Desobediência
" A obediência te leva aos degraus da exaltação, enquanto a desobediência te leva aos degraus da humilhação."
”A primeira desobediência instituiu a queda da humanidade, impôs regras e normas de uma crença, um sistema de desobediência que copiou e determinou a leitura do saber e conhecer conforme a conveniência; patenteou uma nova forma de corromper o ensino da verdade”
Uma lei injusta não é lei alguma, portanto tenho direito a resistir, com violência ou desobediência civil. Rezem para que eu escolhe a última
Sendo assim, como por meio da desobediência de uma mãe com seu filho muitos se tornaram pecadores, assim também, por intermédio da obediência de um único homem, muitos serão feitos justos
A desobediência nem sempre é sinal de orgulho ou desrespeito, mas sim, uma forma de afirmar seu verdadeiro "eu".
As pessoas viciadas em drogas sejam lícitas ou não, cometem o pecado da desobediência, pois deixaram que as ervas as dominassem, contrariando assim uma ordem divina, que é de dominar sobre todas as coisas. Drogas causam doenças e a dependência química pode levar o usuário a uma completa destruição ou até mesmo a morte, se ilícitas é mais grave, pode levá-lo também a prisão, não se esqueça, amar a vida é um dom, mas destruí-la é um vício, fujam das drogas.
Liberdade é Desobediência
Vivemos sob a ilusão da liberdade, como se o livre-arbítrio fosse um dom absoluto e não uma condição imposta pela percepção. O mundo se constrói sobre dicotomias: real e percepção, relativo e absoluto; mas nós, em nossa finitude, ainda não aprendemos a lidar com isso.
A verdade, tal como é, é que não somos livres. Nunca fomos. Deus não nos fez para a liberdade, mas para o pertencimento, a obediência e a servidão. A liberdade, se fosse real, seria plena; e, sendo plena, não poderia coexistir com leis, normas ou limites. Onde há regra, não há liberdade; onde há ordem, há sujeição.
A própria escritura nos inicia nesta consciência com a simplicidade terrível de Gênesis 2:
"E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás."
Aqui se revela o primeiro paradoxo: a permissão ampla precedida de uma interdição absoluta. E, novamente, não há liberdade onde há interdição. O verbo “ordenou” ecoa como revelação da condição humana. O homem é posto no Éden para lavrar e guardar, não para escolher o que é ou para não ser. Sua função é ação sob comando, e não criação de destino.
O engano nasce com a serpente, mas floresce na consciência humana...
" [...] se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal."
Até então, vivíamos numa percepção de liberdade, pois não havia transgressão. Não éramos livres, mas tampouco sabíamos que não éramos. Com a queda, descobrimos a medida da nossa servidão. O bem e o mal, antes indistintos, tornam-se fronteiras visíveis, e com elas nascem o medo, o pudor, a culpa e o peso da escolha.
Não se trata de uma questão de estado de ser, mas sim de percepção. Só quem se percebe servo pode ser tentado a ser livre. Quem acredita ser livre passou da percepção ao estado de consciência inerte, desapropriada da realidade, e também da percepção.
Para Deus, talvez, bem e mal sejam a mesma coisa — expressão de Sua vontade e de Sua justiça. Mas, para nós, homens, feitos carne a partir da poeira, são abismos distintos, assim como percepção e realidade. Não sabemos lidar com isso, porque fomos feitos para obedecer, e não para compreender o abismo.
"Toda desobediência tem o seu preço, não obstante, há pessoas que nem sofrendo mudam de vida; assim, infiro, que só Deus tem o poder de mudar o pensamento."
Anderson Silva
Débil e desprezível é o humano que castiga a criança sã por suposta desobediência, impondo-lhe o castigo de Deus.
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