Destino
O sentido da vida é a morte. Nascemos para morrer e seguimos em direção a esse destino. Mas o que nos leva até ele são as escolhas que fazemos em vida. Cada escolha gera consequências, e essas consequências se tornam nossas lições.
O que aprendemos ao longo da vida é o que deixamos quando partimos. E, no fim, o que realmente fica não são bens ou conquistas, mas os afetos que espalhamos pelo caminho.
Você é o meu ponto de partida e o meu destino final. Que o tempo passe,
que os cenários mudem, mas que a gente nunca perca essa capacidade linda
de ser o porto seguro um do outro. Ontem, agora e em cada novo
amanhecer que a vida nos der o privilégio de dividir.O mundo lá fora
pode ser confuso e imprevisível, mas basta um instante ao teu lado
para que tudo recupere o sentido.
Construímos um sentimento que não teme nada. Ele se fortalece
no silêncio cúmplice, nas conversas infinitas e na paz de saber
que pertencemos um ao OUTRO .
___ENZO RUCHELL _
Que nossa sintonia seja sempre a prova viva de que o destino não apenas cruzou nossos caminhos, mas desenhou, em cada detalhe do nosso encontro, o lugar exato onde nossas almas finalmente aprenderam a descansar e a transbordar.
_Enzo Ruchell_
Você se tornou o meu ponto de partida, o meu destino e a certeza absoluta de que o infinito cabe perfeitamente no espaço entre nós dois. _Enzo Ruchell_
Na direção da vida
Um barco desaparece no horizonte, pois busca um destino a alcançar…
As pessoas também desaparecem de nossas vidas… Por quê?
Seríamos nós tão ruins assim?
Como os barcos, por vezes ficamos à deriva.
A vida não é precisa; navegar, sim!
Meu amor move tudo que se faz colossal e o destino que quer se cumprir não me deixa a deriva e todo o amor se faz sagrado;
Lembra que o sonho alimenta a esperança para que então juntos podermos estar;
Torça para que o destino se encarregue de cruzar os nossos caminhos
Torça para que os nossos olhares se surpreendam...
Torça para que o amor no ar e seja aspirado;
Desconfie do destino, mas nunca do amor...
Por que embora se tenha frustração em dor
Ainda sim se tem a curo no amor;
O homem comum é refém das circunstâncias e chama sua covardia de destino. Eu domino a mim mesmo para subjugar o caos ao meu redor. Onde a hesitação alheia abre o abismo, minha atitude impõe a ordem e o comando imediato.
Vagar sem propósito é existir perdido. A plenitude nasce quando encontramos nosso destino e nele, a coragem para caminhar.
E se?
E se tudo fosse diferente?
E se o destino mudasse o roteiro?
E se o tempo voltasse em silêncio,
corrigindo cada desespero?
E se os encontros não fossem atraso,
nem as despedidas, punição?
E se o amor chegasse primeiro,
antes de qualquer solidão?
Talvez eu fosse outra pessoa.
Talvez o mundo fosse outro também.
Mas a vida não responde aos "e se...",
ela apenas pergunta:
o que você fará com o agora que tem?
Pau de Sebo
A minha vó lia cartas via o meu e o seu destino
Mas ela gostava mesmo era da Festa do Divino (bis)
Eu sou daqueles menino nem ligeiro nem ladino
Mas quando chegava maio lá na Festa do Divino
Subia no Pau de Sebo mais veloz que Severino
Subia no Pau de Sebo mais veloz que Severino
Mais veloz que Severino no Pau de Sebo subino
Minha vó ficava brava desce desse pau menino
Mas eu de olho no prêmio continuava subino
A minha vó ficava brava desse desse pau menino
Mas eu de olho no prêmio continuava subino
Eu sou aquele menino subino no Pau de Sebo
Lá na Festa do Divino
Eu sou aquele menino no Pau de Sebo subino
Lá na Festa do Divono
Lá de cima eu jogava os doces pá mulecada
Mas o prêmio em dinheiro no meu bolso colocava (bis)
Refrão...eu sou aquele menino...
Olhe só você tá veno o Pau de Sebo o prêmio
E o menino nele subino
Olhe só você tá veno o menino no Pau de Sebo
E os seus olhos estão sorrindo
Enquanto menino sou um náufrago do destino que roçando os caminhos do coração encontrou seu amor divino
A DESGRAÇA REAL: A VISÃO ESPÍRITA SOBRE O SOFRIMENTO, A FELICIDADE E O DESTINO ETERNO DA ALMA.
O ser humano, desde os primórdios da civilização, procura evitar a dor e alcançar a felicidade. Entretanto, aquilo que normalmente chamamos de "desgraça" nem sempre o é diante das leis divinas. Em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo V – Bem-aventurados os aflitos, item 24, a mensagem do Espírito Delfina de Girardin apresenta uma das mais profundas reflexões sobre a natureza do sofrimento e do verdadeiro destino da alma.
Sob a ótica espírita, os acontecimentos terrenos não podem ser avaliados apenas pelas aparências imediatas. A vida corporal representa apenas um breve instante da existência imortal. Aquilo que hoje parece uma calamidade pode transformar-se na maior bênção espiritual, enquanto aquilo que aparenta ser felicidade pode esconder os germes da mais profunda infelicidade futura.
A falsa ideia humana de desgraça.
Segundo a linguagem comum, a desgraça é identificada com a pobreza, a doença, o abandono, a morte de um ente querido, a traição, a humilhação, a perda de bens materiais ou qualquer circunstância que provoque sofrimento imediato.
Essas dores são reais e profundamente sentidas. O Espiritismo, porém, convida-nos a ampliar o horizonte da compreensão.
Nossa visão costuma limitar-se ao presente, enquanto Deus contempla simultaneamente o passado, o presente e o futuro do Espírito. Dessa forma, acontecimentos aparentemente dolorosos podem representar oportunidades indispensáveis de regeneração, aprendizado, reparação de débitos e crescimento moral.
A verdadeira medida dos acontecimentos não está no instante em que ocorrem, mas nas consequências espirituais que produzem.
As consequências valem mais do que os acontecimentos.
Delfina de Girardin utiliza uma comparação extremamente significativa.
A tempestade arranca árvores, destrói plantações e assusta os homens. Todavia, ao mesmo tempo, purifica a atmosfera, elimina os miasmas e preserva inúmeras vidas.
Assim também ocorre com muitas provações.
Uma enfermidade pode despertar a fé.
Uma falência pode destruir o orgulho.
Uma perda afetiva pode aproximar o coração de Deus.
Uma perseguição pode ensinar humildade.
Uma limitação física pode desenvolver virtudes que jamais floresceriam na abundância.
Aquilo que parece destruição muitas vezes constitui preparação para uma vida espiritual mais elevada.
A verdadeira infelicidade.
O ensinamento apresenta então um dos maiores paradoxos do Evangelho.
A verdadeira desgraça não é necessariamente o sofrimento.
A verdadeira infelicidade pode esconder-se exatamente naquilo que o mundo mais deseja.
O Espírito afirma:
"A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade..."
Essas palavras surpreendem porque invertem completamente os valores humanos.
Quando a criatura vive exclusivamente para os prazeres materiais, para a riqueza, para o orgulho, para a aparência e para as ilusões do mundo, sua consciência acaba adormecendo.
O excesso de conforto pode produzir esquecimento de Deus.
O sucesso pode alimentar o egoísmo.
O poder pode fortalecer a vaidade.
A riqueza pode incentivar o apego.
O prazer contínuo pode anestesiar a consciência.
Essa é a verdadeira infelicidade: viver distante da finalidade espiritual da existência.
O ópio do esquecimento.
Delfina de Girardin compara os prazeres desordenados ao ópio.
Assim como uma droga anestesia temporariamente a dor, os excessos materiais podem fazer o Espírito esquecer sua realidade eterna.
Entretanto, o despertar inevitavelmente chega.
Quando termina a existência física, desaparecem:
o corpo;
os títulos;
a riqueza;
a posição social;
os aplausos humanos.
Permanece apenas aquilo que a alma construiu moralmente.
É então que muitos percebem que desperdiçaram uma existência inteira perseguindo sombras.
A felicidade segundo a lei divina.
Para o Espiritismo, felicidade verdadeira não significa ausência de problemas.
Significa possuir paz de consciência.
É conservar a fé durante a dor.
É praticar o bem sem esperar recompensas.
É desenvolver virtudes que sobreviverão à morte.
É aproximar-se continuamente de Deus.
Sob essa perspectiva, um pobre resignado pode ser infinitamente mais feliz que um rico dominado pela ambição.
Um doente paciente pode estar espiritualmente muito acima daquele que desfruta perfeita saúde, mas vive escravizado pelos vícios.
As provações como instrumentos de progresso.
Nada ocorre por acaso.
As dificuldades da existência possuem finalidade educativa.
Segundo a Doutrina Espírita, muitas provas foram escolhidas pelo próprio Espírito antes da reencarnação, visando acelerar seu progresso moral.
Outras decorrem do uso equivocado do livre-arbítrio durante a vida presente.
Em ambos os casos, Deus jamais pune por vingança.
As provações constituem oportunidades de crescimento, reparação e aperfeiçoamento.
A dor, quando compreendida e bem vivida, transforma-se em poderoso instrumento de libertação espiritual.
O soldado da vida.
Na conclusão da mensagem, Delfina de Girardin compara o cristão ao soldado que enfrenta a batalha.
O verdadeiro combatente não foge das dificuldades.
Aceita os desafios com coragem porque sabe que a vitória pertence àquele que persevera.
Pode perder riquezas.
Pode perder prestígio.
Pode perder o corpo físico.
Mas jamais perde aquilo que realmente importa: as conquistas morais da alma.
A morte representa apenas o término da batalha terrestre.
O Espírito retorna ao mundo espiritual levando consigo unicamente suas virtudes, seus conhecimentos, suas obras de amor e o patrimônio moral acumulado ao longo das existências.
Reflexão final.
A mensagem "A Desgraça Real" permanece extraordinariamente atual. Em uma sociedade que associa felicidade ao consumo, ao sucesso imediato e ao prazer incessante, o Espiritismo recorda que os verdadeiros valores são invisíveis aos olhos do mundo.
A maior desgraça não consiste em sofrer, mas em perder a oportunidade de evoluir.
A maior pobreza não é a falta de dinheiro, mas a ausência de virtudes.
A maior derrota não é morrer, mas atravessar a existência sem transformar o próprio coração.
Toda dor suportada com fé, humildade e confiança em Deus converte-se em degrau para a ascensão espiritual. Toda felicidade material, quando utilizada com egoísmo e vaidade, pode converter-se em obstáculo ao progresso da alma.
O Espírito imortal é chamado a olhar além da matéria, compreendendo que a verdadeira felicidade nasce da consciência tranquila, do amor praticado e da certeza de que a vida continua para além do túmulo.
Fontes:
O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo V – Bem-aventurados os aflitos, item 24: "A Desgraça Real".
Allan Kardec.
Delfina de Girardin.
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O último estro do Esquecido.
Nas sombras frias do destino, tombado,
Fiquei na estrada, só, abandonado;
E os olhos pálidos, sem luz, sem claridade,
Negaram ver minha última verdade.
Chamaram silêncio aquilo que era pranto;
Vestiram de gelo o mais sincero encanto.
Quem tanto amei passou indiferente,
Como se eu nunca houvesse sido gente.
Sob lápides erguidas de ingratidão,
Sepultaram meu nome e minha afeição;
Restou-me apenas o abraço da memória,
Última vela da esquecida história.
As flores murcham sobre o peito inerte,
Enquanto ri, triunfante, a falsa sorte;
Mas toda cinza que o desprezo espalha
É semente oculta da divina batalha.
Ó ingratos! Vossos olhos já sem brilho
Perderam para sempre o antigo trilho;
Quem abandona um coração leal
Constrói, em si, o próprio funeral.
Quando a noite vestir o mundo de neblina,
E a consciência romper vossa cortina,
O eco da minha dor vos chamará,
E nenhum esquecimento vos salvará.
Dormirei, enfim, na paz dos esquecidos,
Longe dos falsos, frios e fingidos;
Pois quem morre fiel ao próprio amor
Jamais é vencido pelo desamor.
E, se um dia chorardes sobre minha ausência,
Será tardia a vossa penitência;
Porque o túmulo fecha, em seu negror,
O que não ressuscita: a confiança e o amor.
GENÉTICA, DESTINO E RESPONSABILIDADE MORAL.
Marcelo Caetano Monteiro.
A genética nos apresenta predisposições, tendências e probabilidades biológicas. O Espiritismo, sem negar as descobertas da ciência, acrescenta um elemento fundamental à compreensão da existência humana: a realidade do Espírito e sua responsabilidade perante as Leis Divinas.
Os genes influenciam a estrutura física, determinadas enfermidades, características orgânicas e até algumas inclinações comportamentais. Contudo, segundo a visão espírita, a hereditariedade corporal não é a única força atuante na vida. O Espírito preexiste ao nascimento e traz consigo um patrimônio moral construído ao longo de múltiplas existências.
Sob essa perspectiva, a genética oferece as condições biológicas da experiência terrena, enquanto o Espírito determina a forma pela qual lidará com essas condições. Uma predisposição não representa uma condenação inevitável. O livre-arbítrio, a educação moral, os hábitos cultivados e as escolhas diárias exercem influência decisiva sobre o desenvolvimento da personalidade.
O Espiritismo ensina que o corpo é uma vestimenta temporária da alma. Assim, características hereditárias podem constituir recursos educativos destinados ao progresso espiritual. Certas limitações físicas, tendências psicológicas ou desafios orgânicos podem representar valiosas oportunidades de aprendizado, disciplina, resignação e aperfeiçoamento moral.
A ciência investiga os mecanismos da hereditariedade. O Espiritismo amplia essa análise ao demonstrar que a consciência sobrevive à morte e continua responsável por suas decisões. Os genes podem predispor, mas não determinam o valor moral de uma criatura. Acima das circunstâncias biológicas encontra-se a vontade do Espírito, capaz de superar tendências inferiores e construir novos caminhos.
A verdadeira grandeza humana não reside apenas naquilo que herdamos biologicamente, mas naquilo que fazemos com os recursos que recebemos. A genética descreve possibilidades. A moral espírita esclarece responsabilidades.
Fontes.
O Livro dos EspíritosCapítulo IV. Pluralidade das Existências. Questões 258 a 273.
A GêneseCapítulo XI. Gênese Espiritual. Itens 18 a 21.
Missionários da LuzCapítulo 13. Reencarnação.
O Problema do Ser, do Destino e da DorParte II. As Vidas Sucessivas.
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