Deus fez Vc para Mim

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Eu lembro dessa história como quem abre uma gaveta antiga e encontra um pedaço de mim mesma ainda respirando ali dentro, meio amassado, meio intacto, meio incrivelmente vivo. Era sempre à noite, como se a vida só tivesse coragem de acontecer depois que o sol ia embora. A gente se reunia debaixo daquela árvore que, na nossa imaginação adolescente, virou quase uma entidade sagrada, o tal do “velho Carvalho”. Nem sei se era mesmo um carvalho, mas na nossa cabeça ele tinha séculos, sabia de tudo, e guardava nossos segredos como um confidente silencioso.


Ali, eu era livre. Eu, que em casa andava pisando em cacos invisíveis, desviando de palavras duras, de olhares que pesavam mais do que qualquer castigo. Ali, embaixo daquela árvore, eu era leve. A gente ria alto, inventava histórias absurdas, falava de futuro como se fosse uma promessa garantida, como se a vida fosse mesmo justa com quem sonha. E eu acreditava. Acreditava nelas. Acreditava na gente. Achava que amizade era isso, um abrigo onde ninguém pergunta quanto você tem no bolso antes de te abraçar.


Até que veio aquela noite.


Eu cheguei como sempre, no mesmo horário, com a mesma expectativa simples de quem só quer um pouco de paz depois de um dia pesado. Mas o “velho Carvalho” estava sozinho. E isso já era estranho. Silêncio demais é sempre suspeito. Foi quando eu ouvi música, risadas, aquele barulho típico de festa boa… só que não era pra mim.


A casa ali perto estava iluminada, cheia de gente. E lá dentro estavam elas. Minhas amigas. Minhas companheiras de fuga. Rindo, comendo, vivendo… sem mim. Era uma festa de 15 anos. Aquela coisa clássica, bolo, decoração, gente feliz tirando foto como se a vida fosse perfeita.


E eu do lado de fora.


Eu não fui esquecida por acidente. Aquilo foi escolhido. Calculado. Porque no fundo, alguém decidiu que eu não cabia naquele cenário. Não porque eu não era amiga, mas porque eu não tinha dinheiro. Porque eu não teria um presente bonito pra entregar. Porque minha presença não combinava com a estética da festa.


É curioso como a exclusão não faz barulho. Ela não grita. Ela só acontece, e quando você percebe, já está do lado de fora, tentando entender em que momento virou invisível.


Elas vieram falar comigo depois. Disseram que acharam que eu tinha sido convidada. Ah, claro. Aquele clássico teatro da ingenuidade conveniente. Todo mundo sabia. Todo mundo sempre sabe. Mas ainda assim, saíram da festa pra ficar comigo. E naquele momento, eu aceitei aquilo como um gesto bonito. Hoje eu vejo como um remendo mal feito numa ferida que já tinha aberto.


Porque amizade de verdade não te deixa do lado de fora pra depois vir te consolar.


Eu me afastei da aniversariante. Não foi um escândalo, não teve grito, nem cena. Foi um silêncio decidido. Aquela percepção fria de que algumas pessoas só gostam de você até o ponto em que você não compromete a imagem delas. E quando compromete, você vira detalhe descartável.


Anos depois, ela ainda tentou me diminuir. Me chamou de pseudoblogueira, como se aquilo fosse um insulto mortal. E eu fiquei pensando… olha que curioso… eu, que não tinha dinheiro pra comprar um presente, agora tinha algo que ela não conseguia ignorar: voz. Alcance. Presença.


E mesmo assim, pra ela, eu continuava sendo nada.


Mas sabe o que é mais engraçado? Eu não era nada pra ela, mas eu fui tudo pra mim mesma naquele momento em que decidi ir embora. Porque crescer também é isso, é aprender que nem todo mundo que senta com você debaixo de uma árvore merece um lugar na sua vida inteira.


Hoje, quando eu lembro do “velho Carvalho”, eu não sinto raiva. Sinto uma espécie de carinho melancólico. Porque ali existiu uma versão minha que acreditava nas pessoas com uma pureza quase perigosa. E apesar de tudo… eu não me culpo por isso.


A culpa nunca foi de quem amou demais. Sempre foi de quem não soube receber.


E se tem uma coisa que a vida me ensinou, é que a gente pode até não escolher de onde vem, mas escolhe muito bem quem permanece.


Agora me conta… quantas vezes você também já foi deixada do lado de fora de alguma festa da vida?

Longe de mim querer causar medos,e espantos.
Não souberam me domesticar,
Continuo com meu faro apurado,e finlig afiado.

De mim...
Pra mim
Eu te vi cair, juntar teus cacos sem ferir ninguém.
Se levantar com dignidade e recomeçar.
E diante do espelho,te aplaudo.

Eu fico fazendo os cálculos da distância,
Quando as pessoas precisam
de mim,
E quando precisei delas.

Sabe a intensidade do mar?
A mesma existe em mim,
Se isso te assusta não mergulhe,
Boa sorte molhando os pés.

Cada um é dono de suas tragédias pessoais,
E tudo em mim requereu coragem.
Na decisão de ficar, de ir,ou de nunca mais voltar.

Sou tua


Sou tua mais que fui de mim outrora.


Algo em mim, secreto e tão profundo,
ao ver-te, abandonou seu próprio mundo
e em teu olhar fez sua morada.


Sou tua por amor
e por querer.


Se me busco, volto a te encontrar:
que já não sei se vivo em mim
ou se apenas respiro
em te amar.

Sei que falta alguns pedaços em mim, mas os que sobraram que não puderam levar, eu guardei para quem souber cuidar.

Tenho encontrado tanta coragem que o medo tem se escondido de mim.

⁠Quem acredita nas mentiras ditas contra mim é tão culpado quanto quem as inventa,se tem os meios de encontrar a verdade diretamente.

O Sertão Dentro de Mim


O sertão que eu trago
não tá no mapa


ele mora em mim


nas partes em que a palavra
não cabe


onde o silêncio
diz sim


Tem dia
que sou chão rachado


pedra dura
pó e calor


onde a lágrima
não escorre


mas queima
o peito
e a dor


Mas foi na seca
que eu vi brotar


meu fio d’água
escondido


milagre pequeno
e teimoso


me mantendo vivo


Já tive sede de afeto


sede de mim
de abrigo


mas aprendi
com o deserto


que a falta
também é amigo


O sertão que vive em mim
é duro


mas quer crescer


porque o amor
que nasce da dor


ninguém mais
pode deter.

Carina Gameiro

Metamorfoses da Saudade

Você foi o culpado pela explosão de sentimentos que houve em mim.
Você foi um grande amor.

Que bom foi te conhecer… mas foi profundamente terrível e doloroso vê-lo partir.
Ainda bem que as lembranças sabem abraçar até os sentimentos sem fim.

Eu já sei: é um mistério… mas falar é inevitável — e sofrer também.

Quantos não passam por uma metamorfose sofrida e angustiante, ao tentar abraçar outros corpos e beijar outras bocas que não sejam aquela?

Há momentos em que me sinto presa a imagens e sentimentos fictícios, como em um filme inacabado, onde existe um predador sempre à espreita, com a ferocidade de um ser lupino em alerta.

Desespero… até porque “The End” nunca vem.

Aham
Eu não vou me culpar se eu não te salvei
Ainda 'to lutando por mim


Eu não vou te jurar, eu não vou prometer
Sei com quem devo dividir


Tudo que conquistei, batalhas que lutei e algumas que já perdi


Pior coisa que experimentei, mas treinei pra isso não se repetir


Eu não entreguei, eu não fugi
Mas não por você, não confunde


Eu vi o rei e o castelo ruir
Eu errei, consertei e quero ver tu rir


Sem deixar o medo me consumir


Apesar do ódio me possuir


O brilho do Sol nunca vai sumir


Eu consegui (eu consegui)


Se errar na pressa, o fim é o poço
Só o que cresce na inveja é o olho


Pra vocês isso resume em ser feliz


Futuro de um pirata ganancioso
Os ossos jogado' num monte de ouro

A maior parte dos meus textos são como cartas para mim mesma. No fundo, pequenas autocríticas.

Quem disse que não posso te amar e cuidar de ti,
Ao ponto de me lembrar de mim em seus olhos
E seu sorriso? Em sua beleza eu existo.
Quando sei que você é meu mundo, é que vivo.
E minha sentença mais doce é te amar
Além desta condição perecível, afinal
O amor transcende e se estende em seus braços
Como infinito.


Por Marcio Melo

Mesmo quando você não está, você existe dentro de mim,
como um sussurro leve que o silêncio não apaga,
como um abraço guardado na memória da pele.
Há em mim um pedaço seu que o tempo não desfaz,
um eco doce que insiste em ficar,
mesmo na ausência, mesmo na distância.
E é assim que o amor acontece…
não depende da presença, nem do toque,
ele simplesmente permanece — vivo, inteiro, eterno.

O menos pra mim é sempre mais..
O simples pra mim é sempre o mais bonito
Não quero poetas e poesias, o teu melhor poema eu não preciso ler... Eu sinto!
O que tu tens por dentro! Essa é sua mais bela poesia.

Não ligo para o que dizem sobre mim. Pelo o que Pré julgam seus Conceitos. Meu tempo, minha vida e em meu coração, só ficam quem tem Algo de Especial!

Não faço questão de ser sociável, amizade não se força, se conquista. Desse modo cada um tem de mim exatamente aquilo que cativa. Questão de princípios. Só não permito me diminuir. Tenho maturidade pra entender que, não sou melhor do que ninguém, mas sei exatamente o meu valor!

Sinceramente... Não dou a minima para o que possam vir a pensar sobre mim, ao meu respeito. não me moldo para me encaixar dentro do conceito de alguém.