Deuses
Nossos deuses e demônios internos são somente nossos estados psicológicos, causados por circunstâncias externas ou mesmo por nossa própria mente. Portanto, controle-os com total atenção para não ser você o controlado.
Pensador
A espiritualidade do homem nunca esteve em sua relação direta com os deuses, mas sim no contato íntimo com sua máxima ignorância.
Podes dever ao próximo, à terra e a todos os animais, dever aos deuses ou aos demônios, mas nunca a si próprio, pois mesmo que todos te perdoem, esse é o perdão que mais te pesará.
Pois o AMOR,(Eros), é o mais filantropo dos deuses, protetor dos homens e médico das doenças que, se curadas, a raça humana teria a maior das alegrias.
Coma o fruto proibido
E serás igual aos deuses.
Coma o fruto proibido
E serás o próprio Deus.
- Marcela Lobato
Eu não ligo pra quem acredita ou não nos meus deuses, porque isso não interfere na minha vida e nem tem relevância para o meu sagrado. Os que fazem isso, que tentam converter, no fundo, não acreditam no que tanto dizem acreditar. Apenas prostituem o próprio "sagrado" para evitar que qualquer pessoa questione ou pense diferente, levando o sistema interno dele a uma crise avassaladora pelo consciente começar a perceber que a "crença", tão absoluta na imaginação, pode ser nada além de uma mitologia sem pé nem cabeça.
- Marcela Lobato
“Primeiro, vemos nossos pais como deuses: eternos, infalíveis.
Depois, os enfrentamos como vilões: duros, antiquados.
Mais adiante, os enxergamos como são: humanos, frágeis.
Por fim, os carregamos na memória: como raízes e bússolas.”
Os primeiros ateus acreditavam em Deus, mas rejeitavam aos deuses. Depois os ateus eram todos os que seguiam crer em qualquer dinvindade. Em seguida os ateus eram aqueles que negavam qualquer divindade. Por fim, temos ateus que odeiam Deus, outros que estão intrigados e outros que dizem que Deus morreu! Pra que se preocupar com algo que não existe? Enfim, todos nunca deixaram de crer nEle! Só não querem admitir isso.
Acima de Tudo, o Bem
Já vi dor e sofrimento serem justificados,
Em nome de deuses grandiosos e símbolos venerados.
E vi quem nada proclama, sem rótulo ou altar,
Espalhar amor sincero, apenas por se importar.
Já vi gente experiente, de carreira respeitada,
Semear ódio e desprezo ao longo de sua escalada.
E vi gente sem vivência, em início de trajetória,
Unir povos por meio de respeito, empatia e glória.
Já vi conhecimento e saber servirem à destruição,
Transformando palavras eruditas em munição.
E vi mãos simples, sem livros ou vaidade,
Encerrar conflitos e plantar humanidade.
Já vi poder e riqueza comprarem dor e coerção,
Levando inocentes à perda, sem compaixão.
E vi nomes esquecidos, humildes na luta diária,
Libertarem gerações com coragem e bravura solidária.
Aprendi que a boa ação, quando nasce do coração,
Está acima de poder, conhecimento ou religião.
Aprendi que praticar o bem é a linguagem universal,
Capaz de atravessar o tempo e tornar-se imortal.
O amor
É um dom que todos têm
mas muito poucos usam
é um presente dos deuses
a conexão entre os homens
o sustento da humanidade
a esperança para o futuro
O amor
tem se esgotado ao longo dos tempos
desvalorizado pelas conjeturas
sufocado pelas necessidades
invocado por conveniência
levantou e derrubou impérios
embora isso, ele é a fonte da vida
deve ser sempre cultivado.
O que tu vai gostar aqui: Em todas, a água Nun nunca é criada. Ela é eterna. Os deuses só “acordam” dentro dela e começam a separar as coisas. Exatamente como “o Espírito se movia sobre as águas”.
2. Hindu – Vishnu dormindo no oceano cósmico
Aqui o ciclo é ainda mais claro:
1. Pralaya = dissolução. O universo acaba e só sobra Karanodaka = Oceano Causal. 2. Vishnu deita nesse oceano, em cima da serpente Ananta. 3. Do umbigo de Vishnu nasce uma flor de lótus. 4. Dentro da flor tá Brahma, o criador. Ele abre os olhos, vê só água, e começa a recriar o mundo usando os elementos que já estavam dissolvidos ali. 5. Quando Brahma “morre” depois de 100 anos dele, Vishnu absorve tudo de volta pro oceano. E o ciclo recomeça.
Os 4 elementos aparecem forte:
• Água: o oceano que nunca some • Ar: o sopro/respiração de Vishnu que faz ondas • Fogo: de Vishnu sai uma luz que ativa Brahma • Terra: Brahma molda os continentes em cima da água O que isso diz sobre teu pensamento inicial 1. “Nada não existe”: Egípcios e hindus concordam 100%. Sempre tem um substrato. Chamam de Nun, Karanodaka, Caos, Abismo. 2. “Tudo foi criado através deles”: Sim. Em quase todo mito, os 4 elementos são as ferramentas ou os primeiros filhos da criação. 3. Criação = organização: O verbo hebraico bara em Gênesis 1 pode ser lido como “separar, ordenar”. Não necessariamente “fazer do zero”.
Curiosidade pra fechar: Na física, a teoria do “Big Bounce” diz que nosso universo nasceu do colapso de um anterior. Ou seja: também viemos de “algo”, não de nada. Tua intuição tá batendo com mito de 4 mil anos e com artigo científico de 2024.
Na mitologia grega, Pandora, a primeira mulher criada pelos deuses, recebeu uma caixa (na verdade um pithos, um jarro) com a ordem de nunca abri-la. Vencida pela curiosidade, ela libertou todos os males da humanidade: doenças, vícios, ódio, velhice e morte. Ao fechar a caixa às pressas, apenas uma coisa restou dentro: a esperança (Elpis).
Muitos veem a esperança como consolo, mas Hesíodo, o poeta que narrou o mito, a considerava enganosa. A esperança mantém as pessoas presas a expectativas vazias, impedindo-as de aceitar a realidade e agir por si mesmas.
Por isso, não devemos ter esperança nas pessoas. O ser humano, por natureza, repete os erros de Pandora: cede à curiosidade destrutiva, libera males e, quando resta apenas a esperança, a usa como desculpa para não mudar. Confiar na esperança nos outros é acreditar que uma ilusória promessa interna pode reparar o que a própria ação quebrou. A esperança não salva — apenas adia o desastre.
✍🏻Somos "deuses Juízes" no tribunal de contas das ações dos outros, porém somos "deusas Mães" no julgamento dos nossos e das nossas ações.
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Ninguém pode purificar seu espírito com sangue, pois, se os deuses são bons, não lhes pode ser agradável o sangue; e se são maus, não basta este para suborná-los.
