem antes comprar algumas.


Porque nenhuma multidão é dominada de uma só vez.


Primeiro, conquistam-se as vozes mais potentes, as mentes mais influentes, os que falam com facilidade e pensam com preguiça.


Compra-se a opinião de alguns e, pouco a pouco, ela passa a parecer a verdade que muitos gostariam que fosse.


Ideias alugadas raramente chegam com contrato visível.


Elas se disfarçam de pertencimento, de urgência, de causa nobre ou de solução fácil.


E, quando parte do povo passa a repetir convicções que nunca questionou, talvez já não perceba que deixou de ser dono dos próprios pensamentos.


Há quem venda a consciência por conveniência, há quem a entregue por medo, e há quem a troque pela confortável sensação de fazer parte do coro.


Mas toda mente que abdica do esforço de pensar por conta própria torna-se terreno fértil para quem deseja governar sem diálogo, conduzir sem explicar e dividir para melhor controlar.


Pensar exige coragem.


Questionar exige disposição para, às vezes, caminhar sozinho.


Afastar-se da famigerada manada.


Por isso, manter a própria cabeça livre talvez seja um dos atos mais silenciosos — e mais revolucionários — que alguém pode praticar.


No fim, não são as ideias impostas que transformam uma sociedade, mas aquelas que nascem do encontro honesto entre consciência, reflexão e responsabilidade.


Porque quem preserva a própria mente, não apenas se protege, mas ajuda a impedir que o pensamento coletivo seja transformado em propriedade de poucos.

Alzheimer




Meu Deus, como é difícil quando eles se perdem nas próprias memórias e, ainda assim, falam de nós com tanto amor, sem saber que estão diante de quem tanto procuram.


É estranho e doloroso perceber que, talvez, o tempo tenha rebobinado dentro deles. Como se a fita da vida tivesse voltado a um capítulo em que nossos rostos ainda eram outros, em que a nossa face não carregava as marcas de tantos anos, e a imagem que guardaram de nós tivesse permanecido intacta, enquanto a vida seguia seu curso.


E então estamos ali, diante deles, ouvindo histórias sobre nós mesmos, sendo lembrados com ternura por quem já não consegue nos reconhecer. Somos, ao mesmo tempo, presença e ausência. Estamos perto o suficiente para tocar, abraçar, ouvir, mas longe demais para sermos encontrados na memória que se perdeu.


Talvez eles não saibam que somos nós. Talvez procurem, em nossos rostos de hoje, aqueles meninos e meninas que o tempo levou. E nós, com o coração apertado, gostaríamos tanto de poder voltar àquela época, nem que fosse por um instante, só para que seus olhos nos encontrassem mais uma vez.


Porque há dores que não vêm da falta de amor, mas da impossibilidade de sermos reconhecidos por quem nos ama. E poucas coisas devem ser tão difíceis quanto continuar sendo alguém tão importante na história de uma pessoa e, ainda assim, precisar reapresentar-se a ela todos os dias.