Desgraça
È preciso passar pela riqueza e pela desgraça para descobrir os verdadeiros amigos, porque na riqueza vemos a qualidade e na pobreza a quantidade.
Já que da desgraça eu não saio, que eu entre de vez nela, que eu me afogue nela, e por fim, que eu morra nela.
Aos meus inimigos eu desejo muita felicidade, para que a minha desgraça não venha ser o motivo de suas alegrias.
GRAÇA
A Graça é de graça ou não é graça. A grande desgraça é desprezar a graça recebida. Valorizar a graça não é exigência da graça, mas resposta livre de quem a recebe.
As pessoas têm manias de dizer que a televisão só mostra desgraça, que só ensina o que é ruim, que incentiva ao mal, as más atitudes, mas vamos rever nossos conceitos a televisão pode até “incentivar” males, mas seu verdadeiro intuito é alertar, conscientizar, quebrar barreiras de conceitos de pessoas que acham que só seu mundo é que é o verídico, alertar que há vários casos de pessoas sendo traficadas, vendidas, maltratadas, roubadas, mortas... Que existem várias formas de fazer o mal, que existem diferenças, crenças, raças a serem respeitadas e visadas, afinal “influências” existem de varias formas e em todos os lugares, cada um que faça da sua e dos seus ‘mentes blindadas’, então vamos deixar um pouco de lado a critica e visar à expansão do conhecimento, acorda Brasil!
A droga é a maior desgraça que pôde ser criada. Melhor seria se o homem usasse sua inteligência para o bem, disseminando os frutos de suas criações para perpetuar ou apenas aumentar nossa expectativa de vida.
A mentira é a pior desgraça que o homem pode atrair para si. A verdade o cercará, contrangendo-o tanto, que este cada vez mais se afundará na morte se não quebrar o ciclo.
Meu coração se despedaça
Troquei honra por desgraça
Tomei a mais dura e difícil decisão
Que dói meu coração
Eu decido ser sempre odiado
E a vida inteira ser detestado
Eu já fui uma pessoa feliz
Agora estou preso em uma maldita matriz
Sigo minha vida sem rumo e sem medo
Esse e meu destino, esse e meu segredo.
Eu bolei o plano, ninguém iria entender.
Mas minha decisão iria prevalecer
E vocês podem achar que eu já desvaneci
Vim mostrar q eu ainda estou aqui
*São Demasiado Pobres os Nossos Ricos*
A maior desgraça de uma nação pobre é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos «ricos». Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.
O maior sonho dos nossos novos-rícos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. OMercedese oBMWnão podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas, muito convexos e estradas muito concavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza. Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.
As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. Por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam. O fausto das residências não os torna imunes. Pobres dos nossos riquinhos!
São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam de ser sustentadas com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.
Mia Couto, in 'Pensatempos'
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